Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com
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domingo, 22 de novembro de 2009

Recursos da Freguesia

Em 30 de Abril de 1860, Jacinto Lopes da Costa Tavares e Ornellas, como Administrador do Concelho do Carregal, enviou ao Exército um mapa com os recursos do concelho, mobilizáveis para a guerra. No caso da Freguesia de Beijós, eram mobilizáveis 80 homens e 15 cavalos ou, em caso de necessidade extraordinária, 200 homens e 30 cavalos. Do mapa de outros recursos, há a destacar:

  • 136 moios de milho, 27 de batata e 13 de feijão;
  • 30 carros de palha centeia e 22 de cevada;
  • 145 pipas de vinho e 2 de azeite;
  • 500 cabeças de gado lanígero, 310 de suíno e 30 de cabrum;
  • 37 juntas de bois e respectivos carros;
  • 22 poços potáveis, 7 fontes públicas e 3 fontes particulares;
  • 1 barco de passagem com capacidade para 25 pax;
  • moinhos de água com capacidade para moer 400 rações / dia e fornos com capacidade para cozer 720 rações / dia;
  • 12 ferradores, outros tantos alfaiates, 9 carpinteiros, 5 ferreiros e 1 sapateiro.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fonte: Beijós XXI

Apesar da tenra idade de quatro anos, o Beijós XXI já é, literalmente, uma referência para quem escreve sobre a História e o património de Beijós.
O último livro de Hermínio da Cunha Marques, Festas e Romarias através dos tempos, cita três posts:
Sobre a festa de S. João em 1903;
Sobre Os Centrais (aqui e aqui).
Por seu lado, o Roteiro do Percurso Patrimonial de Chãs cita o post sobre a família Ornelas.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Lendas da nossa região




A ADICES (Associação de Desenvolvimento de Iniciativas Culturais, Sociais e Económicas) publicou em 1996, um livro intitulado "Lendas" Literatura Oral da Nossa Região - Aguieira - Dão e Caramulo.















Uma dessas lendas, versa sobre a nossa Terra.
«Há muito, muito tempo, um humilde grupo de peregrinos, cansado de dias de viagem, chegou a umpovoado , hoje no Concelho de Carregal do Sal.
Ao verem chegar aquelas pessoas, todos lhes manifestaram hospitalidade, oferecendo do melhor que tinham. Ali pernoitaram.
No dia seguinte, antes de retomarem a caminhada, despediram-se com gratidão, e partiram.
Ao encontrarem peregrinos conhecidos em sentido oposto, disse-lhes o mais velho, que ao chegarem àquela terra de gente boa, a beijassem agradecendo em seu nome. "Beij'ós!", "Beij'ós!"














Passava o tempo mas a hospitalidade dos habitantes daquela terra não saía da memória dos peregrinos, que continuavam a enviar saudações "Beij'ós!", "Beij'ós!"
E assim começou a ser conhecida a povoação pelo nome de Beijós.»


Na edição deste livro participou o nosso conterrâneo Pedro Marques.




Gentilmente cedido por Pedro Marques


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Assassinato por motivos políticos em Beijós

Em 22-9-1837, faz hoje 172 anos, o pároco encomendado de Beijós escrevia num registo de óbito: No dia vinte e dois de Setembro de mil e oitocentos e trinta e sete faleceu de morte violenta sem sacramentos alguns por não dar tempo, João Peixoto de Beijós casado com Joaquina Maria de Figueiredo do Lugar da Póvoa d’Apegada.
Passados cinco meses, uma correspondência com origem em Oliveira do Conde descrevia a morte violenta do malogrado João Peixoto:
«os assassinos forão um Tenente C. de Midões, um seu Capitão, e outro F. M; que vinhão da Feira de Viseu, e que em presença de muita gente do povo e da que ia e vinha da feira o assassinárão com 3 tiros às duas horas da tarde. Correm a sua victima, diz a carta, dando talvez ainda os ultimos arrancos da morte, retalhão-lhe as mão com facadas, esfaqueão-lhe a cara, cincão-lhe os olhos e carregando outra vez um bacamarte fazem-lhe a cabeça migalhos! que o desgraçado era filho unico e que deixara em sumo desamparo duas viuvas sua mãi, e sua esposa, e três filhinhos orfãos».


A vítima é identificada neste post como João Peixoto Coelho, filho de Felisberto Coelho de Moura. Tinha 26 anos. Ainda só identifiquei descendência de um dos três órfãos, tendo encontrado um tetraneto na equipa do Beijós XXI. Efectivamente, a esposa do soldado Pais dos Santos era bisneta do assassinado. Qual o motivo do assassínio? João Peixoto era simpatizante do Partido Realista e o seu nome constava de uma lista de contribuintes com donativos para as milícias do partido.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Onda de criminalidade em Beijós & arredores

Os leitores informados poderão pensar que nos referimos aos recorrentes furtos na sede da ACDB, mas trata-se de uma notícia com 170 anos - publicada em 3 de Agosto de 1839.


«Um neto e um sobrinho desse mesmo ferreiro roubaram umas ovelhas nos Pardieiros á viuva de um V. Realista, e foram vende-las a Vizeu, onde foram presos em fragante, mas depois foram soltos. Nas immediações dos Pardieiros foi roubado um pizão, e levaram-lhe quantas téas poderam. Muitos camponezes pobrezinhos, que as ordenaram com tamanho custo para se cubrirem, ficaram nús, e sem meios alguns, porque por aqui tudo está exausto com subsidios, congruas, decimas, derramas municipaes &. Nas immediações de Beijos succedeu um roubo igual».

domingo, 12 de julho de 2009

Beijosenses cismáticos

As revoluções implicam sempre uma certa dose de ódio contra os vencidos. No pós-1974, o ódio expressou-se mais no plano simbólico e ideológico, embora alguns "fascistas" tenham acabado por sofrer uns danos colaterais. No pós-1910 houve mortos e desterrados no desporto da caça ao padre, mas viria a derramar-se muito mais sangue em futuros golpes e contra-golpes. No pós-1834 o caso foi muito mais sério. A Guerra Civil foi longa e envolveu todo o território nacional, urbano e rural, abrindo feridas difíceis de sarar. A resistência popular ao Liberalismo manteve-se por vários anos e as lutas políticas misturaram-se com rivalidades locais que tornaram o homicídio uma prática rotineira.
O texto abaixo, publicado pelo jornal O Ecco em Agosto de 1839, retrata o cisma que se vivia na Diocese de Viseu, onde muitas populações não aceitaram de bom grado as substituições na hierarquia eclesiástica decorrentes da derrota dos Miguelistas (Realistas, no texto) na Guerra Civil. São referidos vários beijosense "cismáticos" que já foram nomeados na série de posts sobre "Docs. Antigos". Na transcrição, os seus nomes contêm ligações para os respectivos documentos. Além dos padres e famílias, são referidos quatro cidadãos - todos são meus antepassados.


«Em Beijóz é onde tem sido mais violenta a perseguição, e são bem conhecidos os motores desta perseguição; um delles tem perseguido varios Realistas com indemnisações, e é quem indica os Padres, que devem ser mortos para acabar o scisma; outro é uma mulher! que ja conta 4 assassinios, e um delles o do seu proprio marido a que deu causa. Quanto melhor fora que a perseguição se voltasse contra semelhantes monstros, flagellos da sociedade! Entre as pessoas alcunhadas de scismaticas contão-se o Vigario colado Simão Joze Pereira do Amaral, porque no Domingo de Paschoa não recebeu a visita do Parocho encomendado; o Padre Luiz Coelho por não botar sobrepelliz, e ir só á missa do Vigario; o Padre Bernardo Paes pelo mesmo motivo, e por ter dous irmãos Missionarios; o pai e familia do Padre Luiz por irem só à missa do Vigario; a familia do Padre Bernardo pelo mesmo motivo; Diogo Coelho e sua familia; Antonio Coelho do Amaral; e Antonio Coelho d'Abrantes, que é accusado de se receber 2.ª vez com sua mulher; e Antonio do Sobral accusado de levar sua familia á absolvição do Vigario. Em geral toda a freguesia de Beijóz é capitulada de scismatica, e ali tem mandado por vezes tropa, que faz toda a qualidade de vexames e desordem, sendo aliás todos os seus habitantes gente pacifica e laboriosa, porem os seu inimigos, entre os quaes se contam dous sacerdotes! não cessão de aterra-la».

terça-feira, 10 de março de 2009

Pároco de Beijós esbulhado

É uma notícia do jornal O Ecco, edição de 23-5-1838.
A prosa é muito interessante. Dá para ver que a ortografia da época se assemelha à que empregam hoje alguns bloguistas :) Também se confirma que as relações difíceis entre o pároco e a "comissão" têm a sua História... apesar de um pároco ter permanecido no lugar durante mais de 40 anos, ao contrário do que se verifica na actualidade, com uma rotação que rivaliza com o ritmo de entradas e saídas do cargo de treinador de futebol do Glorioso.
Antes de vos deixar com a transcrição parcial da notícia, posso dizer-vos que este período das lutas liberais, em que os clérigos passaram tempos conturbados, foi intensamente vivido em Beijós, com intervenção policial e tudo... talvez um dia se faça essa História.

«O progresso vai em augmento. O veneravel Vigario de Beijos acaba de ser esbulhado de tudo quanto lhe tocava como Parocho! Este respeitavel ancião sempre presado dos seus parochianos foi collado na sobredita freguezia ha mais de meio seculo (em Maio de 1785). Tendo em 1829 deslocado uma perna, ficou impossibilitado de parochiar. O Desembargo Ecclesiastico de Viseu curou logo de sua subsistencia temporal e da espiritual da freguezia e mandou um encomendado cura-la, consignando-lhe nova congrua á custa dos dizimos, e conservou sempre ao Parocho proprietario metade do pé d'Altar, e por inteiro a sua pequena congrua de 40$, que ao mesmo tempo era seu patrimonio, pois que por falta d'elle tinha sido ordenado a titulo de Beneficio da mesma freguezia. O primeiro progresso de 34 que extinguio os dizimos, de cuja massa saia a congrua deixou-o desde então limitado só ao pé de Altar. Porem mais fino progresso havia de vir! A junta de Parochia expoliou-o do meio pé d'Altar para da-lo in solidum ao novo parocho! Causa dó presencear o decrepito Ministro do Sanctuario arrastando em duas moletas a sua penosa existencia, vivendo de alguma esmola... ou sobindo ao altar encostado ainda (alem das moletas) a um velho seu sobrinho para com a esmola do S. Sacrificio ter mão, na vida quasi morta! Não pára ainda aqui. Consta que certo bacharel accessor da junta aconselhara de mais a mais a um membro, que a freguesia podia obriga-lo por certa prestação de congrua que tinha recebido depois de 34

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Centenário das Bodas de Aristides e Angelina


Cem anos depois das Bodas de Aristides e Angelina, a família Sousa Mendes regressa a Beijós, a sua aldeia ancestral, estando agora a reconstruir a casa de Angelina ao Ribeiro.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A morte de um preso político beijosense

Armindo Coelho de Moura nasceu em Beijós a 6 de Maio de 1890, filho de Abílio Coelho de Moura e de Efigénia d'Alegria e Moura.
Era agente de investigação da Polícia Cívica na esquadra de Belém. Foi preso a 12 ou 13 de Outubro de 1918, quando Sidónio Pais decretou o estado de emergência, na sequência de um golpe falhado no dia 12. Segundo a biografia de Sidónio no Museu da Presidência da República, «A tentativa revolucionária democrática iniciada a 12 de Outubro motiva a suspensão das garantias constitucionais em todo o território: o governo sidonista decretou o estado de emergência. No rescaldo do estado de sítio, sete republicanos são assassinados em Lisboa pela polícia sidonista quando uma coluna de 150 presos é transportada do edifício do Governo Civil para a estação do caminho-de-ferro, no Cais do Sodré, em Lisboa. A "leva da morte", como fica conhecido o episódio, desfere mais um golpe no sidonismo.»

Infelizmente, Armindo Coelho de Moura foi um dos sete "republicanos" mortos, faz hoje precisamente 90 anos. De meu conhecimento, não foram completamente esclarecidas as circunstâncias que motivaram o ataque da "polícia sidonista" (ver a versão do regime sobre os acontecimentos na Palheira do Beijós XXI), mas o que é certo é que este beijosense pagou com a vida, aos 28 anos, a defesa das suas convicções políticas. Era simpatizante da ala costista, mas, ao contrário do seu mentor e de outros que preferiram a segurança dos bastidores, ousou enfrentar fisicamente a ala sidonista. Se há republicano que mereça o nome de uma rua em Beijós, ele é Armindo Coelho de Moura.

O vespertino republicano Capital publicou a notícia da morte de Armindo e também a do seu funeral, a 19-10-1918, e viria a reportar, um ano depois, a homenagem que lhe foi feita no cemitério da Ajuda.

Capital, 19-10-1918Capital, 16-10-1919

Veja também, na Palheira do Beijós XXI, o local onde Armindo foi abatido.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Monumento aos Combatentes - na hora da Palavra


Ver as fotografias na Palheira do BXXI

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Um ano depois - Loja beijosense faz um ano de actividade.

Loja de Isabel Maria Pais Moura Coelho






O Beijós XXI documentou para a posteridade, esteve lá no 1º dia, 11 de Agosto 2007 e fotografou.














Rua Abade Pais Pinto, nº 62,
3430-521 Beijós
Portugal











Vende:

  • Produtos hortícolas;
  • Produtos Vinícolas;
  • Artigos de pesca.





















Mais fotografias na Palheira do BXXI

sábado, 9 de agosto de 2008

Monumento aos Combatentes da Freguesia de Beijós

Foi inaugurado hoje um monumento aos Combatentes, da Freguesia de Beijós, na Guerra do Ultramar.



Foi feita uma romagem
ao cemitério de Beijós,
tendo sido deposta uma coroa
de flores na campa do
1º Cabo João Batista Marques
falecido durante uma comissão
ao Ultramar.








Uma secção de militares do Regimento de Infantaria 14 de Viseu, comandados por um Sargento, procederam às honras militares, apresentando arma à Bandeira Nacional e ao monumento de homenagem aos combatentes.









O Representante do Governo Civil de Viseu
e o Presidente da Câmara de Carregal do Sal
procederam ao descerramento
do Monumento aos Combatentes














Entidades presentes na cerimónia:





Fotografia de grupo
dos Combatentes
da Freguesia de Beijós,
que estiveram presentes
no decorrer das cerimónias.





**
O Beijós XXI agradece à Comissão para a
Homenagem aos Combatentes da Freguesia
de Beijós, o gentil convite para efectuar
efectuar a cobertura fotográfica as cerimónias.




Monumento ao Combatente da Freguesia de Beijós - vai a inaugurar hoje



Vai hoje dia 09 de Agosto de 2008 a inaugurar o Monumento aos Combatentes da Freguesia de Beijós, na Guerra do Ultramar.

Em frente à Junta de Freguesia de Beijós.








14H00 – Recepção aos convidados
14H15 – Romagem ao cemitério, colocar uma coroa de flores ao combatente, 1º Cabo João Batista Marques.
15H00 – Missa campal junto ao monumento
16H30 – Honras militares
17H30 – Discursos das entidades





Veja o post no Beijós XXI de Homenagem ao Combatente



Fotografia tirada ao Monumento no Forte do Bom Sucesso em Lisboa junto à Torre de Belém, onde esta inscrito o nome do Combatente Beijosense, 1º Cabo João Batista Marques.





O Beijós XXI esteve no Forte do Bom Sucesso em Lisboa junto à Torre de Belém, onde foi erigido o monumento em homenagem àqueles que, como Combatentes, serviram Portugal no ex-Ultramar português.


Links:

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Beijós, anterior aos romanos

Dia 8-8-1964, faz hoje 44 anos, o DN publicava uma coluna sobre Beijós. O dr. Deusdado transmitiu ao jornal o conteúdo de uma carta que recebera do arqueólogo viseense António Augusto Tavares:
«No monte do Oeste, cónico e mais regular, era de esperar qualquer coisa. Mesmo sem o ter visitado, me dava a impressão de um lugar de defesa. Disseram-me que se chama "Monte dos Castelos".
Efectivamente, no cimo, há vestígios de muralha em blocos megalíticos. Creio, entretanto, que será difícil avaliar a extensão (que não me parece grande) nem definir-lhe a sequência. Ao menos no momento era impossível, dado que crescia por ali um centeio raquítico. Toda a encosta é rochosa e a erosão do tempo terá levado tudo. Apenas vi uns reduzidos fragmentos de cerâmica bastante indefinida para me dar qualquer base de datação, mas que me pareceu pré-romana.
A elevação do lado Leste é menos regular e está cheia de árvores e de vegetação. Aí (no cimo da elevação) há inúmeros vestígios da época romana: uma sepultura sobre uma lage, incontáveis pedaços de tejulas e de dólios».

Hoje já se sabe muito sobre o "monte do Oeste", particularmente sobre a importância do castro do bronze final. Já sobre a "elevação do Leste", não há grandes dúvidas sobre a existência de construções da época romana, mas, apesar da importância da placa funerária que por lá se achou, creio que muito ainda haverá por se saber.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Monumento aos Combatentes



No próximo dia 9 de Agosto vai ser inaugurado em Beijós um Monumento aos Combatentes do Ultramar da Freguesia de Beijós.

O referido Monumento vai ser localizado á frente do Edifício da Junta de Freguesia de Beijós, ao fundo, perto da estrada Nac. 337 ( Rua abade Pais Pinto).




Toda a informação das Cerimónias neste cartaz, e compareça!

Posted by Picasa

quinta-feira, 12 de junho de 2008

João de Ornelas (d)e Gamboa

Quando, há um ano, falei da família Ornelas e apresentei os nomes gravados nas sepulturas da Capela de Nª Srª das Areias, surgiram algumas dúvidas em leitores do Beijós XXI. As dúvidas são importantes, porque sem elas o conhecimento não avança mas, quanto a estas sepulturas, já não haverá lugar para especulação depois desta prova documental:

«Aos dezoito dias domes de frº demil esete centos e outo annos faleceo João de Ornellas de Guamboa dolugar de Beijós com todos os sacramentos fes testamento esta sepultado emsua capella fiqua sua m.er Dona Joanna pª lhe fazer obem dalma epor ser verdade fis este termo e asignei dia mes era ut supra
declaro que notestam.to não ficou missa alguma efiquaram quarenta missas perpetuas em hum codisillo perpetuo»

terça-feira, 13 de maio de 2008

Lagar de Varas


Junto à ponte sobre a Ribeira da Azenha existiu um Lagar de Varas, onde há mais de 200 anos se produziu azeite.

Pela segunda vez em caminhadas, uma organizada pelo Beijós XXI e esta última pela ACDB, tivemos o prazer de passar junto às ruínas do que outrora fora um grande centro de produção de azeite de qualidade beirã.




O Beijós XXI tentou fazer uma reconstituição do que teria sido o Lagar de Varas da Azenha.














A vista sobre Beijós,
essa,

dispensa qualquer esforço de imaginação.

basta contemplar...




Ver também: Beijós é um oásis

domingo, 20 de abril de 2008

Casa da Residência

Como se comprova pelo carimbo na imagem ao lado, em 3-4-1925 deu entrada na Comissão Central da Execução da Lei da Separação uma carta da Junta de Freguesia de Beijós, alegando que o Estado (Central) não poderia apropriar-se de uma casa que nunca fora propriedade da Igreja, mas sim da Junta... A carta tem data de 17-6-1922 e, aparentemente, não foi dirigida ao serviço competente.
As principais alegações:

  • «A casa paroquial desta freguezia foi construida em 1902 a 1905 pela Junta da mesma freguezia, sem que o Estado ou a igreja para ela tivessem concorrido com um centavo sequer»
  • «A Junta da mesma freguezia tendo resolvido em 1901 proceder à referida construção, convidou o povo a concorrer em dinheiro ou materiaes para a mesma, e este correspondendo ao apelo, forneceu todos os elementos para ser edificada a casa»
  • «Foi, pois por subscrição na freguezia que a Junta levantou essa edificação, e concluida ella, autorizou o paroco que ainda hoje lá se encontra, a habita-la, mantendo porem a Junta os direitos sobre a mesma propriedade, direitos a que nunca renunciou»
  • «Considerando-se senhora absoluta d'esta propriedade, foi com sobresalto que leu a noticia da sua venda»

Terminava a carta: «Se V. Exª não tiver à mão elementos para se convecer de que isto é tal qual como acabamos de expôr, pedimos e esperamos ser atendidos, que se digne ordenar uma minuciosa investigação pela comissão concelhia de administração dos bens desta igreja, ou pela Administração do Concelho, ou por quem melhor V. Exª julgar, e finda ella convencer-se-ha V. Exª da justiça que nos assiste e da verdade do que afirmámos.
Saúde e Fraternidade».

Em breve publicaremos a resposta, não da Exª (Ministro das Finanças), mas da referida Comissão Central.

sábado, 19 de abril de 2008

Chuva bate records históricos

O semanário SOL noticiou:


"Quinta-feira, 17ABR2008, a precipitação foi de 63 milímetros (mm), quase tanta como a que ocorreu no total dos primeiros 18 dias do mês de Abril (que ficou nos 114 mm). Mais: a média de chuva em Abril, entre 1961 e 1990, é de 64 mm.

Apesar de ter sido em Lisboa que mais choveu na passada noite de quinta-feira, no resto do país os valores da precipitação de Abril também estão acima da média _dos últimos 30 anos. _Em Castelo Branco já choveram este mês 126,4 mm e a média era de 62,6 mm. Em Viseu registaram-se 228 mm e o habitual situa-se nos 102,6 mm. Até em Faro, a precipitação já está nos 95,2 mm, quando o normal é 38,4 mm.

«Existem cada vez mais situações extremas de muito pouca precipitação ou de precipitação intensa. Estávamos em seca e agora tivemos este pico» – explica a climatologista do IM, Vanda Pires. O índice de seca só será conhecido no fim do mês, mas a técnica adianta que «nalgumas regiões, sobretudo no Norte, que estava em seca extrema, a situação vai desagravar-se» .


fonte: semanário SOL

terça-feira, 15 de abril de 2008

Homenagem ao Combatente






No passado dia 05 de Abril, no fim de semana que antecedeu a data de 09 de Abril, a Liga dos Combatentes e as Associações congéneres comemoraram na Batalha, junto ao Túmulo do Soldado Desconhecido, mais um aniversário desta data histórica.













O Beijós XXI esteve no Forte do Bom Sucesso em Lisboa junto à Torre de Belém, onde foi erigido o monumento em homenagem àqueles que, como Combatentes, serviram Portugal no ex-Ultramar português.








"Traduz de uma forma simples, mas duradoura e pública, o reconhecimento de Portugal a todos esses combatentes." in: Liga dos Combatentes









O Beijós XXI presta homenagem a todos os beijosenses combatentes.

Homenagem especial aos seus mortos e feridos na guerra, bem como às famílias que de uma forma ou outra pagaram com sofrimento.





Homenagem, ainda a José Pais dos Santos, Soldado beijosense
na 1ª Grande Guerra e que há 90 anos atrás combateu na Batalha de La Lys,
conforme o extraordinário legado, seu Diário de Guerra manuscrito,
já publicado pelo Beijós XXI.

Ver post do dia 09 de Abril no Beijós XXI
e ainda:
Monumento ao Combatente
Homenagem ao Combatente
Memórias da Guerra do Ultramar-A. B.
Memórias da Guerra do Ultramar-J.C.
Memórias da Guerra do Ultramar-J.S.
A Outra Restauração

Invasões Francesas
O verdadeiro Viriato