Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Avaliação simplex

No início de um ano lectivo marcado pela polémica da avaliação simplificada de professores, o Beijós XXI revela a origem histórica deste modelo de avaliação - em Beijós, há 170 anos.
Em 1839 foi criada a «Cadeira d'Ensino Primario da Freguesia de Beijós», atribuída ao cabanense José de Campos. Como foi avaliado? Simples, em Fevereiro de 1840 deslocou-se à Administração Geral de Viseu e submeteu-se a um exame, tendo obtido a classificação de Bom a Doutrina Christã e de medíocre às restantes áreas em que foi avaliado, incluindo leitura, escrita e gramática. Este professor manter-se-ia em funções em Beijós durante décadas, tendo-se sujeitado a exames idênticos com certa regularidade... e com parcos progressos nos resultados!
De seu filho, que herdou o ofício, não temos conhecimento dos resultados da avaliação, mas sabemos que não dava aula de tarde e faltava bastas vezes de manhã, porque «prigaria o seu estado de saude se viesse todos os dias» de Cabanas a Beijós.



«Tenho a honra de passar às mão de Vossa Magestade pelo Conselho Geral Director o resultado do exame a que procedeu nesta Administração Geral José de Campos unico oppositor á Cadeira d'Ensino Primario da Freguesia de Beijós Concelho do Carregal.
Deus Guarde Nossa Magestade
Viseu 18 de Março de 1840».


quinta-feira, 2 de abril de 2009

O Papa já foi Glorioso?


Visto em:

http://ocafedaesquina.blogspot.com/

quinta-feira, 26 de março de 2009

Casa da Residência - 3

Eis o essencial da resposta à carta divulgada neste post:

A Junta não consegue provar que a "Casa de Residência" foi financiada pelo "povo" e não vale a pena fazer um inquérito porque seria fácil à reclamante «conseguir algumas pessoas que vão depôr no sentido que se pretende». Devia ser este o conceito de Fraternidade da I República :)

terça-feira, 3 de março de 2009

A direcção de Estradas era um Papão

Para fazer um lagar de vinho, a direcção de estradas papava.
Para fazer uma cozinha no interior da casa, a direcção de estradas papava.
Para abrir uma janela, a direcção de estradas papava.
Para fazer um muro junto ao ribeiro a 1,5 Km da estrada, a direcção de estradas papava.

domingo, 1 de março de 2009

Passaporte dos "Estados Unidos do Brazil" - 1902

«REPÚBLICA DOS ESTADOS UNIDOS DO BRAZIL


PASSAPORTE

O Doutor Edmundo Munir Barreto, Chefe da Polícia da Capital Federal, concede passaporte a José Marques Caldeira, brasileiro naturalizado, de 34 annos de idade, natural de Portugal, profissão de negociante para a Europa, levando em sua companhia sua esposa Anna Castello Branco Caldeira, brasileira.

Secretaria de Polícia do Distrito Federal, aos 16 dias do mez de Junho do anno 1902»








Imagem do documento gentilmente cedida por:
Victor Nunes

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Em Maio de 1952 Tromba de água fustigou Beijós

Willoughby disse...
"No dia 20 de Maio de 1952,uma Segunda Feira, realmente houve uma forte trovoada. A chuva terá caído com tal intensidade, nos campos de Nelas/Mangualde que, principalmente a Ribeira do Povo de Beijós galgou por montes e vales, arrastando tudo o que se encontrava por perto.O dilúvio ficou a dever-se à quantidade de precipitação, nos campos daqueles dois concelhos. As águas arrastaram troncos de pinheiros e de outras árvores para o leito da ribeira. Essas madeiras vieram entroncar na Ponte de Travassos, entre a Aguieira e Nelas. As águas, com o olhal da Ponte tapado, represaram e fizeram tamanha força que a ponte foi obrigada a ceder, rompendo o respectivo arco. As águas ali represadas, libertas de lufada, correram por montes e vales, em muitos terrenos rasgaram outros leitos do rio. Os terrenos que mais sofreram foram os do Bejo, actualmente, propriedade da família de António F. Loureiro. Esses terrenos, na altura propriedade de uma filha do Ramos, Irene, da Aguieira,eram cultivados pelo falecido João Garnacho, que tinha uma cabra a pastar junto do leito do rio, e foi arrastada com a violência das águas, tendo sido resgatada, sem vida, já nos terrenos da Ribeira.Não havia memória de uma tragédia assim, em Beijós. Felizmente não consta que se tenha repetido até aos nossos dias. Acho graça ao manuscrito do Nosso Conterrâneo, já falecido, José Padeiro. Parabéns ao Vadio, por o ter guardado até aos nossos dias."

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Quanto se gastava em obras para fazer um Lagar de Vinho em 1949?

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Em 1944 devido a grande seca a Quinta da Chãs não tinha futuro


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Dólares telegráficos


Aristides Sousa Mendes fora colocado no consulado de S. Francisco no último trimestre de 1921. Naquele posto, sempre se queixou de que os honorários não eram suficientes para manter a dignidade e o decoro da sua posição, bem como a imagem da representação do Estado Português. Um ano e meio mais tarde, escreve a várias pessoas dizendo que precisava urgentemente de 2.000 dólares para fazer face a dívidas que contraíra na América.

Como se vê no doc. acima, a 26-6-1924, o seu cunhado (para quem não conhece, era o sogro do Sr. Alpoim que passava os verões em Beijós) solicitava à entidade que regulava os câmbios, controlava as entradas e saídas de divisas e inspeccionava a actividade bancária, autorização para emitir um cheque ou uma ordem telegráfica a favor do Cônsul, no valor de $500 - ao câmbio da altura, 50 contos, uma pequena fortuna!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Casa da Residência - 2

aqui referimos que a «casa paroquial desta freguezia foi construida em 1902 a 1905 pela Junta da mesma freguezia, sem que o Estado ou a igreja para ela tivessem concorrido com um centavo sequer», mas que a mesma foi arrolada como pertencendo à Igreja e, por isso, estava previsto que passasse para a posse do Estado.
Um ano antes da sua morte, a pedido da "Junta da mesma freguezia", Armindo Coelho de Moura tentou adquiri-la, mas não viria a obter resposta a este pedido.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

1963 - Pedido de Passaporte- 1

O nosso conterrâneo e habitual leitor Sr. Francisco Abílio Abrantes, residente nos Estados Unidos da América, enviou-nos estes documentos, da sua primeira tentativa para emigrar para este País, em 1963.
Hoje publicamos o requerimento, já com a menção de indeferido.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Escola dos Pardieiros

Há um ano, publiquei aqui vários documentos atestanto a dificuldade em abrir em Beijós uma escola para raparigas.
Agora, o facto de se falar de novo na Carta Educativa, a propósito do Centro Educativo Nun'Álvares, leva-me a publicar um exemplo dos esforços que, neste caso, em 1904, foram feitos para se abrir uma escola nos Pardieiros.
Noto que, naquele tempo, apesar da falta de recursos, que levou a junta a vender baldios para abrir escolas, a "rede" escolar não seguia cegamente, como hoje, as divisões administrativas - propunha a Junta de Beijós que as crianças de Pedra Cavaleira e Póvoa Dão frequentassem a escola dos Pardieiros.

Antes de passar à transcrição do documento, manifesto, mais uma vez, o meu pesar pelo encerramento das escolas primárias do concelho. Em 2006/07, segundo estatísticas do ME, frequentavam o 1.º ciclo em Beijós e Pardieiros 40 alunos. Desconheço se haveria algum nas Póvoas. Parece que isso não é suficiente para ter uma escola em Beijós. Por outro lado, frequentavam a EB1 da Lajeosa, vindos de todas as povoações da freguesia, 45 alunos. Se a lógica fosse de proximidade e não de fronteiras arbitrárias, os alunos de Penedo e Sangemil poderiam frequentar a escola de Beijós... de qualquer modo, é esta diferença entre 40 e 45 que justifica diferentes destinos?

«(...) foi apresentado um officio vindo do Governador Civil do Districto, pelo qual se prova que a deliberação tomada por esta Junta com relação ao fornecimento da casa de habitação do professor e casa para escola na povoação dos Pardieiros, foi approvada, officio que foi archivado n'esta secretaria da Junta. Recebeu-se tambem o parecer favoravel da Camara d'este concelho, a respeito da criação da mesma escola, o qual tambem foi archivado n'esta mesma secretaria, recebeu-se tambem uma relação das creanças recenseadas da Pedra Cavalleira e Povoadão, da freguesia de Silgueiros, creanças que deverão frequentar a escola na povoação dos Pardieiros, se for criada a dita escola, pelo facto d'estas povoações distarem alguns killometros da sede da freguesia de Silgueiros, onde há as escolas officiaes actuaes, cujo excesso digo, asççesso ás escolas officiaes da freguesia, digo, da sua freguesia se tornar por vezes impossivel pelo facto de terem que atravessar o Rio Dão, aonde não há ponte (...)»

domingo, 20 de abril de 2008

Casa da Residência

Como se comprova pelo carimbo na imagem ao lado, em 3-4-1925 deu entrada na Comissão Central da Execução da Lei da Separação uma carta da Junta de Freguesia de Beijós, alegando que o Estado (Central) não poderia apropriar-se de uma casa que nunca fora propriedade da Igreja, mas sim da Junta... A carta tem data de 17-6-1922 e, aparentemente, não foi dirigida ao serviço competente.
As principais alegações:

  • «A casa paroquial desta freguezia foi construida em 1902 a 1905 pela Junta da mesma freguezia, sem que o Estado ou a igreja para ela tivessem concorrido com um centavo sequer»
  • «A Junta da mesma freguezia tendo resolvido em 1901 proceder à referida construção, convidou o povo a concorrer em dinheiro ou materiaes para a mesma, e este correspondendo ao apelo, forneceu todos os elementos para ser edificada a casa»
  • «Foi, pois por subscrição na freguezia que a Junta levantou essa edificação, e concluida ella, autorizou o paroco que ainda hoje lá se encontra, a habita-la, mantendo porem a Junta os direitos sobre a mesma propriedade, direitos a que nunca renunciou»
  • «Considerando-se senhora absoluta d'esta propriedade, foi com sobresalto que leu a noticia da sua venda»

Terminava a carta: «Se V. Exª não tiver à mão elementos para se convecer de que isto é tal qual como acabamos de expôr, pedimos e esperamos ser atendidos, que se digne ordenar uma minuciosa investigação pela comissão concelhia de administração dos bens desta igreja, ou pela Administração do Concelho, ou por quem melhor V. Exª julgar, e finda ella convencer-se-ha V. Exª da justiça que nos assiste e da verdade do que afirmámos.
Saúde e Fraternidade».

Em breve publicaremos a resposta, não da Exª (Ministro das Finanças), mas da referida Comissão Central.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Bens da Confraria

Como se viu em anterior postagem, a «comissão concelhia de inventario para os fins consignados no artigo sessenta e dois da lei de separação das egrejas do estado» fez o inventário dos bens da igreja católica geridos pela Junta da Paróquia de Beijós. No entanto, parece que se esqueceu de uma longa lista de bens que tinham pertencido a uma antiga confraria. O Estado não dorme e veio a ordenar um aditamento ao inventário...


«Inventario addicional ao inventario dos bens culturaes existentes na freguesia de Beijós, Concelho do Carregal, pertencentes à extinta Confraria do S. S. Sacramento da freguesia referida e administrados pela Junta de parochia respectiva, cujo addicionamento é feito por virtude da Circular do Governo Civil de Viseu - 2ª Repartição - nº 32, de 17 de Outubro de 1912, cujos bens a inventariar são os seguintes
Esta folha tem carimbo do Ministério da Justiça de 29-1-1913 e um nota manuscrita em 1939, dando conta de que os bens foram arrematados a vários indivíduos. Sobre a lista de 46 bens há diversos carimbos a confirmar a transferência para o Ministério das Finanças em 11-9-1922. A maioria são oliveiras em terrenos de terceiros, mas há também olivais e pinhais e ainda alguns foros. Deixo alguns exemplos:
11 - Uma oliveira sita à Carregueira em terreno de Alexandre Cardoso de Pina, de Beijós
15 - Uma oliveira sita à Carregueira em terreno de Felippe Fernandes de Campos, de Beijós
33 - Uma oliveira sita ao Castego em terreno de D. Duarte de Alarcão, de Lisboa
44 - Uma sorte de Oliveiras, com Baldio, sita aos Outeiros dos Castelos, limite de Beijós, que confronta de nascente, sul e poente com a povoação de Beijós e do norte com Bernardino Pais do Amaral e outros
46 - Um prazo facteosim, composto de duas glebas de terra, sendo uma de terra cultivada com testada de pinhal sita ao Rego dos Frades, que confronta do nascente com herdeiros de Luiz Carvalhal, e do sul com o caminho, e outra composta de terra de pinhal, sita ao Valle da Bolota que confronta do nascente com Sebastião Bernardo e do norte com o Fidalgo de São Gemil, do qual é foreiro Luiz de Figueiredo de Campos, de Beijós, e paga de foro annoalmente a quantia de 1$000.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Novo mapa judiciário

Numa altura em que está na ordem do dia a polémica sobre a proposta de um Novo Modelo de Organização Judiciário (e Novo Mapa Judiciário), o Beijós XXI apresenta uma proposta de reorganização judiciária elaborada pelos cidadãos dos Pardieiros... em 1882.

«Os unicos juizes das commodidades e interesses dos povos, são os proprios povos.
É, pois, em nome d'essas commodidades e dos seus interesses, que os habitantes da povoação dos Pardieiros, da freguezia de Beijóz, abaixo assignados, veem perante Vossa Magestade rogar que os desanexe da Commarca de Santa Comba Dão, e os incorpore na de Vizeu.
Ligados n'uma grande parte por laços de familia à freguezia de Silgueiros, que lhes é lemitrophe e pertence à Commarca de Vizeu, teem, aquella povoação com esta freguezia, interesses communs, que muito lucram em pertencerem à mesma commarca. Todas as relações commerciaes dos suplicantes são com Vizeu, e poucas ou nenhumas com Santa Comba Dão. As vias de communicação com Vizeu são alem de mais curtas, mais commodas, pois da povoação dos suplicantes a Vizeu distam apenas quinze kilometros, ao passo, que para Santa Comba Dão teem os suplicantes de precorrer uma distancia de vinte e oito kilometros. Para Vizeu teem os suplicantes uma estrada (Destrictal) concluida, quando para Santa Comba Dão teem por concluir perto de seis kilometros, em tempo d'inverno, quazi intransitaveis.
D'aqui resulta, que chamados os suplicantes a qualquer acto judicial, são obrigados a marcharem de vespera para Santa Comba, a pernoitarem ahi muitas vezes mal, por falta de commodidades, e se as obteem é por um preço ás vezes superior ás suas posses. Se uma audiencia acaba tarde, ja não podem regressar se não no dia immediato, repetindo-se-lhes o encommodo e as despezas. Para Vizeu ja não acontecerá o mesmo, porque a estrada tem metade da distancia e toda concluida come se disse. E quando mesmo a necessidade os obrigar a pernoitar n'esta Cidade tem uma duzia de casas hospedarias e estalagens para todos os preços e em tudo preferiveis á única que possue Santa Comba. Mas essa necessidade raras vezes se dará, porque os suplicantes ficam apenas a tres horas de jornada de Vizeu.
Por todas estas considerações, pertendem os suplicantes ser attendidos e esperam que Vossa Magestade, ouvidas as repartições competentes haja por bem deferir-lhes, ordenando que a povoação dos Pardieiros, freguezia de Beijós seja annexa á Commarca de Vizeu, como já em tempo metade d'ella o fôra

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Separação ou usurpação?

Como vimos, há 250 anos havia na freguesia, para além da Igreja Matriz, duas capelas que heram do Povo. Um Decreto de 1911, conhecido por Lei da Separação, veio alterar a propriedade destes prédios: «Todas as catedrais, igrejas e capelas, bens imobiliários e mobiliários que têm sido ou se destinavam a ser aplicados ao culto público da religião católica e à sustentação dos ministros dessa religião e de outros funcionários empregados e serventuários dela, incluindo as respectivas benfeitorias e até os edifícios novos, que substituíram os antigos, são declarados, salvo o caso de propriedade bem determinada de uma pessoa particular ou de uma corporação com individualidade jurídica, pertença e propriedade do Estado e dos corpos administrativos, e devem ser, como tais, arrolados e inventariados»


Vejamos então o arrolamento e inventário que se fez em Beijós:
«Aos nove dias do mez d'agosto de mil novecentos e onze, n'esta freguezia de Beijós e edifício da egreja parochial onde compareceram os cidadão Julio Gonçalves, administrador d'este concelho e João Cardoso Ferrão Castello Branco, membro da junta de parochia, indicado previamente pela Camara Municipal do referido concelho, commigo Francisco d'Almeida e Sousa, secretario de finanças, e da comissão concelhia de inventario para os fins consignados no artigo sessenta e dois da lei de separação das egrejas do estado, assim principiamos o arrolamento e inventario d'esta freguezia da forma seguinte:



  1. Edificio da egreja parochial com campanario e dois sinos, tendo dentro [uma lista de objectos que ocupa 4 páginas]

  2. Edificio da capella de S. Antão nos Pardieiros com campanário e sino, tendo dentro (...)

  3. Edificio da capella da Sra do Ó na Povoa d'Apegada com uma sineta tendo dentro (...)

  4. Uma casa de residência do parocho com um pequeno quintal de terra de semeadura


Como se pode ver pelo carimbo aposto, este bem (correspondente aos prédios 2 e 4 da escritura de justificação) foi transferido para o Ministério das Finanças em 11/9/1922. O mesmo aconteceu a uma longa lista de prédios rústicos que eram propriedade das confrarias, ficaram na posse da junta de parochia quando aquelas se extinguiram e o Ministério das Finanças adquiriu-as a custo zero, tendo depois vendido a maioria delas em hasta pública. Disso daremos conta em próxima postagem...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Há 250 anos

Em 1758 o cura de Beijós descrevia assim três dos prédios urbanos constantes na escritura de justificação que aqui publicámos:

«Hé Freguezia, cujo Patrão titullar hé S. João Baptista, q tem sua Igrª de huma só nave etem esta quatro altares, oprincipal honde está o Sacrário, eo Santo Patrão, etres colaterais, hum de Nossa Srª do Rozario, outro de S. Sebastiam e de Santo Antonio outro; tem seis confrarias, q são do Senhor e da Senhora, de São João, de São Sebastião, de Santo Antonio edo Menino Jezus; alem do lugar principal, tem esta Freguezia mais tres lugares, q são a Povoa da Senhora da Pegada, q dista da Igreja hum quarto de legoa pouco mais ou menos, donde há huma Capella da dita invocação, q hé do Povo; ea Povoa de Lizboa q pouco mais distante fica, eo lugar dos Pardieyros adonde há tão bem huma Capella da invocação de Santo Antão, q hé do Povo

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Beijós nO SÉCULO passado

Fez ontem 40 anos que este artigo saíu no diário O SECULO. O artigo não está assinado, mas supõe-se que fosse da autoria de Deusdado Castelo Branco (ou, pelo menos, feito sob sua orientação). Nele se manifesta a preocupação que este ilustre beijosense tinha em dar resposta a questões para as quais hoje já temos respostas mais precisas, como a origem toponímica, o castro do Outeiro dos Castelos e os vestígios romanos. Dos melhoramentos a prosseguir, o anseio referido no último parágrafo só viria a ser satisfeito 15 anos depois!

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Bilhete Postal


Este bilhete postal data de 11-8-1900, tem carimbo de Nellas de 12-8 e de Cabannas de 13-8. Deve ter chegado à loja de Daniel Coelho de Moura (pai do destinatário) no dia 14-8-1900.


«Villar Seco 11-8-900. Comp.e e Amigo: recebi o seu bilhete e fico siente do seu conteudo. Não posso dar resposta afirmativa do que me diz sem primeiro fallar com o compadre e por isso tenha a bondade de vir na 4ª-feira a Senhora do Vizo a Carvalhal que lá o espero e então fallaremos para convinarmos da milhor maneira que for possivel. Mas tenha a bondade de me trazer algum dinheiro porque me é muito preciso n'esta ocasião.
Recomendações a todos.
Seu Comp.e e Amº.
Loureiro»

Além de compadres, o remetente e o destinatário eram concunhados.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Leitores do Beijós XXI - 4

"Tomo a liberdade de me comunicar com você em razão do meu avô materno ter nascido aí em Beijós. Através do Beijós XXI, onde tenho navegado, observei que aí residem membros da família Peixoto e que poderão ser descendentes da mesma árvore genealógica do meu avô. Abaixo alguns dados que consegui em pesquisa em documentos familiares e também na Igreja dos Mórmons.



Meu avô: JÚLIO PEIXOTO, nasceu em Beijós em 03.06.1860, embarcou em Lisboa em 03.11.1883 e chegou ao Rio de Janeiro em 03.12.1883 e seguiu para Pouso Alegre, Estado de Minas Gerais, onde casou com minha avó RITA AUGUSTA MORAES BRAGANÇA em 03.08.1891. Júlio é filho de FRANCISCO PEIXOTO, nascido em Beijós em 14.11.1832 e de MARIA DE CAMPOS (casamento em 25.08.1859 em Beijós), de quem não possuo dados, apenas que deve ter nascido em Cabanas. Sei que meu avô Júlio tinha irmão que ficou com os pais aí em Beijós (informação familiar).






Anexo o passaporte do meu avô Júlio que está em ótimo estado de conservação (graças à minha mãe) apesar de ter 124 anos!"





Comunicação de leitor no Brasil: Ulisses Galvão Silva

O Beijós XXI agradece qualquer informação dos nossos leitores, sobre familiares de JÚLIO PEIXOTO, nascido em Beijós em 03-06-1860.
envie para:
antoniopovinho@gmail.com
ou
beijokense@gmail.com