Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Escola dos Pardieiros

Há um ano, publiquei aqui vários documentos atestanto a dificuldade em abrir em Beijós uma escola para raparigas.
Agora, o facto de se falar de novo na Carta Educativa, a propósito do Centro Educativo Nun'Álvares, leva-me a publicar um exemplo dos esforços que, neste caso, em 1904, foram feitos para se abrir uma escola nos Pardieiros.
Noto que, naquele tempo, apesar da falta de recursos, que levou a junta a vender baldios para abrir escolas, a "rede" escolar não seguia cegamente, como hoje, as divisões administrativas - propunha a Junta de Beijós que as crianças de Pedra Cavaleira e Póvoa Dão frequentassem a escola dos Pardieiros.

Antes de passar à transcrição do documento, manifesto, mais uma vez, o meu pesar pelo encerramento das escolas primárias do concelho. Em 2006/07, segundo estatísticas do ME, frequentavam o 1.º ciclo em Beijós e Pardieiros 40 alunos. Desconheço se haveria algum nas Póvoas. Parece que isso não é suficiente para ter uma escola em Beijós. Por outro lado, frequentavam a EB1 da Lajeosa, vindos de todas as povoações da freguesia, 45 alunos. Se a lógica fosse de proximidade e não de fronteiras arbitrárias, os alunos de Penedo e Sangemil poderiam frequentar a escola de Beijós... de qualquer modo, é esta diferença entre 40 e 45 que justifica diferentes destinos?

«(...) foi apresentado um officio vindo do Governador Civil do Districto, pelo qual se prova que a deliberação tomada por esta Junta com relação ao fornecimento da casa de habitação do professor e casa para escola na povoação dos Pardieiros, foi approvada, officio que foi archivado n'esta secretaria da Junta. Recebeu-se tambem o parecer favoravel da Camara d'este concelho, a respeito da criação da mesma escola, o qual tambem foi archivado n'esta mesma secretaria, recebeu-se tambem uma relação das creanças recenseadas da Pedra Cavalleira e Povoadão, da freguesia de Silgueiros, creanças que deverão frequentar a escola na povoação dos Pardieiros, se for criada a dita escola, pelo facto d'estas povoações distarem alguns killometros da sede da freguesia de Silgueiros, onde há as escolas officiaes actuaes, cujo excesso digo, asççesso ás escolas officiaes da freguesia, digo, da sua freguesia se tornar por vezes impossivel pelo facto de terem que atravessar o Rio Dão, aonde não há ponte (...)»

6 Beijos:

Tadeu disse...

De facto não se compreende a razão para o encerramento da Escola de Beijós.

Era perfeitamente viável concentrar em Beijós, os alunos dos Pardieiros, Póvoa de Lisboa, Póvoa da Pegada e Penedo.

beijokense disse...

Se fosse a poda de árvores, haveria muito barulho. Sendo o abate de escolas, é muito mais pacífico.
Sugiro uma forma de chamar a atenção para a morte anunciada da EB1 de Beijós - vamos semear milho transgénico no recreio!

Sérgio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
António disse...

O fecho de escolas primárias é resultado da desertificação ou um incentivo a tal?

Anónimo disse...

Portugal: Pais a onde se fecham escolas.
Mas!...
Abrem-se e constoeem-se igrejas.
Bam assim campos de de futebol.

Anónimo disse...

Francisco Abilio Abrantes
22815 Alice St.
Hayward,Ca. 94541. U.S.A.
abrantes@juno.com 31de Agosto/08

Exmo Sr.
Des-consulado de Portugal
San Francisco. U.S.A.

Nao vou entrar em promenores, sobre o roubo que a escumalha da epoca edo presente, incluindo as nulidades governamentais, daquele tempo e do presente. Conseguiram,
negar-me um passaporte que me teria
dado a oportunidade de terem sido os melhores anos da minha vida neste pais.
Deve ter ai nos arquivos, um processo em que eu ganhei no tribunal dessa cidade #5,020. Dollars.Mas com o descaramento dessa representacao. Uma vez que apresentaram a imunidade consular.
Nunca consegui que essa escumalha
salda-se essa divida.
Consegui a copia que eu tinha pediod atraves desse des-consulado. que nada fez ,ou nada fizeram.Pois que tive que me deslocar a Viseu para conseguir. A copia do original.
Do meu pedido feito em 23 de Julho de 1963., de um passaporte, que junto. Bem assim, acarta do des-governo civil de viseu, com letra minuscula ,maiuscula era estragar tinta. Dirigida ao presidenta da camara de carregal do sal. Com data de 23-7-963,sem assinatura mas, a bem da nacao, o secretario do des-governo civil.(fernando martins pinto)
O presidente da camara de carregal do sal, responde, c/ data de 22-8-1963, e assina (bem da nacao)delfim pina. Um codias que eu conheci muito bem. Talvez pressionado pelos coditas de Beijos. O des-governo civil de
viseu , envia carta ao presidente da junta da emigracao, com data de 26.8.1963. informando que esse meu pedido foi indeferido.

Se a imigracao suspende-se os 10 milhoes de Euros que diariamente envia para Portugal o des-consulado de san Francisco ja teria encerrado a muito tempo

A bem da nacao assina o azarento.

Francisco Abilio Abrantes

Nunca obtive resposta desta carca.

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