Porque continuo a afirmar que no Dão se fazem os melhores vinhos tintos portugueses, quando a opinião «dominante» aponta para o Alentejo e para o Douro? È evidente que nestas duas regiões há grandes vinhos. Mas no Douro, sem alguma acidez nas uvas corre-se o risco de produzir vinho tinto com aromas e sabor a Porto. No Alentejo, também por falta de acidez, o risco é outro: fazem-se vinhos dóceis, de fácil consumo e escassa longevidade. Estes défices de acidez são corrigidos pela acção do homem, que pode vindimar mais cedo, ou procurar uvas em zonas altas (como sucede no Douro) para compensar o excesso de açúcar das uvas colhidas em territórios sujeitos às mais elevadas temperaturas e consequentes maturações durante o Verão. O Dão dispõe de uvas bem amadurecidas com acidez adequada, o que confere aos frutos um equilíbrio invejável: boas graduações alcoólicas e acidez, elementos vitais para a estrutura e longevidade de qualquer vinho. Por isso insisto que o Dão é o berço dos melhores vinhos tintos portugueses. São os mais harmoniosos, masculinos pelo seu vigor alcoólico e textura encorpada, femininos pela suavidade e elegância com que revelam o seu carácter imponente.
José A. Salvador
Do livro (Os autores dos grandes vinhos portugueses)
O comentário é anónimo, sim senhor. José A. Salvador é o nome do autor do livro de onde foi retirado este texto. É também autor do livro PORTUGAL, VINHOS, CULTURA E TRADIÇÃO onde descreve pormenorizadamente a rota dos vinhos do DÃO.
O melhor nectar que existe.
ResponderEliminarPorque continuo a afirmar que no Dão se fazem os melhores vinhos tintos portugueses, quando a opinião «dominante» aponta para o Alentejo e para o Douro? È evidente que nestas duas regiões há grandes vinhos. Mas no Douro, sem alguma acidez nas uvas corre-se o risco de produzir vinho tinto com aromas e sabor a Porto. No Alentejo, também por falta de acidez, o risco é outro: fazem-se vinhos dóceis, de fácil consumo e escassa longevidade. Estes défices de acidez são corrigidos pela acção do homem, que pode vindimar mais cedo, ou procurar uvas em zonas altas (como sucede no Douro) para compensar o excesso de açúcar das uvas colhidas em territórios sujeitos às mais elevadas temperaturas e consequentes maturações durante o Verão.
ResponderEliminarO Dão dispõe de uvas bem amadurecidas com acidez adequada, o que confere aos frutos um equilíbrio invejável: boas graduações alcoólicas e acidez, elementos vitais para a estrutura e longevidade de qualquer vinho. Por isso insisto que o Dão é o berço dos melhores vinhos tintos portugueses. São os mais harmoniosos, masculinos pelo seu vigor alcoólico e textura encorpada, femininos pela suavidade e elegância com que revelam o seu carácter imponente.
José A. Salvador
Do livro (Os autores dos grandes vinhos portugueses)
Um grande comentário de um (infelizmente) anónimo....
ResponderEliminarQuem assim comenta, não é gago e não deveria ser ....anónimo!!!!
Parabéns.
HAWK76 DEVES SER CEGO, O COMENTÁRIO TEM AUTOR...
ResponderEliminarPelo que percebo, o pedaço de texto foi retirado de um livro e o autor está citado.
ResponderEliminarO comentário é anónimo.
O comentário é anónimo, sim senhor.
ResponderEliminarJosé A. Salvador é o nome do autor do livro de onde foi retirado este texto. É também autor do livro PORTUGAL, VINHOS, CULTURA E TRADIÇÃO onde descreve pormenorizadamente a rota dos vinhos do DÃO.