Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com
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segunda-feira, 15 de maio de 2006

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª Grande Guerra Mundial - 19

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


José Pais dos Santos


O meu muito obrigado a todos quantos se interessaram por este Diário.
Termino esta série de postagens com um Sorriso a Beijós, já publicado no inicio da odisseia do BEIJÓS XXI.

Sorriso a Beijós

Cerro as pálpebras e sorrio-te
sem temer o ridículo de sorrir para o vazio
tornando óbvio o que sinto.

Construo-te, adoro-te
sorvo esse lugar são
bebo as tuas paisagens
trinco os lábios das mil promessas
que faço para voltar
e abandono-me
à experiência táctil
ao contacto das tuas gentes
mergulhando num arrepio de prazer e saudade.

Acordo e choro os homens
que não te vêm
que não entendem o meu sorriso
que não sabem sonhar acordados
e não têm quem o faça por eles, para eles.

E lamento
o limbo em que vivi até ao tempo
em que me sinto finalmente apto
para te ver como uma
porta aberta para um mundo novo.

Ass: Vadio


Links:
Diário de Guerra - 18 ....... 08MAI2006
Diário de Guerra - 17 ....... 02MAI2006
Diário de Guerra - 16 ....... 24ABR2006
Diário de Guerra - 15 ....... 17ABR2006
Diário de Guerra - 14 ....... 11ABR2006
Diário de Guerra - 13 ....... 03ABR2006
Diário de Guerra - 12 ....... 27MAR2006
Diário de Guerra - 11 ........ 20MAR2006
Diário de Guerra - 10 ........ 13MAR2006
Diário de Guerra - 9 ......... 06MAR2006
Diário de Guerra - 8 .......... 27FEV2006
Diário de Guerra - 7 .......... 20FEV2006
Diário de Guerra - 6 ........... 13FEV2006
Diário de Guerra - 5 .......... 07FEV2006
Diário de Guerra - 4 .......... 30JAN2006
Diário de Guerra - 3 .......... 23JAN2006
Diário de Guerra - 2 .......... 16JAN2006
Diário de Guerra - 1 .......... 09JAN2006

Links para a poesia escrita no mesmo diário:

Poesia (original) - 11 ............. 11ABR2006
Poesia (transcrição) - 10 ............... 05ABR2006
Poesia (Original) - 10..................... 03MAR2006
Poesia (transcrição) - 9 ................ 29MAR2006
Poesia (original) - 9 ................. 21MAR2006
Poesia Transcrição - 8 ............. 22MAR2006
Poesia (original) - 8 .................. 20MAR2006
Poesia (transcriação) - 7 .......... 15MAR2006
Poesia (original) - 7 .................. 13 MAR2006
Poesia (transcrição) - 6 ............ 08MAR2006
Poesia (original) - 6 .... ............. 06MAR2006
Poesia (transcrição) - 5 ............ 01MAR2006
Poesia (original) - 5 ................... 27FEV2006
Poesia (transcrição) - 4 ............. 22FEV2006
Poesia (original) - 4 ................... 20FEV2006
Poesia (transcrição) - 3 ............. 15FEV2006
Poesia (original) - 3 .................... 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 ............. 08FEV2006
Poesia (original) - 2 ................... 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 ............. 01FEV2006
Poesia (original) - 1 ................... 30JAN2006

António disse...
Obrigado Vadio,

este Diário do Grande Beijosense, José Pais dos Santos, representa a "joia da coroa" do acervo histórico do Beijós XXI.
A importância científica da informação contida no Diário de Guerra de Pais dos Santos é ainda impossível de calcular. Mas, O Beijós XXI vislumbra no conteúdo, da publicação do Diário que agora finda, dados da maior importância para clarificar alguns aspectos do dia-a-dia das trincheiras do horrivel acontecimento histórico que foi a 1ª Guerra Mundial.
Muito Obrigado a José Pais dos Santos por ter tido a coragem e lucidez para escrever este magnífico documento.
Muito obrigado ao Eng. António Marques Santos por, de forma altruísta, ter partilhado o Diário de seu Avô com os Beijosenses e com o Mundo.
15 Maio, 2006 11:06
******
****
Adenda por António
em 23JAN2007
2º classificado,
no concurso
Post do Ano 2006
- Medalha de PRATA -
O Beijós XXI felicita o Vadio pelo excelente trabalho.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Grande Senhor de Mérito do Beijós XXI - 1

O espólio do Beijós XXI, representa já um marco importante na divulgação da cultura e história da nossa zona. Deixo aqui expresso o meu profundo respeito por José Pais dos Santos. O contributo legado por este Beijosense é de facto notável. Pais dos Santos escreve em 1917, revelando uma sensibilidade e uma grandeza de carácter universalista verdadeiramente invulgares. Parecia adivinhar que um dia, seus escritos seriam disponibilizados aos olhos do mundo. Tiro o chapéu a José Pais dos Santos,
permitam-me nomea-lo:
- José Pais dos Santos -
* Grande Senhor do Mérito do Beijós XXI *

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Famílias de Beijós - Peixeira

Creio que não haverá apelido mais beijosense do que Peixeira. Mais de 90% dos Peixeiras que habitam este mundo têm uma raiz comum em Beijós. No entanto, o apelido tem origem numa cabanense, Maria Rosária de Campos, que ganhou o apelido Peixeira, ao que tudo indica, devido à profissão de sua mãe, Maria Bernarda de Campos. Rosária casou em 1783 com o beijosense José Marques, tendo o casal estabelecido residência em Beijós.
Dos cinco filhos, apenas consegui identificar descendência de um, João Marques Peixeiro, nascido em 1790, casado com Maria Paes d'Abrantes, ambos falecidos no Outono de 1823, provavelmente de uma gripe (?), tendo deixado dois órfãos, João com 10 anos e Maria com sete. Os órfãos passaram por grandes dificuldades e perderam parte do património que deveriam ter herdado.

João Marques Peixeira viria a casar em 1838 com Bernarda Maria de Jesus Marques, que também morreu cedo, aos 33 anos, tendo deixado três órfãos de mãe:

  • José Marques Peixeira, n. 1840, c. c. Teresa Marques de Jesus e tiveram (pelo menos) nove filhos, dos quais conheço descendência em quatro:
    Maria José, c. em 1898 c. João de Almeida, de quem teve: António Almeida, Ana Almeida, Maria Madalena, Sebastião Marques de Almeida, João José de Almeida e Hermínio Almeida.
    António Marques Peixeira, c. em 1910 c. a prima Maria Alexandrina e tiveram: António Marques Peixeira, José Marques Peixeira e João Marques Peixeira (Rocha).
    Sebastião Marques Peixeira c.c. Maria do Espírito Santo e tiveram: Alexandre Marques Peixeira, José Marques Peixeira, Maria Rufina Peixeira e Ema do Espírito Santo.
    Jacinta Marques Peixeira c.c. o músico cabanense José Pires da Fonseca, de quem teve: Maria da Anunciação Marques da Fonseca, Delfim Marques da Fonseca, José Marques da Fonseca e António Marques da Fonseca.
  • António Marques Peixeira, n. 1846 c.c. Maria José de Abrantes e tiveram 10 filhos, dos quais conheço descendência em sete:
    Maria da Conceição c. em 1899 c. Alexandre da Costa, de quem teve: Feliz da Costa, José da Costa, Maria do Céu Costa, Maria Amélia Costa, André da Costa e Maria Irene Costa.
    João Marques Peixeira c.c. Maria da Piedade e tiveram: Maria Rosa Peixeira e Gracinda de Jesus Marques Peixeira.
    Margarida de Jesus c.c. João Pais Baptista, de quem teve: Adelino Baptista, José Baptista, João Marques Baptista, Agostinho Baptista e António Baptista.
    Maria Alexandrina c.c. o primo António Marques Peixeira, já referido.
    Lucinda Marques Peixeira c.c. António d'Almeida Casimiro, de quem teve: João Marques Almeida, Maria da Conceição Almeida e Maria da Nazaré Almeida.
    Alexandre Marques Peixeira, c.c. ?? e tiveram: José Marques e Maria de Lurdes da Fonseca.
    Amélia Marques Peixeira c.c. António Pais Batista, de quem teve: Isabel Marques Batista, Albertino Pais Batista, Bernardino Pais Batista, João Pais Batista e António Marques Batista.
  • Agostinho Marques Peixeira n. 1849 c. em 1874 com Margarida Perpétua d'Abreu e tiveram (pelo menos) oito filhos, dos quais conheço descendência em sete:
    José Cardoso Marques Peixeira c.c. Leonor Coelho do Amaral s.g. tendo posteriormente emigrado para o Pará, onde teve (pelo menos) Eliseu Farias Peixeira, Dulce Marques, Emar Marques e João Marques.
    Maria da Anunciação c.c. António Rodrigues Nunes, de quem teve: Camila dos Anjos Nunes, Maria da Paz Nunes, Vasco Rodrigues Nunes e Alda Augusta Vitória Nunes.
    Maria Amélia Marques Peixeira c.c. Agostinho Sousa Abrantes, de quem teve Maria da Anunciação Abrantes Peixeira.
    Maria da Natividade c.c. João Pais e tiveram: José Pais (Bernardo), Alexandre Pais, e Júlia Pais.
    Albino Marques Peixeira c.c. Albertina dos Prazeres Coelho de Moura e tiveram: Maria Amélia Coelho Marques, Arnaldo Coelho Marques, Maria dos Prazeres Coelho Marques e Alexandre Coelho Marques.
    Maria Júlia Marques Peixeira c.c. Agostinho Mendes, de quem teve: Irene Judite Mendes, Álvaro Peixeira Mendes e José Victor Mendes.
    Maria de Nazaré c.c. o primo Agostinho Baptista, acima referido, de quem teve Maria Amélia Batista.

Maria Pais Marques Peixeira viria a casar por duas vezes. Do segundo casamento, com João Marques dos Santos, a descendência está ainda em estudo. Antes, casara em 1848 com Domingos Paes d'Abrantes, que perfilhou (pelo menos) cinco filhos:

  • Jacinta n. 1834 e f. criança.
  • João n. 1844 (sem mais info)
  • José n. 1847 (sem mais info)
  • Margarida de Jesus c. em 1862 c. Manuel Bernardo cuja descendência foi descrita em post anterior.
  • Maria Paes Peixeira c. em 1859 c. José de Abrantes de Campos do Couto Pexim e tiveram (pelo menos) quatro filhos, dos quais conheço descendência em três:
    António Abrantes Couto c.c. Ana do Sacramento Gouveia e Mello e tiveram Alfredo de Melo Abrantes Couto.
    Maria de Jesus Paes Peixeira c.c. António Gomes de Loureiro e tiveram: João Baptista Gomes, Maria Amélia, Ana de Jesus Peixeira, Bernardino Gomes, António Gomes de Loureiro, Maria do Carmo Gomes, Gracinda Peixeira e Maria da Encarnação Gomes.
    Luciana da Ascensão Fonseca c.c. José Antunes Pereira, de quem teve Maria de Jesus, António Antunes Pereira e Alexandre Antunes Pereira. Teve ainda, de seu genro José Pereira Roldão, uma filha chamada Alcina da Ascensão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Famílias de Beijós - Bernardo

Bernardo Pais Facheiro nasceu em 1802 nos Pardieiros e casou aos 26 anos em Beijós, onde estabeleceu residência e deu origem a uma extensa família. Três dos cinco filhos usaram o patronímico Bernardo, que hoje se encontra num limitado número de descendentes.

Manuel Bernardo casou com Margarida de Jesus (da fam. Peixeira) e tiveram três filhos:

  • Ana dos Prazeres, casada com António Coelho do Amaral, de quem teve Maria Deolinda, casada com Alexandre Antunes Pereira, moleiro da Fraga, pais do Moleiro e avós da Ruth Marlene.
    Ana teve ainda um filho de Messias Augusto, chamado Adelino Moura, pai de Fernanda e de Ester da Ascensão.

  • Ricardo Bernardo, casado com a prima Jacinta Pais Batista. Tiveram: Isabel Pais Batista, casada com João Marques Peixeira, progenitores dos actuais "Rocha"; Amélia da Ascensão Pais, casada com Armindo Loureiro, bisavós do Nuno; Ernesto Augusto Pais, casado com Felisbela Amaral; Ramiro Bernardo Pais, casado com Aurora da Anunciação Figueiredo; Alexandre Bernardo Batista, casado com Rosália da Conceição Baptista.

  • António Bernardo dos Santos, casado com Jacinta Marques (da Cristina), deram origem à linhagem que mais tem usado o apelido Bernardo. Tiveram: José Bernardo, casado com Maria Madalena (Almeida), avós do António Bernardo Pais; João Bernardo dos Santos, casado com Alice da Conceição Mendes, avós do ex-Presidente da ACDB; António Bernardo dos Santos, s.d.; Maria da Piedade Marques, casada com João do Nascimento, pais do actual Presidente da JFB; Maria Deolinda, casada com José Peixoto Henriques, conhecido por coveiro.

José Pais Bernardo Facheiro casou com Claudina de Jesus (da fam. Peixoto) e tiveram dois filhos:


  • António Bernardo Facheiro, sem geração conhecida.

  • Maria de Jesus, que teve de João Cardoso Ferrão Castelo Branco um filho chamado José Cardoso Bernardo, casado com Carolina do Espírito Santo, cujos filhos usam os apelidos Bernardo Cardoso.

João Bernardo casou com a prima Josefa Pais e deram origem à família Baptista de Beijós, já descrita em post anterior.


Os dois filhos de Bernardo Pais Facheiro que não usaram o patronímico são: Maria Pais de Jesus, que casou com Casimiro de Almeida, com vasta descendência de Almeidas; Sebastião Pais (neste documento nomeado como Sebastião Bernardo), com vastíssima descendência, a maioria utilizando o apelido Pais - exemplo dos bloguistas Willoughby e smpc83.

domingo, 20 de setembro de 2009

Quem quer ser nosso Deputado?

Candidatos a Deputados na Assembleia da República, Viseu
São dez (10) os partidos que apresentam candidatos para os 8 lugares de Deputado à Assembleia da República pelo Círculo Eleitoral de Viseu, para a legislatura de 2009-2013. Conheça os programas partidários e os candidatos, incluindo alguns dos incumbentes* que se estão a recandidatar, e VOTE no domingo, 27-Setembro-2009.

Lista de Candidatos do PS -Partido Socialista por Viseu Fotos
José Junqueiro*
Acácio Pinto
Elza Pais
José Rui Cruz
Paulo Barradas
Helena Rebelo
João Cruz

Neuza Carvalho
Armando Martins

Lista de Candidatos do PSD -Partido Social Democrata por Viseu
José Luís Arnaut *
António Almeida Henriques *
Teresa Santos
João Carlos Figueiredo
Joaquim Seixas
Helena Oliveira
Pedro Alves
João Montenegro
Elsa Rodrigues


Lista de Candidatos do CDS/PP por Viseu
Hélder Amaral *
Manuel Castelo-Branco
Paula Seabra
Augusto Almiro Castro
Filipa Marques
José Ribeiro
Maria do Carmo Abreu
Manuel Carvalho
Francisco Peixoto

Lista de Candidatos do CDU-Coligação Democrática Unitária por Viseu
Manuel Rodrigues
João Carlos Serra
Margarida Teixeira Barbedo
João Carlos Cordeiro
Maria Helena Barbosa
Nuno Miguel Martins
Maria Salete Dias
Carlos Alberto Pais Pereira
Maria Ivone Pereira


Lista de Candidatos do BE-Bloco de Esquerda por Viseu
António Cândido Minhoto
Mariana Marques Pinto Carneiro
Manuela Maria Coelho Antunes
António Manuel Bandeira Pinho
José Carlos Vasconcelos
Manuela Barreto Nunes Lopes Esteves
António Alexandrino Figueiredo Matos
José Ricardo Coelho Dias da Silva
Sónia Isabel Anjos Numão

Lista de Candidatos do MEP por Viseu
Sónia Vanessa Santos Alves
João Luís de Carvalho Vaz da Silva
Marina Isabel Vaz Nunes
Bruno Ricardo Gomes de Jesus
Maria Alice de Jesus Lopes Ribeiro
Gonçalo Mendes Diniz Vieira
Álvaro Maria Pimentel Calheiros Ponces
Mónica Luísa Pereira de Paiva Ribeiro
Leonor Fernandes Maltez
José Manuel Lopes Teixeira Gomes
Maria Judite de Jesus Gouveia

Lista de Candidatos do PNR por Viseu
Teresa Póvoas

Lista de Candidatos do MMS por Viseu
Miguel António Pereira de Sousa Esteves
Rui Filipe Neves Araújo Rego
Ana Raquel Moura Castro
Filipe Eduardo de Oliveira Bernardo
Maria João Rodrigues Cruz
José João Correia
Carla Marisa Santos Alves
Domingos Armando Fernandes
Cristina Maria Ferreira Guedes

Lista de Candidatos do PND por Viseu
Pedro Miguel Belo de Carvalho da Costa Marques
Américo Rosa Bernardes Rodrigues
Lídia Antunes Costa
Ernesto Martins de Almeida
Carlos Alberto Gonçalves Gomes
Ana Isabel Lopes Figueiredo dos Reis
Manuel dos Santos Rodrigues Oliveira
Aníbal Constantino Ferreira Reis Eichmam
Adília Antunes Costa

Lista de Candidatos do FEH por Viseu
José Inácio da Silva Ramos Antunes De Faria
António José Tavares Monteiro Cardoso
Mónica Monteiro dos Santos
Amílcar Barata Fernandes
António Manuel Bandeira de Oliveira
Maria Alice Loureiro dos Santos Cardoso
Susana Figueira da Silva
Manuel Ferreira dos Santos
José Diogo Leite Marinho Falcão Gomes

VER também blogs 1, agenda dos partidos

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª Grande Guerra Mundial - 6




Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.



Links:
Diário de Guerra - 5 07FEV2006
Diário de Guerra - 4 30JAN2006
Diário de Guerra - 3 23JAN2006
Diário de Guerra - 2 16JAN2006
Diário de Guerra - 1 09JAN2006

Em 26 de MAio de 1917, José Pais dos Santos e seus camaradas de armas, dos quais, Capitão Brandão e os Alferes: Martins; Cruz e Cabral, tudo bons oficiais, após terriveis e mortiferos combates, na frente de guerra, contra os "boches" alemães, foram descansar na destruida Vila de Locon.

Locon, France

Estamos em crer que o Capitão Brandão, comandante da Bateria dos Portugueses, onde seguia o nosso conterrâneo José Pais dos Santos, seja o Capitão Afonso Brandão da história de uma grande paixão em tempo de guerra do livro "A Filha do Capitão" de José Rodrigues dos Santos.
O romance "A Filha do Capitão", do jornalista José Rodrigues dos Santos, vai ser objecto de uma viagem literária organizada pelo Centro Nacional de Cultura e pela Liga de Combatentes, informou a editora Gradiva.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Abrir uma janela e 1949


Exmo Sr. Engenheiro Director das Estradas do Distrito de Viseu
José Pais dos Santos, casado, propriétario, residente no lugar e freguesia de Beijós, do Concelho de Carregal do Sal, desejando fazer um Lagar para vinho e abrir uma janela por 1,60 de altura e 1,20 de largura na parte exterior do seu prédio sito ao Km 42,800 da E. N. 337, mui respeitosamente vem rogar a V. Exa. se digne de conceder-lhe a respectiva licença.
Pede deferimento
Beijós 25 de julho de 1949
José Pais dos Santos
um vale de correio na importancia de 10$00 escudos
dirigindo ao Engenheiro Director do Distrito de Viseu,
um selo de 5$00 solto
meia folha de papel selado
Nota: Este documento vem demonstrar que José Pais dos Santos Respeitava as instituições e regras vigentes na época.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Poesia - 1, José Pais dos Santos

Poesia - 1
José Pais dos Santos

Despedida de Portugal para França em 1917...



A caminho do campo fatal,
Iria sem que me custasse.
Se acaso me não lembrasse,
Desse carinho divinal.
Causador de todo o mal,
Que na minha mente está.
Por isso lhe digo já,
É, me cara a sua ternura.
Pois na maior desventura,
Vou para a Guerra, parto já.


Juro que não pouparei
Papel para lhe escrever,
Embora, que não possa ser
Mas o maior cuidado terei
Que nunca me esquecerei
De quem tanto mimo me deu,
Mais feliz seria eu
Se lhe tivesse menor feição
Não ia com tanta paixão
A cumprir o dever meu.


Disse adeus a minha terra,
Ao lar onde fui criado
Parti triste e apaixonado
A caminho da dura Guerra.
A grande paixão que me aterra
Nesta custosa despedida
Se escapar com minha vida
Terei muito que contar
Não ande por cá a chorar
Adeus minha mãe querida.


Adeus pai a quem quero tanto
Adeus manos do coração
Sinto a vossa paixão
Que cai em enorme pranto
Meu coração cheio de encanto
Parece que tudo morreu,
Ai, de mim, que farei eu
No vigor da minha vida
Adeus minha mãe querida
Abençoe este filho seu


Ao despedir-me, fui assustado
Em dúvida de não tornar a ver
É da gente enlouquecer
Em tão deplorável estado
No coração amargurado
Semeei amargura um ponto está
Por não saber se mais verá
De quem também era tratado
Muito triste apaixonado
Vou para a guerra e parto já.


Vou cumprir um dever meu,
A caminho do campo fatal.
Adeus lindo Portugal
Quem sabe se te tornarei a ver
Se eu em França não morrer
Quando me vier embora
O mesmo que hoje chora
Alegre se háde tornar.
Mas hoje a soluçar
Vou para a guerra sem demora.


Adeus minha terra natal
Adeus minha mãe querida
Se eu findar com minha vida
Fora do lindo Portugal
Peço a todos em geral
E por especial favor
Peçam a nosso senhor
Que me leve a sua companhia
Adeus símbolo da alegria
Que adeus te digo com dor.


Adeus parentes e amigos
Adeus pai tão extremoso
Adeus lar delicioso
Adeus manos tão queridos
No meio de ais e gemidos
De vós me vou sem demora
Adeus moças vou-me embora
Por vós sinto grande paixão,
Adeus mãe do coração
Que minha alma sempre chora


Pela Guerra arrebatada
Em campanha vou entrar
Ali vou experimentar
Um viver angustiado
Pela morte ameaçado
Passo dias desventurados
Assassinando desgraçados
Que escravos como eu são
Acompanhado o canhão
Sofrendo desgostos dobrados.

10º
Recorda o pai adorado
A mãe que chorando por ele está,
Os manos que não mais verá
Em tudo se vê atormentado
Recordando o seu bem amado
Chega às vezes a soluçar.
(cont.)

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


A pedido de alguns leitores do Beijós XXI, aqui fica transcrito a poesia de José Pais dos Santos.
Poesia conforme leitura do texto original publicado no Beijós XXI:
Diário de Guerra - Poesia - 1.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Poesia - 2, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 2
Despedida de Portugal para França em 1917...


(Cont.)
(...)
Constantemente a penar,
Assim está noite e dia
Sofre a maior agonia
Por em guerra se encontrar.

11ª
Quando de Viseu saí
No comboio fui embarcar
Sem nada me demorar
Para Lisboa me encaminhei
Até que ali cheguei
Não podemos embarcar
Para Braço de Prata fomos acampar
3 semanas ali passei
A 15 de Março embarquei
Fomos tomar novo ar.

12ª
Em cima de água me encontrei
A 15 de Março justamente
Em 19 do mesmo, mal contente
Terra francesa pisei
E sem demora tomei
O comboio em que segui!
Cinquenta e tal horas passei ali,
A caminho de noite e dia
Foi quando estremeci

13ª
A 24 de Março, marcha segui,
Depois do comboio apear
A Thérouane fomos acantonar
Com o custado no chão dormi
Frio como eu passei ali,
Nunca na vida passei
Sem mantas eu pernoitei
Deitado no duro chão
Vime na maior solidão
Logo que a França cheguei.

14ª
Por me não darem de comer
Nem haver onde comprar
Tive aquela noite de suportar
Fome e frio a valer
No dia seguinte amanhecer
Não havia se não lamentos
Meu senhor em que momento
Um café eu fui tomar
Tudo andava a tiritar
Passámos grandes tormentos.

15ª
Mas a desgraça era tal
Que se eu queria comer
Tinha eu que o fazer
Assim como todos em geral
Desde que sai de Portugal
Fome e mais fome, passei
Pois em quanto não me avezei
Aos comeres que havia,
Passei cruel agonia
Eu nunca mais duvidei

16ª
Tudo adverso se me foi tornar
Logo que Portugal deixei
O trato logo estranhei
Por muito assim me custar
Comer carne cavalar
Que sempre me repugnou
Só a fome me obrigou
A tais refeições entrar
Logo que Portugal me fizeram deixar
A triste sorte me cercou

17ª
A 10 de Maio justamente
Nas trincheiras dei entrada
O canhão me acompanhava
De repente eu, o carreguei
Mas eu é que não sosseguei
Sem as trincheiras inimigas ver
Comecei então a entender
O que a guerra custava
Foi quando eu me preparava
Que comecei a combater.

18ª
Vejo campos desbaratados
Vilas, cidades sem rigor
Tudo isto me mete dor
Por em campanha me encontrar
Terei muito que contar.
Se escapar com minha vida
Da entrada até à saída
Só ouço o troar dos canhões
Aqui os que são pimpões
Andam de orelha caída.

19ª
Hoje encontro-me a combater
A caminho do campo fatal
Lembra-me Portugal
Que nunca me háde esquecer
Estou sujeito a morrer
Eu sofro grande paixão
Entrego-me à escravidão
A caminho da dura guerra
A grande paixão que me aterra
Eu vivo na solidão.

20ª
Pela guerra me encontrar
Mesmo dentro das trincheiras
Meto as mãos nas algibeiras
No meio do campo fatal
Lembra-me Portugal
Eu fumo a cigarrada...
(Cont.)
Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006
António Monteiro de Oliveira nasceu em 1883, em Carnide.
Em 1913 entra para o exército, como Alferes-Médico.
Em 1917 preparava-se a intervenção militar na Flandres ao lado dos Aliados. Nos dois anos seguintes o Capitão António Monteiro de Oliveira integrou o CEP (Corpo Expedicionário Português).
As forças portuguesas ficariam subordinadas à BEF (British Expeditionary Force). E em Fevereiro desse ano, depois de vários meses de preparativos e treinos militares, o primeiro contingente português do CEP (em que o meu avô estava integrado) desembarcou no porto de Brest e dirigiu-se para a zona de Thérouane, na Flandres francesa.Só regressaria definitivamente a Portugal em 1919.
Julgamos que o médico António Monteiro de Oliveira terá participado na 1ª Guerra Mundial, ao lado do nosso conterrâneo José Pais dos Santos.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Listas de candidatos à Assembleia Municipal

Listas de candidatos efectivos à Assembleia Municipal de Carregal do Sal. As listas completas podem ser consultadas no edital (PDF online).

Partido Socialista - PS
Carlos Jorge Morgado Gomes
Inácia Odete Fonseca Ferreira Azevedo
João António Pais Batista
Anabela Gomes Alves Abrantes
Miguel de Jesus Marques
Francisco Ferreira Batista
Tânia Alexandra dos Santos Castanheira Sousa
Artur José Cardoso Fontes
José Manuel Simões Figueiredo
Maria do Céu Jesus Borges Calado
José de Figueiredo Castanheira
Filipe Miguel Correia Lopes
Maria Luisa Arrobas Cabral Cardoso das Neves
Francisco António Lourenço Luzio
Filipe Daniel Fernandes
Ana Maria Borges Lopes Dias
António César Silva Sousa Borges
Belarmino Nunes de Almeida
Patrícia Alexandra Gomes Pais
José Faustino Rodrigues Soares
José Dias Batista

Partido Social Democrata - PSD
Artur Jorge Saraiva Pereira da Silva
Maria Gracinda de Matos Ferreira e Abranches de Aguiar
António Jorge Ribeiro de Figueiredo
Casimiro Alves Martins Loureiro
Célia Maria da Costa Sérgio
Mário Emílio da Silva Ruas
Carlos Duarte Coelho Peixeira Marques
Maria Manuela Ribeiro Rodrigues de Campos
António José Nunes Simões
Fernando Dias Marques
Sandra Cristina de Oliveira Cortez
Lino Ferreira Dias
António Félix Soares de Campos
Daniela Rute Rodrigues Morais dos Santos
Paulo Filipe Rodrigues Cristo
João Carlos Pais Batista
Susi Paula Silva Vieira Soares
Carlos Artur Lima Henriques
António Rosa de Figueiredo
Carmen Martins Ribeiro
Carlos Alberto Ferreira Batista

CDS - Partido Popular - CDS-PP
José Manuel Lopes Flórido
Eduardo de Albuquerque Pimenta
Maria Amélia Jesus Gouveia Silva
José Manuel Marques Reis
Fernando Marques Ferreira
Suzana Cristina Gonçalves Fonseca
Aníbal Borges Ramos Pereira
Joseph Soares Flórido
Ana Maria Manaia Soares Flórido
Micael Batista Ricardino
Manuel Jorge Correia Luzio
Cidália da Cruz Neves
Eduardo Francisco Mendes Almeida
Augusta Alcídia Antunes Alves Cruz
João Borges Campos
Carlos Filipe Gomes Almeida
Ana Bela Jesus Gonçalves Silva
Jaime Franco Marques
António Soares Rodrigues
Joaquim Oliveira da Cruz
Fernando da Costa Neves

CDU - Coligação Democrática Unitária - PCP-PEV
Fernando Manuel da Costa Mendes Cravo
Humberto Cortez de Sousa
Maria João de Figueiredo Pina
António da Costa Mendes Cravo
Vasco Manuel Castanheira Soares Varandas
Maria de Fátima da Conceição Marques e Sousa
Carlos Alberto Lopes Rodrigues
Daniel da Silva Marques
Bárbara Daniela da Silva Sousa
João Abrantes de Barros
Miguel de Jesus Matias
Maria Teodora Marques e Sousa
António José Pereira Ferraz
António Luis da Costa Correia
Idalina Maria de Amaral Moita de Sousa
José Teodoro de Oliveira Carvalho e Sousa
António Jacinto Nunes de Sousa
Maria de Fátima Alves Marques
José Antunes Ramos Freitas
Ferrer Pompeu Brás da Glória
Maria Manuela Pequito Silva de Deus

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Poesia de Guerra - 4, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 4
Guerra das Trincheiras em França - 1917...
José Pais dos Santos

(...) cont.
A todos hei-de contar
O que passei nas trincheiras
A França está a clamar
Dizem que isto está a acabar
Só vejo combates renhidos
Encontro só mortos e feridos
Todos os dias sem cessar
Por em guerra me encontrar
Conto casos sucessivos

Eu me encontro a combater
Junto com meus camaradas
Não ouço se não rajadas
Assim o posso dizer
Só quem isto, está a ver
Rajadas de artilharia
Ouve-se só gritaria
Junto com a estilhaçada
Trago a cabeça azoada
Pois ali tudo gemia.

Só vejo feridos e mortos
Quem o pode dizer sou eu
Grande combate se deu,
Em 12 e 13 de Junho
Com o canhão sempre em punho
Eu fazia pontaria
Mas tal era a gritaria
E quem tanto disparava
Já tudo se preparava
A livrar-se da artilharia...

A guerra deve acabar
Tem causado muita morte
A Inglaterra é que tem a sorte
Com a guerra está a ganhar
Portugal está-se a empenhar
Com as despesas da guerra.
Somos aliados da Inglaterra
Mas combatemos com a França
Por isso fazemos lambança
Queremos ir para nossa terra.

Eu não posso entender
No que a guerra vem a dar
E para a gente cismar
Só quem vê o pode dizer
Estamos a combater
A dar comércio aos Ingleses
Mas os pobres portugueses
Que combatem noite e dia
Sofremos a maior agonia
Assim me encontro às vezes.

*******************

Menina se fosse canção
Eu queria ser corpo morto
Não se me dava morrer
Se o tombo fosse seu corpo

Eu quero que meu caixão
Seja blindado depois
Tenha a forma do caixão
Do canhão 42.

********************

O Cigarro!


Passa frio e passa fome
O soldado até não dorme
Nada quer nada lhe dói
Um cigarro uma ilusão
Acha força dum leão
A bravura dum herói.


Em meio da sua batalha
Quando a fúria da metralha
Tudo leva numa aragem!
O cigarro é um achado,
Que traz ao pobre soldado
A alegria e a coragem.


E lá na terra estrangeira
Quando estiver na trincheira
Metendo a mão no bornal
Puxará da cigarrada
Que trouxe da pátria amada
Que trouxe de Portugal.


O cigarro é um amigo
Que na paz ou no perigo
Nos dá conforto e prazer
A gente fala-lhe e sente
O cigarro arde contentePor nos saber entender.
*****************************
O Beijós XXI recomenda, que Não Fume.
Fumar Prejudica Gravemente a sua Saúde.
Links:
Fundação Portuguesa de Cardiologia
Pelo seu coração......Não Fume !
Sociedade Portuguesa de Cardiologia



Link's:
Poesia (original) - 4 * 20FEV2006
Poesia (transcrição) - 3 * 15FEV2006
Poesia (original) - 3 * 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

quarta-feira, 8 de março de 2006

Poesia de Guerra - 6, José Pais dos Santos

Poesia de guerra – 6
Transcrição
referente a 06MAR2006

(...) cont.


Num Combate que se deu
A artilharia pesada
Vi cair uma granada
E matou um camarada meu
E depois o que fiz eu
Arrastei-o para o abrigo
Vi que era meu amigo
Assim morreu um desgraçado
Mas vi, por um ladrão mandado
Vejo-me em guerra metido


Em pleno século das luzes
Digo com muita razão
Onde se semeava o pão
Hoje vejo colocadas cruzes
A metralha que conduzes
Tudo isso aborreço
Repugna-me contra-senso
Em me ver tão desgraçado
Ao Afonso Costa agradeço.

Fim
J. Pais dos Santos


Ordem do mesmo H. B.

Que se transcreva o Artigo nº 16-A do E. G. C. Nº 144 de 29 do 5 – 1918, al. c), aos militares que vão para Portugal no gozo de licença da Junta por motivo de ferimento em combates ou gazeados e aos de doença adquiridas nas trincheiras, ou nos serviços das mesmas trincheiras, serão mantidos os vencimentos de subvenção de campanha e ração a dinheiro, durante o período máximo de 60 dias de licença.
Al. a) aos militares que forem para Portugal gozar licença da Junta, ou por outros motivos quaisquer, tira direito a subvenção de campanha e ração a dinheiro durante o período máximo de 30 dias de licença.


UM SOLDADO FERIDO DE ARTILHARIA nº7

Mote
No dia 15 de Setembro,
Eu fui ferido na posição...
Deu-me um estilhaço na testa,
Fiquei estendido no chão...


Quando a Infantaria sofreu um choque
Artilheiro se preparava
O inimigo nos atacava
Com granada de percussão
O fogo do alemão
Ao longe nos atingia
Logo escolheram o dia
Para que eu fosse ferido
Foi bem perto do abrigo
No dia 15 de Setembro...


Pelas 7 horas da manhã
Toda a terra estremecia
Logo ao claro do dia
Infantaria a pedir socorro
Eu desta ainda não morro
Deus me háde ajudar
Onde quer que eu esteja
Sempre me hei-de lembrar
Para eu mais tarde contar
Eu fui ferido na posição...

Cont. (...)

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Link's:
Poesia (original) - 6 * 06MAR2006
Poesia (transcrição) - 5 * 01MAR2006
Poesia (original) - 5 * 27 FEV2006
Poesia (transcrição) - 4 *22FEV2006
Poesia (original) - 4 * 20FEV2006
Poesia (transcrição) - 3 * 15FEV2006
Poesia (original) - 3 * 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

segunda-feira, 19 de março de 2007

Boas-vindas a Raquel Dias (Nascimentos - 9)


Nasceu Sexta-feira dia 16 de Março de 2007, pelas 22H18 com 3,705 Kg e 50,2 cm a filha de Luísa Santos e de Filipe Dias, a quem foi dado o nome de Raquel Dias. (Odivelas - Portugal).

A Raquel é neta por parte materna de Daniel Santos (falecido) e de Gracinda Peixeira Santos (Damaia - Portugal) e por parte paterna é neta de Adelino Dias (falecido) e de Gracinda Dias (Lisboa - Portugal).

Daniel Santos e Gracinda Peixeira Santos nasceram em Beijós, portanto a nossa Terra tem mais uma descendente.

Esperamos vê-la em breve numa caminhada Beijós XXI :)

O Beijós XXI dá os Parabéns aos pais e avós e faz votos de muita saúde e felicidade à Raquel.

A Raquel é bisneta de José Pais dos Santos, Grande Senhor do Mérito do Beijós XXI.

Foto: Filipe Dias

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Post do Ano 2008

Os leitores do Beijós XXI escolheram "Em Abril Águas Mil" para melhor post de 2008.

Num blogue onde tanto se fala de vinho, parece estranho votar-se num post de água... Uma fonte (de vinho) anónima adiantou que por detrás do sucesso do post sobre o S. Pedro a meter água em Beijós (as imagens não captam o protagonista, só a água) poderá estar a produtora do filme "Águas Mil": «O filme chega às salas portuguesas em Abril, como não podia deixar de ser. A notoriedade do post "Em Abril Águas Mil" será muito útil para convencer a Lusomundo a distribuí-lo em todo o país, em vez de de nos ficarmos por duas salas independentes em Lisboa. Estamos confiantes em que a eleição de "Em Abril Águas Mil" como Post do Ano no Beijós XXI nos ajude tanto como o Pardieiros Online ajudou ao sucesso de "Aquele Querido Mês de Agosto"».

O Beijós XXI faz votos para que "Águas Mil" seja um sucesso em Abril.

Por falar em cinema, a medalha de prata do concurso Post do Ano 2008 vai para um documentário sobre as Miniaturas de João Gato. Outra fonte ligada à 7.ª arte (e ao whisky) garantiu que Paulo Branco adorou a banda sonora de motores eléctricos e considera convidar o Nuno para realizar uma longa metragem, desde que o avô ponha as miniaturas a trabalhar mais lentamente, porque na curta a acção é demasiado rápida.

A medalha de bronze vai para A morte de um preso político beijosense, cujo autor nos garante que é um projecto de guião para uma série da TVI. Para isso, Beijokense pretende enquadrar a "Leva da Morte" num romance histórico sobre os tempos da 1.ª Guerra Mundial, cuja acção se inicia com o embarque de José Pais dos Santos no Pedro Nunes. Apesar de se projectar uma superprodução, vai-se recorrer a actores amadores, como Beijokense no papel de ACM, Victor Peixeira no papel de Ribeira Brava, Vadio no papel de JPS, Nuno no papel de Sidónio Pais e Batista no papel de Afonso Costa. Ainda falta fazer o casting para o papel de República, não sei se alguma das nossas bloguistas está interessada.

Recapitulando:
Ouro - Em Abril Águas Mil
Prata - Miniaturas de João dos Santos Fernandes - vídeo
Bronze - A morte de um preso político beijosense

Obrigado aos bloguistas e aos eleitores!

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Carta de Luto e Condulências - 1

Serve este Post, para mostrar às gerações mais novas que antigamente as cartas de Luto e Condulências eram escritas num papel próprio, com contorno a negro.

Esta carta é do António, irmão do soldado José Pais dos Santos quando da morte do pai (Bisavô do Vadio e avô do ilustre Beijosense Pintarolas).

A morte insolita deste Beijosense ficou na memoria de muitos beijosenses durante várias décadas e ainda hoje as pessoas com mais idade me falam do acontecimento.

A familia Santos "Padeiros" vivia na casa que é hoje do Sr. Agostinho Nascimento (Presidente da Junta de Beijós), na loja, na altura destinada a porcos e outros animais, existia a um canto uma retrete delimitada por pedras de granito, algumas com grande dimensão. Certo dia o Sr. António Santos "Padeiro", ao levantar-se da retrete e como era hábito agarrou-se á parede para se apoiar, esta desmoronou-se e ele ficou soterrado, sendo encontrado mais tarde já morto por debaixo das pedras.



Link para foto da familia Santos "Padeiros" por volta de 1913 http://photos1.blogger.com/blogger/2387/1670/320/antoniopovinho_134.jpg

Continuação da carta

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Poesia de Guerra - 3, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 3
Guerra das Trincheiras em França - 1917...


(cont.)
Para esquecera pátria amada
E não temer as granadas
Trago a cabeça zoada
Com os estrondos dos canhões.

21º
Eu penso na minha vida
Para melhor passar o tempo
Meus senhores em que momento
Foi em que me vi assentar praça
Quando pela ideia me passa
Eu, ponho-me a imaginar
Por em França me encontrar
Em combates decisivos
Vejo homens enterrados vivos,
Olhem que isto faz cismar.

22º
Ai! Portugal! Portugal!!
Mandas os homens para a guerra
A nossa aliança de Inglaterra
E tudo bem e nada mal
Estamos no campo fatal
Mostramos o nosso valor
A vida perdemos, o amor
Na situação em que estamos
Já que assim nos encontramos
Nada nos mete terror.

23º
A guerra é com a Alemanha
Estamos ao lado da Inglaterra
Os portugueses vêm para a guerra
E quem está neutra é a Espanha
Os espanhóis só têm manha
Quem sabe o que farão
Querem talvez ferrar o cão
Mas acham-se enganados
Podem perder as cidades
Pensam nisso, mas em vão.

24º
Estamos aqui a combater
Talvez para deixar a vida.
Não consideramos em que vida
Aonde nos viemos meter
Todos sujeitos a morrer
Ao lado dos Ingleses
Ponho-me a cismar às vezes
Como a triste sorte avança
O que eu mais vejo em França
É, cemitérios portugueses.

25º
Com as muitas posições
De morteiros e artilharia
Já ninguém se destinguia
Com o troar dos canhões
No teatro de operações
Vejo ossos e caveiras
Ali dentro das trincheiras
Estamos a combater
Não, como pode haver
Tantas metralhadoras ligeiras

26º
Vejo campos abandonados
Que sustentavam muita gente
E por toda aquela frente
Tudo pela guerra causado
Em todo campo entrincheirado
Só vejo arvores queimadas
Pelo fogo das granadas
Assim o posso dizer
O que nós estamos a ver
E as vilas e fábricas esmagadas

27º
Os campos abandonados
Que fruto já não dão
É da forma que não há pão
Vejo combates encarniçados
Os campos estão escavados
Isto em estranhos impérios
Os combates são casos sérios
E escrito por mim só
São casos que metem dó
Pois só vejo cemitérios.

28º
Só vejo o arame farpado
Qualquer um pode dizer
Encontro-me a combater
Nas trincheiras enjaulado
Estou muito enfadado
Durmo com as costas no chão
Quero comer, não tenho pão
Falo verdade não minto...
Dão só um pão para cinco
Queixo-me, tenho razão...

29º
Ao abrigo das trincheiras
Espero escapar da morte
Peço a Deus a boa sorte
Assim estou desta maneira
À espera de que Deus Queira
Olhem que isto faz abanar
As granadas arrebentam
Do maldito alemão
Aqui anda um cidadão
Que vem a morte, procurar.

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


Poesia (original) - 3 * 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

terça-feira, 15 de abril de 2008

Homenagem ao Combatente






No passado dia 05 de Abril, no fim de semana que antecedeu a data de 09 de Abril, a Liga dos Combatentes e as Associações congéneres comemoraram na Batalha, junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, mais um aniversário desta data histórica.













O Beijós XXI esteve no Forte do Bom Sucesso em Lisboa junto à Torre de Belém, onde foi erigido o monumento em homenagem àqueles que, como Combatentes, serviram Portugal no ex-Ultramar português.








"Traduz de uma forma simples, mas duradoura e pública, o reconhecimento de Portugal a todos esses combatentes." in: Liga dos Combatentes









O Beijós XXI presta homenagem a todos os beijosenses combatentes.

Homenagem especial aos seus mortos e feridos na guerra, bem como às famílias que de uma forma ou outra pagaram com sofrimento.





Homenagem, ainda a José Pais dos Santos, Soldado beijosense
na 1ª Grande Guerra e que há 90 anos atrás combateu na Batalha de La Lys,
conforme o extraordinário legado, seu Diário de Guerra manuscrito,
já publicado pelo Beijós XXI.

Ver post do dia 09 de Abril no Beijós XXI
e ainda:
Monumento ao Combatente
Homenagem ao Combatente
Memórias da Guerra do Ultramar-A. B.
Memórias da Guerra do Ultramar-J.C.
Memórias da Guerra do Ultramar-J.S.
A Outra Restauração

Invasões Francesas
O verdadeiro Viriato

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

A Nossa Orquestra Recreativa "OS CENTRAIS DE BEIJÓS"

FOFOKEIRA disse...

"Bons tempos!
Relembremos a sua história:

A Orquestra "OS CENTRAIS DE BEIJÓS"
foi criada nos anos 50 do Século XX. Então, Beijós vivia grandes convulsões bairristas, em que eram protagonistas o Vale da Loba e o Areal.
Cada um destes bairros orgulhava-se de fazer melhor e procurava criar a cobiça no outro bairro.
Havia bailes em determinadas épocas do ano, no Vale da Loba e no Clube, no Areal, com aparelhagens sonoras contratadas. Faziam de Cabine de som a Varanda do Sr. Alexandre da Fraga, o Moleiro, pai do Sr. Fernando Amaral Pereira, no Vale da Loba, ao Calhau. No Areal os bailes normalmente eram no clube.
Entretanto, as coisas foram evoluindo, e, talvez porque se aposentou, passou a permanecer, por mais tempo em Beijós o nosso querido amigo já falecido ANTÓNIO TAVARES (O Polícia), trazendo uma aparelhagem sonora "RÁDIO BEIJÓS".
"RÁDIO BEIJÓS FALA E O MUNDO ACREDITA". Era o slogan do Nosso Querido Amigo Polícia, para chamar o povo aos bailes.
O RÁDIO BEIJÓS, uma novidade para a nossa Aldeia, passou a organizar bailes alternados no Vale da Loba e no Areal.
A sua Cabine do Som no Vale da Loba passou a ser na varanda do seu afilhado de casamento, o nosso também querido amigo, já falecido, JOÃO SOUSA (João Sapateiro) para que a dança se realizasse no largo do Calhau.
Sim, largo do calhau, por haver um calhau no lugar onde agora se encontra a casa que é do Afonso de Sousa Borges, que herdou do sogro do Alexandre do Açúcar, que Deus lhe fale na Alma.
Como está referido no hino de Beijós, as gentes da nossa Aldeia, são aguerridas e muito opiniosas.
Então, nos anos 50, o bairrismo era muito acentuado e as pessoas uniam-se facilmente a lutar por uma causa e passaram a organizar bailes quase todos os domingos.
Por isso, o nosso querido Amigo, JOÃO DOS SANTOS FERNANDES (João Gato) dado que o Polícia, entretanto, vendeu o Rádio Beijós para o Clube, decidiu promover a compra de uma aparelhagem sonora, que penso que ainda tem,e passou ele a organizar os bailes no Vale da Loba.
Com a compra desta aparelhagem, o Vale da Loba terá ficado mais bem servido do que o Clube, no Areal, que passou a dispor de uma aparelhagem obsoleta.
Surgiu um grupo de homens de bem, que constituíram uns órgãos sociais fortes na actual ACDB.
Cheios de coragem e com muito entusiasmo, decidiram mandar ensinar música ao nossos queridos e saudosos amigos ELIAS TAVARES, VASCO NUNES, HORTÊNSIO SOUSA, JOSUÉ,AMÉRICO MOURA, já falecidos, e outros nossos amigos, que Deus ainda traz na companhia dos vivos, ANTÓNIO FONSECA, GABRIEL MOURA.
O Mestre Basílio fez destes homens, bons profissionais da música.
O Clube comprou o respectivo instrumental: bateria, saxofone alto, saxofone tenor, saxofone barítono, trompete, trombone e acordeon.
O próprio mestre Basílio foi o trompetista inicial.
O Areal venceu. O Areal cativou e mandou a Orquestra Recreativa "OS CENTRAIS DE BEIJÓS", por essas terras fora a abrilhantar festas, principalmente no Verão. Anos muito bons, para o Clube, para a Orquestra e principalmente para BEIJÓS, Aldeia que passou a ser falada e conhecida por tudo quanto era sítio.
Mas as festas de Tibaldinho, em determinado Verão, cuja data não posso precisar, talvez em 1961/1962, arruinaram a Orquestra de Beijós, que sofreu um acidente de regresso a casa, nas margens do Rio Dão, cujos membros do nosso JAZZ ficaram traumatizados e feridos, provocando a desagregação.
Contudo, o ELIAS, o HORTÊNSIO, o AMÉRICO e o FONSECA,mantiveram-se leais à causa que abraçaram e, reorganizando-se, posteriormente, com o ANTÓNIO A. ABRANTES (O Ritinha), o NORBERTO e o ZACARIAS , ainda conseguiram manter a Orquestra activa por mais alguns anos, talvez até 1966.
Enfim! Bons tempos.
A Juventude de hoje tem que ganhar coragem para criar coisas destas tão bonitas, tão boas, que podem levar Beijós ainda mais longe e tornar a nossa Aldeia ainda mais conhecida, com valores culturais bem diferentes daqueles que têm sido desenvolvidos."

14 Fevereiro, 2007 13:27

Editado por António em 16FEV2007 às 21H50

FOFOKEIRA disse...

"Já agora, cumpre-me aqui realçar alguns nomes das pessoas que impulsionaram a criação da Orquestra Recreativa "OS CENTRAIS DE BEIJÓS".
Peço desculpa, por algum lapso que eu possa ter, nessa revelação, contudo, qualquer dos leitores poderá corrigir, entre as pessoas que mais se destacaram:
Ramiro Pais; José do Alípio (pai da D. Amélia do Falecido Ventura; José Padeiro, s/padaria (avô do Vadio)José Baptista, pai do João da fruta, da Visifruta; Acácio Santos (avô do Ricardo Santos), Hortênsio Costa, Etc...
Penso que o hawk76, certamente terá acesso aos arquivos da ACDB, poderá esclarecer melhor e com mais objectividade, se assim o entender."

16 Fevereiro, 2007 19:35

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Listas de candidatos à Câmara Municipal

Listas de candidatos efectivos à Câmara Municipal de Carregal do Sal. As listas completas podem ser consultadas no edital (PDF online).

Partido Socialista - PS
Rogério Mota Abrantes
José Sousa Batista
Ana Cristina Silva Sousa Borges
Armando Frutuoso Moreira Lopes
António Lourenço de Jesus
Joana Rita Tenório Laiginhas
Ana Filipa da Silva Coelho Fernandes

Partido Social Democrata - PSD
Atílio dos Santos Nunes
Luis Humberto da Costa Fidalgo
Joana Carvalho Lopes
Luis António Abrantes Abreu
Telmo Neves Lopes
Ana Cristina Fernandes Pais
Miguel José Soares Ferreira Dias

CDS - Partido Popular - CDS-PP
José António Fernandes Soares de Melo
João Manuel Norte Caldeira
Patrícia dos Santos Ribeiro da Costa
Paulo Jorge de Sousa Alves
Rui Jorge Cebolo Morais
Catarina Isabel de Sousa Pereira
Carlos Manuel Bento Ribeiro

CDU - Coligação Democrática Unitária - PCP-PEV
António Luis da Costa Correia
António da Costa Mendes Cravo
Maura Teodora Marques e Sousa
Vasco Manuel Castanheira Soares Varandas
Humberto Cortez de Sousa
Maria João de Figueiredo Pina
Carlos Alberto Lopes Rodrigues

quarta-feira, 29 de março de 2006

Poesia de Guerra - 9, José Pais dos Santos

Poesia de guerra – 9
Transcrição
Referente a
27MAR2006

Mote

Adeus ó querida amante,
Até quando, é que eu não sei
Sem saber por quanto tempo
Eu de ti me ausentei.


Com dor no meu coração
Eu fiz a minha partida
Sei que na minha despedida
Que te dei grande paixão
Trouxe-te no meu coração
Lembras-me a todo o instante
Á que amor importante
Eu escolhi para me amar
Até quando lá voltar
Adeus ó querida amante.


Doravante todo o meu tempo
Eu serei por ti lembrado
Mas já que fui por ti obrigado
A passar este tormento
Amar-te é o meu entanto
Já que em ti, eu me enteei
Do teu rosto me agradei
Para de ti me apartar
Vim para França em militar
Até quando é que eu não sei


Dão-me essência de coelho
Porcos brindes, pão e queijo
É pouco o asseio que vejo
O carro me parece um espelho
Eu já me acho um pouco melhor
Para a critica dos alimentos
Mas disponho alguns momentos
E não posso criticar
Não vivemos só com ar
Precisamos mantimentos


Se algum de nós fala
Mandam-nos logo queixar
Enquanto isto não for pelo ar
Ainda a coisa não vai mal
Se nós vamos para o Treixeiral
Para matar um alemão
Logo nos rebenta o canhão
Que faz de nós poeiral
Está tudo a pedir hospital
Como pede pólvora o canhão.
Fim

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


Link's:
Poesia (original) - 9 ................. 21MAR2006
Poesia Transcrição - 8 ............. 22MAR2006
Poesia (original) - 8 .................. 20MAR2006
Poesia (transcriação) - 7 .......... 15MAR2006
Poesia (original) - 7 .................. 13 MAR2006
Poesia (transcrição) - 6 ............ 08MAR2006
Poesia (original) - 6 .... ............. 06MAR2006
Poesia (transcrição) - 5 ............ 01MAR2006
Poesia (original) - 5 ................... 27 FEV2006
Poesia (transcrição) - 4 ............. 22FEV2006
Poesia (original) - 4 ................... 20FEV2006
Poesia (transcrição) - 3 ............. 15FEV2006
Poesia (original) - 3 .................... 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 ............. 08FEV2006
Poesia (original) - 2 ................... 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 ............. 01FEV2006
Poesia (original) - 1 ................... 30JAN2006

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Contactos: Carregal do Sal - Beijós
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