Texto enviado por António Abrantes
O Castro de Beijós
Há uns meses atrás, o jornal “Canas de Senhorim”, publicou uma entrevista com o Professor Senna Martinez, arqueólogo da Universidade de Lisboa e que dirigiu, durante vários anos, as escavações no Outeiro dos Castelos, em Beijós. Nessa entrevista o nosso bem conhecido arqueólogo falava claramente do “Castro de Beijós”.
Conhecia esta designação de “Castro de Beijós” de escritos anteriores do Professor Martinez e, por isso, estranhava e estranho que a Câmara Municipal continue a usar a designação “vestígios de fortaleza” (tanto quanto sei) quando, a meu ver, devia falar do “Castro de Beijós”.
Não acredito que seja intencional. Porém, na prática resulta um claro rebaixar da importância de um facto histórico que considero relevante para o concelho e para toda a região, tanto mais que os vestígios de Castros são muito raros em toda a Beira Alta.
Talvez não haja, num raio de vinte ou trinta quilómetros, outra povoação que se possa orgulhar de ter sido um Castro alguns milénios atrás e que tenha sido, também, berço da importante civilização castreja característica do noroeste da Península Ibérica e da Europa.
Não temos restos de muralhas nem outras grandes construções muito antigas para mostrar aos mais incrédulos ou distraídos. Porém, os especialistas afirmam-no e o importante e valioso espólio encontrado no Outeiros dos Castelos (ver Museu de Carregal do Sal) parece não deixar margem para dúvidas.
António Abrantes
PS: Parabéns ao beijokense pela reportagem do Museu e por falar em “Castro do Outeiro dos Castelos”.
Texto enviado por António Abrantes
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