Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Ainda há pastores ?


Sim, ainda há pastores, como este bom rebanho visto em Novembro em Coimbrões.
A pastorícia mudou, já não depende tanto da transumância, da subida às serras.
Mas as ovelhas, a lã, o queijo continuam sendo uma parte integral da Beira Alta.

Em Beijós, os pequenos rebanhos de 8-15 ovelhas faziam parte da exploração agrícola tradicional. Guardar ovelhas era geralmente a responsabilidade das crianças desde muito jovens, depois da escola e antes dos deveres ou dos estudos. Hoje continua a ser uma actividade importante, não só para o agricultor mas também para a gestão dos pinhais e da floresta e para a redução do risco de incêndios.

“Ainda há pastores?” um documentário do realizador figueirense Jorge Pelicano que passou na SIC Notícias na noite de Natal, vai estar em exibição no espaço Tubo d’Ensaio, Rua 9 de Julho, Figueira da Foz, sexta-feira, 5-Janeiro, 21H45, com a presença do realizador.
Contactos: Tubo d’Ensaio, 233436273, geral@tubodensaio.com

“Ainda há pastores?” foca lugares como Casais de Folgosinho, uma pequena localidade perdida entre as montanhas da Serra da Estrela, que já foi «autêntico santuário de pastores», agora reduzidos a “meia dúzia”. Sem dias de descanso, de segunda a segunda lá vão montanha fora com o seu rebanho, faça sol ou faça chuva, sozinho, rádio na mão.

No dia 12-Janeiro, em Gouveia, será a vez do próprios pastores da Serra da Estrela, protagonistas do documentário "Ainda há Pastores?" de ver o filme que retrata o seu quotidiano, numa "apresentação especial" pelas 21h30, no Cine Teatro daquela cidade serrana.

Cães vadios
Queijo de ovelha
Associação Nacional de Criadores de Ovinos Serra da Estrela
Sheep down under New Zealand reprodução
Ver transumância.nz do outro lado do mundo
GRANDE TOSQUIA
Campanhas plante uma árvore e Sumólicos pintam a Serra de verde

23 Beijos:

Anónimo disse...

Aqui, em Beijós, já vão aparecendo grandes rebanhos. Já justificava a criação de uma associação e uma queijaria para produzir o seu próprio queijo. Ainda há na nossa Aldeia quem saiba fazer bom queijo de ovelha. Talvez se pudesse criar mais alguns postos de trabalho na nossa Terra.

beijokense disse...

Não é preciso ir muito longe para ver pastores!

Carlitos disse...

Velhos tempos de infância, eu e o meu irmão a guardar as ovelhas depois de vir da escola e aos Domingos também.

Anónimo disse...

eu gostava de ver as pessoas fazer e não dizer que talvez fosse bom fazer isto ou aquilo talvez depois de fazerem falassem menos e dessem menos ideias porque de ideias esta beijós repleto precisamos é de obra e não de paleio é que por o que eu vejo em beijós tudo faz falta e tudo dava jeito enquanto não há depois é tudo caro ou outro defeito qualquer serve de desculpa para se fazerem compras fora da terra na terra é só para os favores para quando já está fora de horas ou para quando não há dinheiro porque é conhecido não me vai dizer que não mas nós comerciantes de beijós já estamos fartos de segurar a cabra para outros mamarem chega é preciso realmente investir mas eu gosto de ver muito mais obra e muito menos paleio

bardina disse...

Não basta apenas criar infraestruturas, é preciso ser competitivo, no serviço, na qualidade e no preço.

Anónimo disse...

Os comerciantes desta Terra fartam - se da fazer favores ao povo. Depois de o agarrarem nunca mais largam o teto da cabra.

ché disse...

José Loureiro, quem fala assim não é gago, pode-se fazer tudo e mais alguma coisa só que para isso é preciso haver dinheiro e isso meus amigos estamos no tempo das Vacas Magras.
Já houve o tempo das Vacas Gordas e dos regadios e Cooperativas mas não souberam aproveitar.
Agora temos que passar o Deserto e apanhar Oásis de vez em quando para beber água.

Pastor disse...

Claro que há, ou eu sou o quê? Quem já não há é a Colandrina :(

viveiros-batista disse...

beijokense, eu digo mais, não é preciso ir tão longe para verpastores
e já agora Micas em BEIJÓS há rebanhos bem superiores ao referido no poste.
quanto á ideia do primeiro comentário não passa de um absurdo, pois esse tipo de ideias no tempo das vacas gordas levou-nos ao tempo que atravessamos hoje, das vacas magras.

António disse...

Para fazer a gestão dos pinhais e floresta no sentido de mantê-las limpas, reduzindo significativamente os incêncios, pelo menos os seu danos, eu sugeria a utilização da biomassa.

As pellets são fabricadas com madeira reciclada que provém de limpezas florestais. São um combustível eficiente, de fácil manuseamento, limpo e não poluente, não produzindo fumos nem cheiro.

Infelizmente consumimos em Portugal pellets provenientes da limpesa das matas e florestas espanholas.

Inclusivé com incentivos fiscais à aquisição dos aparelhos.

Para quando a instalação de fábricas em Portugal, concerteza que os proprietários das matas agradeciam a limpeza das mesmas nem que fosse gratuíta.

beijokense disse...

Hoje continua a ser uma actividade importante, [...] para a gestão dos pinhais e floresta e a redução do risco de incêndios

Com as queimadas!?

Anónimo disse...

bardina :concordo : competitivo ?
a que chamas competitividade vender a baixo do preço de compra?
barato e bom ? onde ? milagres? onde ? só se for fora porque lá diz o ditado que santos da porta não fazem milagres, dizem por aí que quando se vende muito se compra muito e quanto mais comprar mais barato sai, então seguindo esse raciocínio eu comprava o suficiente para me sair de borla talvez assim conseguísse vender barato e ganhar dinheiro meus amigos a verdade é só uma lembrem-se que os de fora da terra não conseguem fazer milagres e que todos deve-mos pagar os impostos que nos competem pois divididos por todos custa menos se criar infra estruturas se pagar os referidos impostos deixa de haver milagres , agora enquanto uns criarem as condições exigidas por lei e outros continuarem a trabalhar na porcaria e enquanto houver padrinhos para proteger esses que querem continuar a trabalhar sem investir quem investir tem todos os defeitos e não consegue mais de que uns míseros cêntimos que se ficam por pagar muitas vezes com dificuldades as despesas do dia a dia e que só isso não é suficiente pois sem lucro não se sobrevive , não se desenvolve , não cresce se os beijosenses realmente querem desenvolver a nossa terra teriam que modar as coisas , que preferir o que é criado aqui o que é feito cá e fazer compras dentro de beijós deixar a inveja para trás deixarem de ter medo que o vizinho do lado amanhã possa estar melhor que eles pois temos que pensar que ninguém ganha nada com o mal do vizinho que se o vizinho estiver bem também nos pode ajudar de alguma forma ou seja eu vivo bem se todos estiverem bem e vivo mal se os meus vizinhos estiverem mal espero que isto não seja entendido como critica destrutiva mas sim como construtiva pois beijós tem potencial para que todos viva-mos bem e crescer muito se todos assim quiser-mos mas para isso há mentalidades que temos que modar eu se não acredita-se em beijós e nas pessoas de beijós não teria investido aqui um tostão mas também confesso que depois deste anos houve bastantes pessoas que me surpreenderam pela negativa mas também digo que continuo a acreditar nos mais jovens para que um dia a nossa terra possa ser realmente aquilo que eu gostava que fosse .

viveiros-batista disse...

" TERRA PEQUENA NUNCA FEZ HOMEM GRANDE"
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Micas10 disse...

Quais são as queijarias mais próximas, só em Canas e no Furadoiro?
O queijo de ovelha e o requeijão são delicias nacionais.

isabel victor disse...

Cá estou eu ... a deixar um abraço *

Anónimo disse...

micas10
talvês vala a pena saber como vivem as queijarias existentes que tipo de dificuldades com que se deparam pois eu digo que não é fácil sobreviver aqui nestes meios pequenos porque as pessoas não tem rendimento para certos alimentos que todos sabe-mos que não podem ser vendidos ao preço de fabrica mas que por falta de dinheiro as pessoas comem de fabrica por isso este tipo de investimento aqui é mau , a maior parte das pessoas que moram cá são reformados com uma reforma entre 150.00 e 300 euros isso é para a farmácia para alimentação muitas vezes é pão com pão e batatas com couves ou grelos e quem vive em Lisboa , no porto , em coimbrã , ou mesmo no Algarve que há uns anos a trás vinha aqui com frequência e abastecia-se de cá hoje vem uma vez por ano e não levam nada pois parece que também não tem dinheiro para levar nada e assim se acentuam cada vez mais as dificuldades do interior

NELLY disse...

A VIDA NÃO TA FACILLLLLLLLLL

António disse...

Isabel Victor,
Bem-vinda ao Beijós XXI,
Manda Beijós a toda a Gente.

Anónimo disse...

correcção
a queijaria é no corujeiro e não no furadoiro peço desculpa de não ter corregido de imediato

Nuno disse...

Eu já vi o documentário "Ainda há pastores?". E digo que fiquei maravilhado pela mensagem da obra e pelas magníficas imagens que nos mostra. Digno mesmo de um óscar para melhor fotografia (!)(e sem exageros).

Micas10 disse...

Certo, o problema fundamental é mesmo a falta de compradores, sem clientes não se pode fazer nada.
Portugal é um mercado pequeno, há poucos compradores para tudo, e ainda menos na provincia.
Aqui mesmo ao lado, temos 42 milhões de "nuestros hermanos clientes", com rendimentos 50% superiores aos nossos.
Há que virar para a exportação, o que não é fácil.
Os produtores que não se preparem para exportar vão ser cada vez mais apertados, porque entretanto, "nuestros hermanos proveedores" vêm cá vender.
Os produtores espanhois já têm 50% de alguns mercados em Portugal como o azeite, fruta,etc.
Será que os espanhois gostam de queijo de ovelha ?

Anónimo disse...

exportação?
eu sinceramente não vejo como será que gente humilde da aldeia conseguiria exportar os seus produtos sem ser comido pelos tubarões
se nós enfrenta-mos diariamente a caça há multa sem ter-mos ninguém que nos dê uma informação correcta de como fazer para não ser-mos multados na estrada uns dizem uma coisa outros dizem outra ,somos parados por uma fiscalização nunca nada está bem somos nós empresários humildes e pobres vistos (como ladrões ou pior porque dos ladrões as forças de segurança não vão a trás )arranjam sempre qualquer coisita onde espetar 300.00 ou 400.00 eurozitos de multa no mínimo principalmente quando vêem que a pessoa em causa está a registar tudo quanto vende e isto estou a falar aqui nas aldeias agora imaginem exportação isso era logo preso pelo menos por 10 anos porque estava a fazer concorrência ao grande capital neste pais começa-se tudo ao contrario precisa de uma licença tem que arranjar um monte de papeis e certidões depois entrega tudo não pode trabalhar sem fazer as condições que a lei exige as mesmas condições em tudo quer seja num meio grade onde vai facturar milhões quer seja num meio pequeno onde vai facturar menos no ano inteiro que o parceiro num dia algumas exegencias desnecessárias dado o baixo volume de vendas depois espera um ano ou dois pela licença, e não pode trabalhar, na estrada quem tem padrinhos não precisa de carta não precisa de guias não precisa de talões de vendas ou vendas a dinheiro não precisa de pagar impostos não precisa de nada a única coisa que precisa é arranjar o farnel de vez em quando para o padrinho quem não tem padrinho pode declarar tudo quanto vende mas não arranja o farnel do padrinho esta feito nem há povoação mais próxima consegue chegar sem ser multado quanto mais há terra de noetros hermanos enquanto os noestros hermanos chegam cá com os seus produtos com a maior das facelidades e quantas vezes sem o minimo de condições

Anónimo disse...

O "Ainda há pastores" vai ser projectado no Porto, na praça de São Francisco (em frente à Igreja São Francisco e perto do Mercado Ferreira Borges), pelas 21h30, na próxima quinta-feira, dia 24 de Julho. Apareçam!

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