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quarta-feira, 2 de maio de 2007

Antigos trabalhadores das minas de urânio reúnem-se em plenário

"Antigos trabalhadores da Empresa Nacional de Urânio (ENU) reuniram-se ontem em plenário para analisar os últimos dados conhecidos do estudo que avaliou a saúde da população de Canas de Senhorim, onde aquele minério foi explorado e tratado.O encontro, na Casa de Pessoal da Urgeiriça, em Canas de Senhorim – onde a ENU teve sede – serviu também para dar a conhecer o ponto de situação das reivindicações que os trabalhadores há muito fazem ao Governo. A realização de exames médicos periódicos, a obtenção de benefícios na idade da reforma e o pagamento de indemnizações às famílias dos colegas que morreram são as exigências dos antigos trabalhadores, que acreditam que a constante exposição à radioactividade lhes afectou a saúde. Segundo António Minhoto, porta-voz dos antigos trabalhadores, “o último relatório do Minurar, agora conhecido, vem provar essa relação causa-efeito”, dando razão aos trabalhadores, que terão sido ainda mais afectados do que a população. O projecto Minurar, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge em colaboração com outras entidades, teve como objectivo estudar as minas de urânio e os seus efeitos na saúde, recorrendo a três grupos de freguesias: a de Canas, onde se situa a mina da Urgeiriça e se efectuava o tratamento químico de minério, outras com minas mas sem secção de tratamento e ainda em outras sem actividade mineira. O relatório agora apresentado diz respeito à contaminação interna do organismo dos habitantes, através da análise de amostras de cabelo para avaliar os níveis de polónio e de chumbo (descendentes do urânio), e aos efeitos genotóxicos. Segundo o estudo, em média, os habitantes de Canas de Senhorim têm concentrações de polónio semelhantes aos das outras freguesias onde houve actividade mineira, “sendo ambas significativamente mais elevadas” que as registadas no terceiro grupo."(...)
As Beiras

4 Beijos:

Curie disse...

Notícias da Lusa hoje:

"Os antigos trabalhadores da ENU exigem a realização de exames médicos periódicos, a obtenção de benefícios na idade da reforma e o pagamento de indemnizações às famílias dos colegas mortos, alegando que a constante exposição à radioactividade lhes afectou a saúde
A última "vítima" e ex-trabalhador da ENU a falecer, nos últimos dias mas com 56 anos, trabalhou nas minas de 1966 a 1991, e deixa uma viúva e um filho com 14 anos."

Boa sorte e coragem.

Micas10 disse...

Condolências à família enlutada

António disse...

Curie,
Bem-vinda ao Beijós XXI,
Manda Beijós a toda a Gente.

Anónimo disse...

odiei o texto esse site é um lixo
espero que isso mude muito,e mude para melhor

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