Carregal do Sal elege mais vereadores a 11-Outubro
Carregal do Sal, junto com Torre de Moncorvo, Mortágua e Óbidos, vai eleger mais vereadores para a Câmara Municipal nas eleições autárquicas a 11- Outubro-2009, ficando com um total de sete membros no executivo municipal.
O alargamento da vereação de Concelho de Carregal do Sal deve-se ao aumento de eleitores de 9 577 em 2005 para 10 144 em 2009. Este aumento considerável de 567 eleitores contrasta com a quase estagnação da população residente, que era de 10 411 no censo nacional de 2001, e foi estimada mais recentemente em 10 635 em 2006, mais 224 individuos.
Segundo estes dados, a população residente no concelho de Carregal do Sal não terá crescido mais de 100 pessoas entre 2005 e 2009, duvida-se mesmo que tenha aumentado. Por isso parece razoável fazer a seguinte pergunta: como é que um crescimento da população de cerca de 100 pessoas pode gerar um aumento de 567 eleitores entre 2005 e 2009?
No número de eleitores recenseados entram todos os que completam 18 anos até ao dia das eleições. Em Portugal cerca 15% da população tem menos de 15 anos (dados do INE), mas admitamos apenas 10% na região. Então, seguramente, mais de 1 000 pessoas no concelho ainda têm menos de 18 anos à data das eleições. Se subtrairmos essas 1 000 pessoas à população actual, ficamos com cerca de 9 500 residentes em idade de votar, muito longe dos 10 144 eleitores que estarão nos cadernos eleitorias para as eleições de 2009. Em conclusão, o número de eleitores no concelho de Carregal do Sal é, claramente, inferior a 10 000 eleitores.
De onde vem esta diferença? Diz-nos o governo que resulta da requisição do “Cartão do Cidadão”. Esta requisição e emisssão transfere automáticamente o local de voto para a freguesia indicada como residência. Mas não parece que seja essa a razão no caso de Carregal do Sal, pois mesmo que a maioria da população já tivesse requisitado o “ cartão do cidadão”, isso provavelmente faria descer o número de eleitores e não subir. A razão do aumento de população estará em outros dois factores. O primeiro é que a generalidade dos emigrantes saídos do concelho possui o Bilhete de Indentidade e com residência na sua terra de origem. Segundo o governo, esses foram agora inscritos automaticamente nos cadernos eleitorais. O outro factor é que continuará a haver eleitores-fantasma nos cadernos eleitorais. E este será, muito provavelmente, o factor principal.
Por isso parece ser pura fantasia o aumento de eleitores no concelho de Carregal do Sal. O que não vai ser fantasia, é o aumento do vencimento do presidente da Câmara, mais vereadores a tempo inteiro e, por isso, mais custos de funcionamento da Câmara Municipal. São mais alguns milhares de euros por mês do orçamento da Câmara para vencimentos do executivo e outras despesas similares.
Será que os benefícios do alargamento do executivo camarário vão compensar os custos adicionais? Será que os novos vereadores vão:
- trazer mais actividade económica interessante para o município
- desenvolver actividades culturais e outras para atrair turistas
- fomentar empresas locais, atrair investidores e ajudar a criar mais postos de trabalho
- angariar financiamento para projectos prioritários como a criação do Museu Sousa Mendes na Casa do Passal
- despoluir os ribeiros que atravessam o municipio
- melhorar o aproveitamento escolar das crianças e dos jovens
- melhorar a assistência de saúde e o apoio aos idosos
Será que esse acréscimo de custos para o município vai trazer vantagens tangíveis para os munícipes? Esperemos bem que sim.
António Abrantes




À primeira vista, o facto de o Presidente da ASAE fumar à frente das câmaras e de jornalistas no dia em que entrou em vigor a nova lei de prevenção do tabagismo, seria apenas um fait divers. No entanto, o caso não é assim tão simples, porque o fotogénico Presidente afirma que cumpriu a lei, segundo a interpretação que o próprio dela faz. Ora, aqui é que a porca torce o rabo! O que isto significa é que a aplicação das leis depende da interpretação de diligentes funcionários! Em princípio, o Estado paga a António Nunes para ele gerir a fiscalização da aplicação da lei e não para ele interpretar as intenções do legislador. Ainda havemos de o apanhar a comer uma cabidela caseira num estabelecimento de Agroturismo e logo ficaremos a saber que a legislação que tanto aflige pequenos restaurantes da chamada "Província" não se aplica ao Turismo em Espaço Rural.




















