Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com
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segunda-feira, 28 de maio de 2007

Escola do sexo feminino - 1

Foto: Jornal do Centro Numa altura em que se está a dizimar a rede escolar do 1º Ciclo, acho útil recordar os esforços que os nossos antepassados fizeram para a criar.
Resumirei em dois posts (este é o primeiro) as peripécias por que passaram para abrir uma escola do sexo feminino em Beijós.

Em 1-7-1883 compareceu, em sessão pública da Junta de Freguesia, D. Emília Augusta da Silveira, fazendo o «offerecimento da sua casa para a aula d'instrucção primaria do sexo feminino gratuitamente».
No entanto, D. Emília era menor de 25 anos e o seu pai, Albino Pereira d'Almeida, alterou as condições do "offerecimento" - «declarou [5-8-1883] que offerecia uma casa comoda para aula do sexo feminino, bem preparada, e em tudo arranjada pela renda annual de quatro mil e quinhentos reis, ficando a cargo da Juncta mubilal-a e pagar as despesas com a segurança do arrendamento». A Junta aceitou as condições «pelo grande desejo que tem da creação da escola, epela grande dificuldade que há em arranjar nesta povoação casa comoda para tal fim».
Em Maio de 1884, a Junta recebeu um ofício da Câmara, dizendo não aceitar a casa de Albino. Deliberou então a Junta mandar consertar a casa de residência do pároco para servir de aula para o sexo feminino, já que ele se prontificou a oferecê-la gratuitamente para esse fim «por todo o tempo que elle fosse parocho na mesma freguesia».
Depois de peripécias várias, finalmente a Junta deliberou, em 1-11-1891, vender alguns baldios para com a respectiva receita adquirir uma casa para a escola do sexo feminino e proceder a consertos na casa da escola do sexo masculino. A decisão de vender os baldios viria a merecer uma acção em Juizo, movida pelo Ministério Público em 1893, mas a Junta defendeu-se com alegação de que não tinha outra fonte de receita para tal fim.

sábado, 26 de maio de 2007

Ladrões da casa

Diário AS BEIRASComo já tinha sido dito neste comentário, dois alunos da própria escola confessaram o furto dos quatro portáteis da EB 2,3 de Carregal do Sal.
Segundo o Diário As Beiras, os autores frequentavam o 7º ano e tinham 13 e 16 anos. Como furtaram mais portáteis do que podiam usar, ofereceram um deles a um colega de 10 anos e foi a mãe deste que descobriu o enredo. Na sequência da descoberta deste crime, ficou também a saber-se que aqueles alunos tinham em seu poder outro material que vinham furtando da escola há já algum tempo.

sábado, 28 de abril de 2007

A escola em 1881

  • A escola é d'esta freguesia de Beijós, pertence ao concelho do Carregal
  • é do sexo masculino
  • é publica
  • a casa não é de renda é propria
  • não se sabe quem amandou construir, nem a épocha em que foi construida
  • a escola foi criada em 1836, pouco mais ou menos
  • a casa está situada em uma das povoações principais da freguesia
  • esta Juncta não tem as habilitações precizas para poder avaliar quaes sejam as suas condicções hygienicas, mas pelo conhecimento que tem sabe, que lhe não consta que tenha havido queixas de que ella seja insalubre, apezar de alli ter concurido grande numero de alumnos que actualmente frequentão a escola
  • não tem bibliotheca
  • a sua mobilia consta que fora mandada fazer pela auturidade administrativa d'este concelho, e mandada pagar pela camara respectiva, e consta apenas de alguns bancos, e uma meza que não estão em muito bom estado, ou circonstancias
  • o professor não vive na casa da escola, vem de Cabanas freguesia vezinha aonde reside dar a escola de manhã mas não tem dado aula de tarde, e também algumas vezes tem faltado a ella de manhã, mas dá o mesmo professor como causa d'estas faltas, o não ter caza na parochia destinada para sua habitação, e que tendo de atravessar o espaço que dista de Cabanas a Beijós, prigaria o seu estado de saude se viesse todos os dias

Estas são as respostas da Junta de Beijós a um inquérito nacional às escolas de «instrucção primaria» em 1881.
O professor, que vinha de Cabanas quando o seu estado de saúde não "prigava", era João Pinto de Campos, avô do Dr. Pinto que foi médico de muitos beijosenses. Os professores trabalhavam num regime aparentado ao socrático contrato individual de trabalho, mas eram contratados directamente pelas autarquias, que deviam também arranjar a casa e mobília para a escola e a residência para o professor -- tudo a duplicar, porque não se permitia mistura de género -- meninos e professor numa escola, meninas e professora noutra :)

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Quadros interactivos nas salas de aulas motivam alunos

As novas tecnologias podem ajudar a melhorar o rendimento dos alunos.

«Um ensino mais dinâmico e motivador é o que pretende o Centro de Formação de Penalva e Azurara, que está a incentivar os professores a usarem o quadro interactivo multimédia, deixando de lado o tradicional giz e retroprojector.
Nos concelhos de Mangualde e de Penalva do Castelo, estão já equipadas com aquele quadro 24 salas de jardins-de-infância e de escolas básicas e secundárias, no âmbito do projecto “Inovar com QI”, que arrancou em Setembro passado, financiado pela Areal Editores.
Segundo José Miguel Sousa, director do Centro de Formação de Penalva e Azurara, 53 professores assumiram o compromisso de usar esta tecnologia nas suas aulas – em disciplinas como Matemática, Francês, Língua Portuguesa, Filosofia e Química – e de prestar informações sobre o que se passa.
O tradicional retroprojector tapado com um pano e colocado ao fundo da sala onde hoje decorria uma aula de Língua Portuguesa de uma turma do 11.º ano indiciava que o “protagonista” era outro: o quadro interactivo que captava a atenção dos alunos, na parede principal. Com uma “caneta” com as mesmas funcionalidades de um “rato” colocada em cima do quadro, a professora Ana Maria Amaral ia manipulando as imagens projectadas do computador, enquanto incentivava os alunos a acompanharem o seu raciocínio.
No final, os alunos garantiram que a aula sobre a obra “Frei Luís de Sousa”, que à partida poderia ser monótona, “até foi interessante”. “Se fosse uma aula com quadro normal era capaz de se tornar aborrecida".»
As Beiras

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Encerramento de escolas do 1.º ciclo

«Centenas de pais, alunos e professores manifestaram-se na sexta-feira, em Viseu, contra o encerramento de escolas do 1.º ciclo do ensino básico no distrito. Provenientes de várias freguesias rurais, os manifestantes exibiam cartazes onde se lia, nomeadamente, "Queremos as nossas escolas", "Milu arrogante, não vais calar a gente" ou "O interior também é Portugal".»

«O coordenador do SPRC [Sindicato dos Professores da Região Cento], Mário Nogueira, lembrou que "Viseu tem sido um dos distritos mais penalizados" com esta política. "Há dois anos, o distrito tinha cerca de 800 escolas do 1.º ciclo. Fecharam quase 500", vincou. Acusou o Governo de querer "poupar dinheiro à custa dos serviços públicos do interior do país", esquecendo-se que ali "não vivem pessoas de segunda".»

Fonte: Público, 15.04.2007
Links:
Freguesia sem escola
Abaixo-assinado
CMCS contra o encerramento

quinta-feira, 22 de março de 2007

Dança em “harmonia” com a Matemática

Aulas de Substituição ?

"O que tem a Matemática a ver com a dança? “Tudo”, afirma Romulus Neagu, o bailarino coreógrafo que desde o início de Fevereiro ensaia alunos do 11.º ano da Escola Secundária Emídio Navarro, integrados no projecto “Harmonia”, uma residência artística que tem como parceiro o Teatro Viriato e que hoje se apresentam, publicamente, à cidade, a partir das 17H00. "(...)

"Subir notas não é o principal objectivo.
A ideia partiu da professora Graça Martins, depois de verificar que os alunos mantinham, entre si, relações distantes, o mesmo acontecendo com a disciplina de Matemática. Em Setembro, no início do ano lectivo, propôs à turma um trabalho intitulado “O ADN dos Números” e só depois desafiou o Teatro Viriato a construir um projecto artístico. Desde o início dos ensaios, os alunos subiram as notas nos testes de Matemática, mas não se pode afirmar que seja uma consequência directa do projecto. “Aí, calma, e pára o baile”, afirma a professora, acrescentando que o objectivo do projecto artístico é muito mais profundo, com resultados que só se verificarão a longo prazo. No imediato, Graça Martins realça a importância dos alunos terem despertado para as artes, as alterações verificadas ao nível da comunicação e o melhor relacionamento com a professora, que considera que a música, a dança e o teatro deveriam ser “áreas obrigatórias” em qualquer estabelecimento de ensino. "
As Beiras

terça-feira, 20 de março de 2007

VI ENCONTRO SAÚDE/ESCOLA



O concelho de Carregal do Sal vai ser anfitrião do VI Encontro Saúde/Escola subordinado ao tema “A criança/jovem no inicio do séc. XXI velhas situações, novos conceitos?”, no dia 11 de Abril de 2007.
Este encontro destina-se a analisar, debater e discutir questões pertinentes da infância e juventude, sendo dirigido a um público diversificado (educadores, professores, autarcas, clínicos, assistentes sociais, psicólogos, pais e encarregados de educação, entre outros).
Consultar Programa

Escola faz verificação de instalações de gás

Ora aqui está uma excelente iniciativa.

"A Delegação de Castro Daire da Escola Profissional Mariana Seixas vai desenvolver uma campanha de verificação da segurança das instalações de gás em todas as habitações de moradores do concelho que o solicitem. A acção visa contribuir para o desenvolvimento de uma cultura de segurança na utilização de equipamentos de gás e é desenvolvida através de equipas de alunos do 3.º ano do Curso Profissional de Técnico de Gás acompanhados de professores da área de especialidade. A verificação tem por objectivo controlar os níveis de gases tóxicos emitidos, a existência de possíveis fugas que possam provocar explosões bem como a conformidade das instalações com os regulamentos em vigor.
A acção será realizada no prazo de 15 dias após inscrição prévia nas instalações da escola, inscrição que também poder ser realizada telefonicamente. Após a verificação será entregue aos proprietários um relatório técnico para que, nos casos em que tal seja necessário, possam contactar empresas ou serviços para procederem ás reparações que se justifiquem."
As Beiras

segunda-feira, 19 de março de 2007

Razões para terminar o secundário - 2

A Solução:
Toda a gente merece uma NOVA OPORTUNIDADE de aprender. Por isso o Governo está a lançar o programa Novas Oportunidades para corrigir o "défice estrutural mais sério de Portugal" e o Primeiro Ministro José Sócrates quer mais portugueses com o ensino secundário completo. O objectivo é melhorar o aproveitamento escolar, reduzir o abandono escolar e proporcionar cursos com dupla certificação. Esta iniciativa é destinada a fazer do 12º ano o referencial mínimo de formação para todos os jovens, a colocar metade dos jovens do ensino secundário em cursos tecnológicos e profissionais e a qualificar um milhão de trabalhadores no activo até 2010.

O Problema:
I. Apenas 20% da nossa população adulta de 5,6 milhões de entre os 25 e os 64 anos de idade vida activa completou o ensino secundário. Este é um número impressionante, sem paralelo nos países da OCDE onde a média ronda os 70%. E cerca de 5 milhões de portugueses que integram a nossa população activa, 2,5 milhões não têm sequer a actual escolaridade obrigatória do 9º ano.

II. O número médio de anos de escolarização da nossa população adulta é de pouco mais de 8 (8,2), inferior a países como o México (8,7) ou a Turquia (9,6). Já para não falar da Itália (10,0), da Grécia (10,5) ou da Espanha (10,5).

III. Cerca de 45%% dos nossos jovens, entre os 18 e os 24 anos, abandonaram os estudos sem concluir o ensino secundário. No país temos 485.000 jovens já no mercado de trabalho sem terem completado o secundário e, mais de metade destes, cerca de 266.000, não concluíram sequer a escolaridade obrigatória.

Agora os jovens beijosenses têm mais uma razão para terminar o 12º ano, que passa a ser a referência minima de escolaridade e os meios para o fazer.
Quem não terminar o secundário, sujeita-se a ficar cada vez mais de fora.

Esperemos que as escolas da região façam bem o seu trabalho de reconquistar os jovens e de lutar contra o abandono escolar precoce. Nunca é tarde demais para aprender e os portugueses são tão inteligentes como os demais, não estão condenados a ficar para sempre no fundo da lista das qualificações.

É mesmo de agarrar esta oportunidade de reciclagem académica e profissional e deixar de fazer parte do problema e de passar a fazer parte da solução!

http://www.novasoportunidades.gov.pt/

http://antoniopovinho.blogspot.com/2006/07/razes-para-terminar-o-12ano.html

Aulas de substituição

segunda-feira, 12 de março de 2007

Freguesia sem escola => fim da freguesia

Segundo o Notícias de Viseu, na última reunião da A. M. Viseu, o Presidente da J. F. Boaldeia apresentou a argumentação:
«Depois de elaborada a Carta Educativa do Concelho, pensava que a questão do fecho das escolas fosse um assunto resolvido. Enganámo-nos mais uma vez. Aqui está (exibiu-a) a lista de vinte e seis escolas do nosso concelho que fazem parte das 153 que o governo quer encerrar no nosso Distrito»
[os autarcas] «voltam a não ser tidos nem achados, confrontados com a ameaça do fecho das nossas escolas. Antes com menos de 10 alunos, agora com menos de 20, no próximo ano logo se verá»

Foto de Teresa Batista, editada por beijokenseAntónio Neves disse que pode «admitir a concentração dos alunos numa escola por freguesia.» Não pode «é aceitar uma freguesia sem escola». Por outro lado, «se a intenção futura é acabar com algumas freguesias, este é realmente o caminho que levará a isso». Mas, garantiu, «podem estar certos que não iremos esperar de braços cruzados».
O Presidente da C. M. Viseu defendeu que «não andámos a fazer a Carta Educativa para não ter valor nenhum. Ela é também um documento de planeamento».

E nós? Vamos ficar de braços cruzados? É sustentável uma escola com a concentração dos alunos da nossa freguesia? Ou será mais vantajoso integrarmo-nos na escola (e freguesia?) de Cabanas?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Quem tem medo das Provas Globais ?

Quem tem mais medo de prestar provas ?

Os alunos, os professores, as escolas ou o próprio Ministério da Educação ?

Enquanto outros países reforçam a medição de aproveitamento e desempenho, Portugal potencia a instabilidade escolar com mudanças aleatórias nos currículos, nos exames, etc.
E agora o Ministério da Educação quer acabar com as Provas Globais.

Porque deixar de medir o que é tão importante, o aproveitamento escolar dos jovens e o desempenho dos professores e das escolas ?

Diz o Governador Jeb Bush da Florida, tudo o que se mede tem mais valor. Os exames gerais na Florida são um pilar importante das reformas que colocaram a Florida à frente do desempenho escolar nos Estados Unidos.
Ver FCT na Florida http://www.broward.k12.fl.us/dwh/dwhinfo/studtest.html )

Ver aulas de substituição
http://antoniopovinho.blogspot.com/2006/11/aulas-de-substituio-constestadas.html

domingo, 19 de novembro de 2006

Aulas de substituição constestadas


Segundo noticia no Diário Regional de Viseu, os estudantes do secundário manifestaram-se no Rossio contra as aulas de substituição. E parece que outras das reivindicações dos estudantes são o fim das notas mínimas no acesso ao ensino superior.

Custa a acreditar que adolescentes de 15-18 anos continuem a preferir "os furos" quando os professores faltam, e que depois queiram facilidades para avançar na carreira académica sem cumprir os requisitos mínimos de aproveitamento escolar.

Em que mundo é vivem os estudantes de Viseu e com quem é que se preparam para concorrer ?
Será apenas com os futuros profissionais de Leiria, ou também com os actuais estudantes de Barcelona, ou de San Francisco, ou de Xangai, ou de Bangalore, ou de Casablanca ?
No mundo cada vez mais concorrencial onde engenheiros da India e empresários da China fornecem produtos e serviços em regime de tele-trabalho e outsourcing, os "futuros engenheiros de Viseu" estarão aptos, ou apresentarão as sequelas de tantos "furos" ao longo dos 12-17 anos de vida académica ?

Em vez de reclamaram melhor qualidade do ensino secundário, que é pago pelos contribuintes com grande sacrificio, mas que continua a ser o elo mais fraco do sistema escolar português, os estudantes contestam mesmo o esforço das escolas em substituir os professores em falta, a fim de receberem as horas de aula contratadas.

Estes adolescentes contestatários terão mesmo 17 anos, ou apenas 7 anos ?
Será que ainda não compreenderam as razões para estudar, razões para fazer um bom 12º ano do ensino secundário ?

Combate ao abandono escolar
Ver sondagem - razões para voltar a estudar

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Antiga Câmara de Carregal do Sal Deverá Ser Reconvertida Para o Ensino Profissional e Especial


"O antigo edifício da Câmara Municipal de Carregal do Sal,(...) vai ser requalificado para ser aproveitado como valência de apoio ao ensino profissional e especial e ao museu. É o que prevê a Carta Educativa do concelho, em consulta pública até ao próximo dia 15. O documento aponta 2008 como o ano da conclusão das obras de reconstrução.
Prevê também obras de requalificação no antigo quartel dos Bombeiros Voluntários, que será transformado em espaço polivalente para actividades culturais diversificadas.
O ex-colégio Nuno Álvares será igualmente aproveitado. No edifício, que também necessita de obras, a Carta Educativa prevê concentrar parte do Ensino Pré-Escolar, 1.º Ciclo, um berçário e o centro de formação de professores. Em Cabanas de Viriato, o outro pólo educativo do concelho previsto no documento, a antiga escola primária deverá também ser requalificada para poder albergar o Ensino Pré-Escolar daquela parte do município. Os restantes graus de ensino ficarão concentrados na escola básica integrada existente. (...)"
Notícia: Jornal de Notícias (10SET2006)
Foto: Beijós XXI

sábado, 15 de julho de 2006

Razões para terminar o 12ºano

Pouco mais de metade dos jovens portugueses terminam o 12º ano, o elo mais fraco no nosso sistema escolar.
Apenas 20% dos portugueses dos 25-64 anos têm ensino secundário completo, a mais baixa taxa da OCDE.

O abandono escolar entre nós continua a crescer, chega a 45% no secundário,versus 29% em Espanha e apenas 19% na média da União Europeia (15). Em zonas rurais, o abandono do secundário chega a 70%. E no Concelho de Carregal do Sal?

As Escolas Profissionais oferecem uma alternativa de qualidade e empregabilidade, mas perto de 50% dos candidatos ficam de fora por falta de vagas! Talvez isto melhore para os nossos jóvens com o novo projecto escolar para o antigo Colégio Nun'Alvares.

Por isso a força de trabalho portuguesa é caracterizada por: baixa qualificação, baixa productividade, e por consequência, baixos salários.

As razões para desistir da escola são verdadeiras barreiras, mas no final de contas não passam de DESCULPAS para quem não dá grande importância à educação:

- Não gosto da escola, os professores faltam, é uma seca
- Chumbei, os exames são injustos, é demasiado difícil
- Tenho que trabalhar para ganhar dinheiro e ajudar a família
- Tenho outros afazeres ou prefiro passar tempo com amigos
- Os cursos são muito longos, não garantem colocação
- Não compensa tirar um curso, é melhor começar logo a trabalhar e a ganhar
- Não preciso de estudar, vou trabalhar com o meu pai/tio/avô

Que fazer para motivar as famílias e os jovens a investirem a sério nas suas qualificações?

Um grupo de Empresários pela Inclusão Social lançou uma iniciativa para apoiar o trabalho dos professores, em resposta ao desafio lançado pelo Presidente da República Cavaco Silva. A ideia é motivar os professores para o combate ao abandono escolar, através de acções de formação e bolsas. Mas também se apela aos próprios empresários para que invistam mais na qualificação dos seus colaboradores, o activo mais precioso de que dispõem para melhorar a competitividade e a produtividade.

Para melhorar a média das qualificações dos portugueses podemos começar em casa. Há muitas pessoas que voltaram a estudar depois de uma interrupção ou já como adultos.

E tu, vais fazer parte do problema ou parte da solução ?
Digam lá, quais são as melhores Razões para Voltar a Estudar ?

terça-feira, 28 de março de 2006

Concurso para Escolas de 1.º CEB e Jardins de Infância de Carregal do Sal


“O COMPUTADOR DA MINHA ESCOLA”
Concurso para Escolas de 1.º CEB e Jardins de Infância de Carregal do Sal

Está a ser promovido pela Câmara Municipal de Carregal do Sal, o Concurso “O Computador da Minha Escola”, direccionado para os Jardins de Infância e Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico do Concelho

"Desenvolvida no âmbito do Projecto “Net@Escolas 05/06”, esta é uma iniciativa que pretende sensibilizar alunos e professores para a importância das TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação) no Ensino e para as potencialidades dos recursos informáticos no desenvolvimento intelectual das nossas crianças.
A entrega dos trabalhos deverá ser feita até ao dia 31 de Maio de 2006.
Ao longo da votação dos melhores trabalhos, serão valorizados a originalidade, a pertinência e a relação com o tema geral do concurso."
Tema:O computador na minha Escola
Entidade Organizadora:Espaço Internet e Câmara Municipal de Carregal do Sal
Votação via Internet – 12 de Junho a 13 de Julho
Serão premiadas os três melhores trabalhos da seguinte forma:
1.º Classificado – Uma Máquina Fotográfica Digital
2.º Classificado – Um conjunto de quatro CD’s didácticos
3.º Classificado – Um conjunto de dois CD’s didácticos.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Recordar o Colégio Nun'Álvares, Carregal do Sal (Escolas 4)


Somos do tempo em que havia apenas um liceu e uma escola comercial no distrito de Viseu. Depois de completar a 4ª classe na escola de Beijós, algumas familias mandavam as crianças para a casa de tios ou primos em Lisboa, Coimbra ou no Porto para continuarem os seus estudos. Outras famílias esforçavam-se para pagar as propinas no Colégio Nun'Álvares, que era privado, para poder manter as crianças por perto.

Os de Oliveirinha iam de bicicleta, mesmo quando chuvia. Os dos Pardieiros e do Penedo vinham a pé até a Beijós para apanhar connosco a carrinha vermelha que vinha buscar-nos à ponte e depois passava pelas Póvoas e pelas Laceiras. Nem quero lembrar a que horas se levantavam e quanto frio apanhavam.

O Colégio, que também tinha internato e recebia alunos do resto do país e das colónias, abria novos horizontes fora dos nossos prados e pinhais. Os professores eram figuras marcantes e exigentes, as aulas estimulantes, a disciplina firme, e o Colégio era bem cotado a nível nacional. Uma tradição que valia a pena manter !

Agora, os ex-alunos espalhados por todo o país, vão retomando contactos com a ajuda da organização "Recordar é Viver" em justa homenagem á sua juventude quando tudo era novidade e não se regateavam esforços.

sábado, 28 de janeiro de 2006

Tele-Escola

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

O que se ensinava na 2ª classe da escola primária em 1897



domingo, 18 de dezembro de 2005

Escola de Beijós


foto de: http://www.eb1-beijos.rcts.pt/

Escola EB1 de Beijós

Rua Abade Pais Pinto - 3430 Carregal do Sal
Telefone: 232 673 024
e-mail: info@eb1-beijos.rcts.pt