Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

"As críticas que têm feito não entendem a veia artística do escultor.", Ио Иаме






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Resultados

Obtive de diversas fontes a confirmação do que disse num comentário que já havia feito no Sábado à noite - a JF não tomará iniciativas para podar os carvalhos (ou as carvalhas?) intactos.
Acredito que serão produzidos mais pareceres técnicos sobre o que já foi feito, quer por solicitação da JF, quer na sequência do registo de ocorrência feito pelo SEPNA.
Porque acredito na necessidade duma intervenção preventiva nas carvalhas intactas, espero que ela seja feita sob a supervisão directa e presencial dum técnico responsável.

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domingo, 19 de fevereiro de 2006

Fotos antigas de Beijós e suas gentes-15

Dois jovens Beijosenses, e mais alguns a assistir.
Paga-se uma rodada de super-bocks aos primeiros a acertarem nos seus nomes, e não é preciso dizer o nome dos que têm a cabeça cortada na foto.
Já agora em que ano foi tirada esta foto?
O dia do ano está assinalado na foto.


foto cedida por um Beijosense.

sábado, 18 de fevereiro de 2006

S O S Carvalhas

Salvemos as últimas Carvalhas !

Ainda se podem salvar as 2 carvalhas grandes, que estão à direita perto do muro da escola. Outras 11 carvalhas já sucumbiram, não foram podadas, foram decepadas. Outras 3 carvalhas jovens escaparam à atenção dos serrotes.

Será que as 2 ultimas carvalhas grandes ainda lá estarão segunda-feira ao meio dia ?
Provavelmente não.

Segundo o oficial Paulo Cardoso da GNR-EPNA, (tel: 961 195 279) o Presidente da Junta de Beijós Sr Agostinho Nascimento tem todas as autorizações necessárias para continuar o “desbaste” (palavras suas). Para mim que não sou especialista do ambiente, parece-me menos um “desbaste” e mais um atentado ecológico.

Aparentemente, a decisão de podar não foi objecto de deliberação com acta lavrada na Junta de Freguesia, e os outros membros da Junta não foram ouvidos. Autorização escrita da Câmara ou dos serviços da Direcção Geral das Florestas não havia ao meio dia de quarta-feira quando o aparato dos cortadores bloqueava o autocarro escolar que trazia as crianças para casa.

No entanto, o GNR-EPNA afirmou que as autorizações existem (obtidas retroactivamente ?) e que o abate continuará.

A população está pouco sensibilizada, ou não viram, ou acham bem cortar para evitar que um ramo possa cair sobre um carro estacionado na estrada ! É a solução da machadada para matar uma mosca. Mas os mais velhos são os mais veementes, e dizia uma velhinha de 80 anos “façam o que poderem para salvar as últimas duas árvores”.

Para nós de meia-idade, na nossa vida nunca mais veremos as Carvalhas frondosas e formosas como eram. Será que ainda podemos salvar um pouco da lembrança dos nossos pais e avós, e guardar algumas recordações para os nossos filhos ?

“Tie a yellow ribbon around the old tree” diz a velha canção que fala do laço amarelo no velho carvalho que nos recebe de regresso a casa.
Qual é a “autoridadezinha” que ousa tirar-nos este património?

Amanhã, domingo, à tarde antes do futebol, TODOS às CARVALHAS !

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Democracia

Tem muitos defeitos, mas ainda é o melhor sistema de governação que conheço! Passe a ironia, dou graças a Deus porque não vivo num sistema teocrático, nem despótico, e espero continuar por muito tempo livre dos fundamentalismos.
A que propósito vem esta conversa? Bom, o nosso sistema de governo local implica que os beijosenses elejam uma Assembleia de Freguesia que nos representa e da qual emana o poder executivo exercido pela Junta. Há quatro meses, uma larga maioria de beijosenses elegeu uma determinada lista de candidatos, encabeçada, naturalmente, pelo actual Presidente da Junta. Para as competências legalmente estabelecidas, os beijosenses estão neste momento representados por uma Assembleia e, indirectamente, nas tarefas executivas, pela Junta. Para que o sistema funcione e haja candidatos motivados para nos representar, espera-se dos representados o respeito devido a tão nobre tarefa… a alternativa é a desacreditação do sistema e (retorno à) lei do mais forte!
Blá, blá? Não! A lei do mais forte é preconizada a todo o momento, talvez por quem não convive bem ou está desiludido com a (imperfeita, já disse) democracia. Esse é um dos aspectos que me preocupa, dados os comentários ontem produzidos por Marquês do Pombal e um anónimo, que apaguei, e outros, de Viseu e anónimos, que se mantêm no blog porque nos parecem menos graves, mas não deixam de ser preocupantes. Mesmo sendo escritos sob tensão, o que é notório é que se fôssemos governados por essas pessoas as podas seriam mais radicais, uns seriam podados e outros ceifados!
O que fazer quando sentimos que os nossos representantes não correspondem ao que deles esperamos? E quando sentimos que não estão a defender o interesse colectivo? Numa comunidade pequena, a forma mais eficaz é o diálogo por interpelação directa. Se não resultar, há as vias judiciais ou policiais, se aplicáveis — providência cautelar, por exemplo, o que tem a vantagem de haver um árbitro que decide o que é interesse colectivo, se houver sobre ele visões conflituantes.
Posto isto, e uma vez que a poda está feita, gostaria de sugerir que nós, beijosenses empenhados no futuro da nossa terra, pudéssemos actuar a dois níveis:
1. apuramento de responsabilidades, envolvendo o processo de decisão e execução da poda:
1.1. quais foram as razões que levaram a idealizar-se uma poda? i.e., não acredito que alguém tenha acordado mal disposto e decidido que era necessário podar, deve haver uma justificação!
1.2. a execução da poda foi decidida em reunião de Junta? Em Assembleia de Freguesia?
1.3. que pessoas e entidades foram consultadas? Que pareceres há? Verbais? Escritos?
1.4. a execução seguiu algum desses pareceres? Os executantes tinham as competências necessárias?
2. (para mim, o mais importante) promover a disseminação do conhecimento actual sobre a importância dos nossos recursos e as ameaças a que estão sujeitos — falo de todo o tipo de recursos, mas, neste particular, dos naturais. Estou plenamente convencido que muitos beijosenses não se dão conta dos erros que estamos cometendo nos cuidados não só das árvores que são património colectivo, mas de todos os recursos naturais.
2.1. quais as espécies que deveríamos ter na nossa floresta?
2.2. quais as árvores que se devem podar, quando e como?
2.3. porque tanto se recorre sistematicamente a herbicidas?
2.4. porque há cada vez mais relvados?
2.5. como utilizar fungicidas e pesticidas? e adubos químicos?
Faço votos para que o Beijós XXI, sendo a ágora que reclamamos na introdução, possa ser indutor destes dois níveis de acção (ou de outros que queiram sugerir).


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Vídeo carvalhos podados

Pode aceder aqui ao vídeo de Ricardo Santos. São cerca de 9,5 MB, visualização ou download aconselhável apenas a utilizadores com acesso via banda larga.

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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Carvalhos Centenários - Poda Radical

Sem Palavras ...

Foto: Pintarolas - 6

Eram lindas ...

Foto: Pintarolas - 7

Que mal nós fizemos ...

Foto: Pintarolas - 8

Dias Sem Arvores

Os Nossos Carvalhos

Gostariamos de saber a opinião dos Responsáveis da Direcção Regional de Florestas, os Quais autorizaram esta poda em Carvalhos Seculares, Está bem assim?

E dos Responsáveis políticos , Exmº Presidente da Associação Nacional de Municípios, Exmº Presidente da Câmara, e Exmº Presidente da Junta de Freguesia, Está bem assim?

A nossa opinião é: ....

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Recordando as nossas Carvalhas ...


Os carvalhos marcam bem as estações com o seu frondoso colorido e as nossas Carvalhas são um bem colectivo que todos apreciamos e devemos proteger.
Como elas nos protegem do calor do verão e nos dão um colchão de folhas onde brincávamos em criança.

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Obituário - 4 - Beijós de luto.

Faleceu, a 16 de Fevereiro de 2006, a nossa conterrânea, D. Lela.
O Beijós XXI presta homenagem à falecida e manifesta sentidas condolências a toda a familia.

A Dª.Lela Mariam Coelho de Moura, tinha 84 anos de idade, faleceu no Hospital de Viseu.O funeral realiza-se amanhã dia 18 pelas 15 horas, para o cemitério de Beijós.

Fotos de Beijós e suas Gentes - 23

O Moleiro...

Foto: Pintarolas - 5

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Dia dos 4000 visitantes



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3000

2000

1000

Antes do Carnaval, Rezam os Compadres - 2

O Carnaval, ou Entrudo, não se resume ao tríduo hoje celebrado nos Carnavais mais comercializados. Entre os rituais preparatórios, contam-se as listas de comadres e compadres, já referidas por Micas10, cujo texto tem uma pequena imprecisão quanto ao dia — as listas não eram publicadas ao Domingo, mas sim à Quinta-feira (de acordo com um costume que abrangeu vários países Europeus e foi também exportado, para o Brasil, p.ex.).
Na Quinta-feira das Comadres, que se celebra hoje, as raparigas deveriam fazer publicar uma lista de pares e na Quinta-feira seguinte, dos Compadres, saía a lista produzida pelos rapazes. Ao que parece, era esta a que tinha valor para a oferta de amêndoas, pelo que a lista das meninas perdeu importância, enquanto a dos rapazes se manteve, pelo menos, até 1984 (ano em que fui p’á tropa)…
É curioso que noutros lugares a ordem era inversa, p. ex. relatos de aldeias galegas referem que a Quinta dos Compadres precedia a das Comadres. O facto de haver duas datas para propósitos semelhantes servia para que cada grupo de género mostrasse a sua força. Seja como for, o objectivo destes rituais já foi exposto no post acima referido e respectivos comentários (Clube de Amizade, chamou-lhe a andorinha).
O arquivo do Beijós XXI tem uma lista elaborada pelos rapazes há muiiiiitos anos, onde constam 80 pares de malta casadoira, da qual publicaremos uma amostra no dia devido, a Quinta-feira dos Compadres. Hoje, para assinalar a ocasião, deixamos algumas quadras que adornavam a lista… podem ver a preocupação que tinham em mostrar que não havia ‘compadrio’ :)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Nas Carvalhas...


Nas Carvalhas há ...

Sombra;

Festa;

Música;








"O Carvalho - A mais Magnífica das Árvores "

"...Estimam-se que existam entre 250 a 600 espécies de carvalhos. Encontram-se essencialmete nas zonas temperadas do hemisfério norte e algumas espécies conseguem mesmo sobreviver até às zonas tropicais.
Depois da faia, o carvalho - roble e o Quercus petraea são as folhosas mais frequentes e de maior interesse económico da Europa.

Ao longo dos séculos, o carvalho foi a árvore florestal mais importante da Europa, protegida e cultivada sempre que possível. Os carvalhos produzem uma madeira muito mais valiosa que todas as outras e forma uma floresta, do ponto vista ecológico, preferível.
Os carvalhos são árvores admiráveis que podem atingir, muito facilmente, os 400, 500 anos e, por vezes, os 800 anos de idade.
Os japoneses têm um provérbio que diz que o "carvalho leva 300 anos a crescer, 300 anos a manter-se adulto e 300 anos a morrer". São, sem dúvida, uma espécie única, um ser vivo de uma magnificência ímpar que poucos conseguem igualar. Pena que o homem, disso, se esqueça tantas vezes..."

texto de: André Abrantes Amaral

Fonte: O Observador de 17JAN2004

-_-_-_-_-_-_

"5 ideias falsas sobre as "podas" radicais ou rolagens."
"A propósito das "podas" radicais, ou "rolagens" praticadas em locais públicos e privados por pessoas sem formação (e muitas vezes por "biscateiros" como muito bem se chama a atenção no Fórum da SPA- Sociedade Portuguesa de Arboricultura)."

"De facto, é inacreditável como certos preconceitos sobre a poda de árvores ornamentais estão arreigados nos responsáveis pela sua gestão e manutenção. É frequente ouvirmos dizer, como justificação, que as "podas" radicais, ou "rolagens", rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade... quando, na verdade, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: - tanto melhor quanto menos se der por ela! (...).
1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?- NÃO! (...) O facto de, após uma operação traumática, as árvores apresentarem uma rebentação intensa- como tentativa "desesperada" de repor a copa inicial - não significa rejuvenescimento, mas sim um "canto-de-cisne", à custa da delapidação das suas reservas energéticas.(...).
2. Fortalece-a? - NÃO, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às enfermidades. (...).
3. Torna-a menos perigosa? -NÃO, estas "podas" induzem a formação, nos bordos das zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. (...).
4. É a única forma de a controlar em altura? - NÃO, a quebra da hierarquia -que estava estabelecida entre os ramos naturalmente formados - permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma desorganizada e muito mais densa! (...).
5. É mais barata? - NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! (...)»*Francisco Coimbra, Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Arboricultura(SPA), Consultor em Arboricultura Ornamental ( ver: "árvores & pessoas - gestão da árvore no espaço urbano, Lda."), «A propósito das "podas" da Avenida Dr. Manuel Lousada... SE AS ÁRVORES FALASSEM!!!", Artigo publicado no Jornal da Mealhada de 27.03.2002 ".

Fonte: Dias com Arvores

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EDITAL – LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO DE PARCELAS DE LEITOS E MARGENS DE LINHAS DE ÁGUA - Serviço Público - 4

A Câmara Municipal de Carregal do Sal através do seu site, Carregal-Digital, públicou a 14-02-2006, um Edital do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, de Janeiro de 2005.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro informa que, de acordo com o Decreto-lei n.º 46/94 de 22 de Fevereiro, todos os Proprietários ou possuidores de parcelas de leitos e margens que não integrem o domínio público são obrigados a mantê-los em bom estado de conservação, devendo proceder à sua regularização, limpeza e desobstrução.

Para melhor esclarecimento, consulte o respectivo Edital.

Links sobre a CONFERÊNCIA "Da Nascente até à Foz"

Munícipio de Santa Comba Dão - Causas e Efeitos da Qualidade da Água na Região Centro. 4 de Março de 2006, na Casa da Cultura de Santa Comba Dão.

Palestra - "A Água, da nascente até à foz" no Blog "Ecocoisas" - Decorreu no dia 29 de Abril de 2005 numa escola de Sesimbra.

A Poesia na defesa do ambiente - "RIO", e "ÁGUA", de Hermínia -Maio de 2005.

Plataforma para o desenvolvimento e o ambiente - Da Nascente até á Foz - Causas e efeitos da qualidade da água - Santa Comba Dão - Auditório da Casa da Cultura4 de Março de 2006

_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-_-

Serviço Público 1 / 2 / 3 /

Poesia de Guerra - 3, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 3
Guerra das Trincheiras em França - 1917...


(cont.)
Para esquecera pátria amada
E não temer as granadas
Trago a cabeça zoada
Com os estrondos dos canhões.

21º
Eu penso na minha vida
Para melhor passar o tempo
Meus senhores em que momento
Foi em que me vi assentar praça
Quando pela ideia me passa
Eu, ponho-me a imaginar
Por em França me encontrar
Em combates decisivos
Vejo homens enterrados vivos,
Olhem que isto faz cismar.

22º
Ai! Portugal! Portugal!!
Mandas os homens para a guerra
A nossa aliança de Inglaterra
E tudo bem e nada mal
Estamos no campo fatal
Mostramos o nosso valor
A vida perdemos, o amor
Na situação em que estamos
Já que assim nos encontramos
Nada nos mete terror.

23º
A guerra é com a Alemanha
Estamos ao lado da Inglaterra
Os portugueses vêm para a guerra
E quem está neutra é a Espanha
Os espanhóis só têm manha
Quem sabe o que farão
Querem talvez ferrar o cão
Mas acham-se enganados
Podem perder as cidades
Pensam nisso, mas em vão.

24º
Estamos aqui a combater
Talvez para deixar a vida.
Não consideramos em que vida
Aonde nos viemos meter
Todos sujeitos a morrer
Ao lado dos Ingleses
Ponho-me a cismar às vezes
Como a triste sorte avança
O que eu mais vejo em França
É, cemitérios portugueses.

25º
Com as muitas posições
De morteiros e artilharia
Já ninguém se destinguia
Com o troar dos canhões
No teatro de operações
Vejo ossos e caveiras
Ali dentro das trincheiras
Estamos a combater
Não, como pode haver
Tantas metralhadoras ligeiras

26º
Vejo campos abandonados
Que sustentavam muita gente
E por toda aquela frente
Tudo pela guerra causado
Em todo campo entrincheirado
Só vejo arvores queimadas
Pelo fogo das granadas
Assim o posso dizer
O que nós estamos a ver
E as vilas e fábricas esmagadas

27º
Os campos abandonados
Que fruto já não dão
É da forma que não há pão
Vejo combates encarniçados
Os campos estão escavados
Isto em estranhos impérios
Os combates são casos sérios
E escrito por mim só
São casos que metem dó
Pois só vejo cemitérios.

28º
Só vejo o arame farpado
Qualquer um pode dizer
Encontro-me a combater
Nas trincheiras enjaulado
Estou muito enfadado
Durmo com as costas no chão
Quero comer, não tenho pão
Falo verdade não minto...
Dão só um pão para cinco
Queixo-me, tenho razão...

29º
Ao abrigo das trincheiras
Espero escapar da morte
Peço a Deus a boa sorte
Assim estou desta maneira
À espera de que Deus Queira
Olhem que isto faz abanar
As granadas arrebentam
Do maldito alemão
Aqui anda um cidadão
Que vem a morte, procurar.

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


Poesia (original) - 3 * 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Valentinus

Existem 3 Santos de nome Valentim! Aquele que hoje nos interessa foi um mártir romano -- conta a lenda que este padre continuou a celebrar casamentos após a proibição decretada por Cláudio II (que achava que os casados davam maus soldados), o que lhe valeu a decapitação.

Conta ainda a lenda que foi executado a 14 de Fevereiro, o dia de Juno, deusa do casamento (há cada coincidência, lol).

Por interferência de deusas ou de santos, o que elas querem é casar! A história segue dentro de momentos, na quinta-feira das comadres...

É muita fruta!


Há quem goste, eu não aprecio muito, mas ficam bem na fotografia.

Vamos lá ver quem sabe onde mora(va) este diospiro...



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Jogo de Futebol - 2

Após a apresentação oficial do equipamento da A.C.D.B., aí está o segundo jogo de futebol que desta vez irá opôr Beijós contra Beijós, ou seja vai ser a oportunidade para toda a gente e de todas as idades poder jogar.
Quem quiser jogar poderá aparecer na Associação Domingo 19 de Fevereiro de 2006 ás 14h00 horas ou então depois no campo da Cerca, divulguem esta informação por toda a gente interessada mesmo que ainda tenham 12 ou 13 anos.

P.S. Já agora é uma boa ocasião para o Treinador Ché descobrir novos talentos para a sua equipa.

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª grande guerra mundial, POESIA - 3



Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª Grande Guerra Mundial - 6




Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.



Links:
Diário de Guerra - 5 07FEV2006
Diário de Guerra - 4 30JAN2006
Diário de Guerra - 3 23JAN2006
Diário de Guerra - 2 16JAN2006
Diário de Guerra - 1 09JAN2006

Em 26 de MAio de 1917, José Pais dos Santos e seus camaradas de armas, dos quais, Capitão Brandão e os Alferes: Martins; Cruz e Cabral, tudo bons oficiais, após terriveis e mortiferos combates, na frente de guerra, contra os "boches" alemães, foram descansar na destruida Vila de Locon.

Locon, France

Estamos em crer que o Capitão Brandão, comandante da Bateria dos Portugueses, onde seguia o nosso conterrâneo José Pais dos Santos, seja o Capitão Afonso Brandão da história de uma grande paixão em tempo de guerra do livro "A Filha do Capitão" de José Rodrigues dos Santos.
O romance "A Filha do Capitão", do jornalista José Rodrigues dos Santos, vai ser objecto de uma viagem literária organizada pelo Centro Nacional de Cultura e pela Liga de Combatentes, informou a editora Gradiva.

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Escola Secundária de Carregal Sobe no Ranking Nacional

PARABÉNS aos alunos e aos professores da Escola Secundária de Carregal do Sal que melhorou o seu posicionamento geral para 252º lugar em 2005, entre as 552 escolas secundárias a nível nacional, segundo o Jornal Expresso.

A nossa escola estava apenas em 348º lugar em 2003 e 282º lugar em 2004. Na disciplina importante da Matematica, conseguiu o 180ºlugar .

Portugal fica ainda muito atrás dos outros países europeus na proporção da nossa população que tem o ensino secundário completo (12ºano), por isso precisamos de apostar cada vez mais no bom aproveitamento escolar.

Bom sucesso a todos !

Fotos antigas de Beijós e suas Gentes - 14


Fotos enviadas por Nuno - 8

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Práticas Agro-pecuárias - 4

Creio que juntas destas já não há em Beijós... ou estarei enganado?












Redução de efectivos animais:







Links para suínos, ovinos e burras.

Fotos antigas de Beijós e suas Gentes - 13


Foto enviada por Emigrante - 6


Quem sabe dizer o local?
Quem reconhece o rapaz da boina?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Fotos de Beijós e suas Gentes - 24


Foto enviada por Emigrante - 5

CMCS - Pelouros

Presidente da Câmara, Sr Atilio Nunes
Serviços Municipais; Modernização e Formação Profissional;
Habitação e Urbanismo; Obras Públicas, Transportes e Comunicações; Protecção Civil e Ambiente; Florestas, Recursos Naturais e Turismo; Desenvolvimento Económico e Fomento Industrial; Qualificação Urbana e Património; e Desenvolvimento Rural.
(Também Administrador da Fundação Aristides de Sousa Mendes)

Vice-Presidente da Câmara, Dr. Vasco Jorge de Almeida
Substitui o Presidente com o exercício de todas as competências próprias e as delegadas pela Câmara Municipal, salvo as que tenham sido objecto de delegação expressa noutro Vereador. Areas da áreas da Saúde; Trânsito, Segurança e Vias de Comunicação; Acessibilidades e Mobilidade; e as Obras Particulares.

Dr. António Óscar Paiva
Educação, Conhecimento e Cultura; Solidariedade e Acção Social; Juventude e Associativismo; Desporto e Tempos Livres; Saneamento e Salubridade; e Mercados e Feiras.

Fotos de Nukunonu e suas Gentes - 1

Tirei esta foto no dia de São Três Mil (a câmara registou 9:24 do dia 30, menos 11 horas em Portugal). O rapaz chama-se Zacarias (Sakaria em nukunonês).

Quem adivinha por que razão está ele a trepar o coqueiro?

Resposta:
«beijokense escreveu...
puxa, + vale o Reggae, tão a passar 1 música "fora d'horas" feita de propósito para o Centro FM, é simplesmente horrível, os Tokelaus atiraram-se todos ao mar!
29 Janeiro, 2006 22:23 »

O Sakaria não se atirou ao mar -- trepou pelo coqueiro a toda a velocidade... e nem imaginam como foi dificil convencê-lo a voltar à terra!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Fotos de Beijós e suas Gentes - 23



Foto de Pintarolas - 4

DOENÇA SÚBITA

Após oito dias de internamento, foi hoje operado ao crâneo no Hostital de S. Teotónio em Viseu, o nosso conterrâneo Sr. Albertino Santos, mais conhecido por Albertino do tigelas.
O Beijós XXI faz votos que tudo tenha corrido bem e deseja-lhe um óptimo restablecimento.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Poesia - 2, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 2
Despedida de Portugal para França em 1917...


(Cont.)
(...)
Constantemente a penar,
Assim está noite e dia
Sofre a maior agonia
Por em guerra se encontrar.

11ª
Quando de Viseu saí
No comboio fui embarcar
Sem nada me demorar
Para Lisboa me encaminhei
Até que ali cheguei
Não podemos embarcar
Para Braço de Prata fomos acampar
3 semanas ali passei
A 15 de Março embarquei
Fomos tomar novo ar.

12ª
Em cima de água me encontrei
A 15 de Março justamente
Em 19 do mesmo, mal contente
Terra francesa pisei
E sem demora tomei
O comboio em que segui!
Cinquenta e tal horas passei ali,
A caminho de noite e dia
Foi quando estremeci

13ª
A 24 de Março, marcha segui,
Depois do comboio apear
A Thérouane fomos acantonar
Com o custado no chão dormi
Frio como eu passei ali,
Nunca na vida passei
Sem mantas eu pernoitei
Deitado no duro chão
Vime na maior solidão
Logo que a França cheguei.

14ª
Por me não darem de comer
Nem haver onde comprar
Tive aquela noite de suportar
Fome e frio a valer
No dia seguinte amanhecer
Não havia se não lamentos
Meu senhor em que momento
Um café eu fui tomar
Tudo andava a tiritar
Passámos grandes tormentos.

15ª
Mas a desgraça era tal
Que se eu queria comer
Tinha eu que o fazer
Assim como todos em geral
Desde que sai de Portugal
Fome e mais fome, passei
Pois em quanto não me avezei
Aos comeres que havia,
Passei cruel agonia
Eu nunca mais duvidei

16ª
Tudo adverso se me foi tornar
Logo que Portugal deixei
O trato logo estranhei
Por muito assim me custar
Comer carne cavalar
Que sempre me repugnou
Só a fome me obrigou
A tais refeições entrar
Logo que Portugal me fizeram deixar
A triste sorte me cercou

17ª
A 10 de Maio justamente
Nas trincheiras dei entrada
O canhão me acompanhava
De repente eu, o carreguei
Mas eu é que não sosseguei
Sem as trincheiras inimigas ver
Comecei então a entender
O que a guerra custava
Foi quando eu me preparava
Que comecei a combater.

18ª
Vejo campos desbaratados
Vilas, cidades sem rigor
Tudo isto me mete dor
Por em campanha me encontrar
Terei muito que contar.
Se escapar com minha vida
Da entrada até à saída
Só ouço o troar dos canhões
Aqui os que são pimpões
Andam de orelha caída.

19ª
Hoje encontro-me a combater
A caminho do campo fatal
Lembra-me Portugal
Que nunca me háde esquecer
Estou sujeito a morrer
Eu sofro grande paixão
Entrego-me à escravidão
A caminho da dura guerra
A grande paixão que me aterra
Eu vivo na solidão.

20ª
Pela guerra me encontrar
Mesmo dentro das trincheiras
Meto as mãos nas algibeiras
No meio do campo fatal
Lembra-me Portugal
Eu fumo a cigarrada...
(Cont.)
Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006
António Monteiro de Oliveira nasceu em 1883, em Carnide.
Em 1913 entra para o exército, como Alferes-Médico.
Em 1917 preparava-se a intervenção militar na Flandres ao lado dos Aliados. Nos dois anos seguintes o Capitão António Monteiro de Oliveira integrou o CEP (Corpo Expedicionário Português).
As forças portuguesas ficariam subordinadas à BEF (British Expeditionary Force). E em Fevereiro desse ano, depois de vários meses de preparativos e treinos militares, o primeiro contingente português do CEP (em que o meu avô estava integrado) desembarcou no porto de Brest e dirigiu-se para a zona de Thérouane, na Flandres francesa.Só regressaria definitivamente a Portugal em 1919.
Julgamos que o médico António Monteiro de Oliveira terá participado na 1ª Guerra Mundial, ao lado do nosso conterrâneo José Pais dos Santos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª grande guerra mundial, POESIA - 2



Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Poesia (transcrição) - 1
Poesia (original) - 1

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª Grande Guerra Mundial - 5



Autor: José Pais dos Santos




Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Links:
Diário de Guerra - 4 30JAN2006
Diário de Guerra - 3 23JAN2006
Diário de Guerra - 2 16JAN2006
Diário de Guerra - 1 09JAN2006

Excepcionalmente, esta postagem saiu à Terça-Feira, por dificuldades técnicas, pelo que apresentamos as nossas humildes desculpas.
Obrigado.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Documentos Antigos de Beijós - 1


Documento enviado por Raquel Baptista.

Casas de Beijós - 1

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Conferência Água da Nascente até à Foz, 4-Mar

CONFERÊNCIA

Da Nascente até à Foz

Causas e Efeitos da Qualidade da Água na Região Centro

Data: Sábado,4-Março-2006
Lugar: Casa da Cultura de Santa Comba Dão
Foto: Beijós XXI

Programa:
9:00 Recepção e entrega de documentação
9:30 Sessão de abertura
Presidente da Câmara Municipal de Santa Comba Dão

9:50 Painel 1 – A água e a sua importância na economia da região
Professor Doutor Carlos Borrego, Presidente do Conselho Directivo, Universidade de Aveiro
Engº Eugénio Sequeira, Presidente da Liga para a Protecção da Natureza
Dr. José Manuel Pacheco, Confederação Nacional de Agricultura
Moderador: Jornalista convidado
Debate
11:30 Painel 2 – Utilização e gestão da água nas mais importantes bacias da Região Centro
Engª Celina Ramos de Carvalho, CCDRC, Coimbra
Drª Luisa Tovar, INAG, Lisboa
Dr. José Teixeira, biólogo e investigador do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos, Universidade do Porto
Moderador: Jornalista convidado
Debate
13:00 Almoço
14:30 Painel 3 – A água e a saúde pública.
Dr. Mário Durval, médico de Saúde Pública, Presidente da Assembleia Geral da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública
Dr. José Manuel Novo de Matos, médico, Presidente da Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela
Professor Doutor Massano Cardoso, médico, Coimbra
Moderador: Jornalista convidado
Debate
16:00 Painel 4 – Identificação de fontes de poluição dos cursos de água, de albufeiras e o combate à poluição
Apresentação de casos pelas Associações integrantes da Plataforma:
Drª Anabela Bragança R. Martins, bióloga em representação da AMA, Penacova
Outros oradores a designar pelas Associações integrantes da Plataforma
Moderador: Jornalista convidado
17:30 Sessão de Encerramento
Leitura das conclusões da Conferência

Encerramento por Sua Excelência o Senhor Ministro do Ambiente e da Administração do Território (a confirmar)

Exposição Paralela:
Exposição com a participação de todas as Associações da Plataforma, casos relevantes e informação sobre a qualidade da água na região, com o apoio de laboratórios, átrio do Auditório da Casa da Cultura
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Favor enviar inscrições para:
ADRL - Associação de Desenvolvimento Rural de Lafões
Edifício Conde Ferreira, Apartado 3
3670 – 247, Vouzela
Att: Engª Maria do Carmo Bica, Presidente
Telefone: 232 772 491
Fax: 232 772 041
Endereços electrónicos: plataforma.ambiental@gmail.com
adrl@clix.pt
Secretariado da Comissão Organizadora da Conferência:
António Abrantes 963 176 696
António Minhoto 966 395 014
Paulo Carreiró 966 766 064
Preço: 5 €

Táctica Ultra-Secreta para o Jogo Estreia do ABDC


Táctica do Treinador de Bancada: Mister Nuno.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Cabanas de Viriato já prepara o Carnaval


Em 2005 foi assim.
O Carnaval de Cabanas de Viriato conhecido pela Dança dos Cus e pela alegre participação popular na folia estará certamente mais forte este ano.
O Beijós XXI apoia o Carnaval de Cabanas de Viriato.
Pedimos que nos enviem por e-mail o cartaz para este ano afim de ser publicado no Beijós XXI, Obrigado.

Antes do Carnaval, Rezam os Compadres


A folia do Carnaval e a alegria da Páscoa começavam a ser preparadas nos dias cinzentos do Inverno, com as listas dos Compadres e Comadres, uma espécie de Singles Night à Beijokense.
No domingo magro, duas semanas antes do Carnaval, aparecia um edital à ponte com a lista dos Compadres com as Comadres, e no domingo gordo aparecia a lista transposta e alterada das Comadres com os Compadres. Era preciso ser solteiro e ter 15 anos, como em qualquer festa de debutantes. Não havia divorciados naquele tempo, não me recordo se entravam os viúvos, e os mal-casados que aguentassem.
Os rapazes, que organizavam a brincadeira, tiravam à sorte os nomes dos rapazes e das raparigas, e havia uma grande curiosidade em saber “quem é que me saiu de compadre este ano”. Mas acho que a rifa não era exactamente aleatória, pois alguns compadres eram sempre os mesmos, seria talvez uma questão do “compadrio”. Havia sempre um rapazito imberbe de 15 anos a quem lhe tocava a Menina Maria …, uma solteirona respeitável que adornava a lista das Comadres ano trás ano. E que melhor forma de chamar a atenção da menina distraída ou tímida do outro lado da aldeia?
As listas apareciam em duas grandes folhas de papel de 25 linhas, pois havia muita gente casadoira. Afinal os casamentos faziam-se quase todos na terra, e até mesmo entre primos. E ai do rapaz que aparecesse a rondar alguma beldade de Beijós. Ainda em 1950, um noivo dos Pardieiros, que até era da freguesia, teve que oferecer uns garrafões de vinho à rapaziada de cá para poder desposar a sua amada, uma espécie de portagem cobrada a caminho da igreja.
Durante a Quaresma, os compadres iam-se saudando com “ò compadre, reza”. As meninas interrogam-se “já mandaste ´rezar o teu compadre”? E na Páscoa o compadre oferecia amêndoas à sua comadre, em sinal de amizade, ou algo mais...

Será que ainda conseguimos encher uma folha de papel de 25 linhas ?

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Apresentação Oficial do novo Equipamento da ACDB - 2

Apelo a todos os espectadores do derby, sejam beijokenses, sangemilenses, vizinhos, visitantes...

Devido a uns afazeres que tenho aí numa ilha, não me vai ser possível estar em Beijós nesse dia de festa, mas confio em todos os espectadores com câmara digital para fazerem a reportagem que o Beijós XXI precisa -- 5 de Fevereiro vai ser (ou já é) um dia histórico! lol

Apelo ainda aos contributors que costumam estar em Beijós ao fim-de-semana que não percam o evento e dele nos dêem conta durante a próxima semana.

Obrigado.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

No inverno, PODA a VINHA, para o melhor Vinho Dão

Neste tempo de inverno, a poda é uma das principais tarefas dos agricultores, sobretudo na nossa região do Dão. Com o corte selectivo, a poda, procura-se melhorar as condições de produção da videira, harmonizando-se a função vegetativa - produção de varas - com a função produtiva - produção de uvas.
A poda é uma arte especializada, são poucos os especialistas, que aprenderam com os mais velhos. Agora já há cursos de poda de vinha, especialmente nas novas áreas vitivinicolas, ou em e-learning na internet, ver www.lusawines.com !

Apresentação Oficial do novo Equipamento da ACDB

Após vários contratempos de variadissima ordem, irá finalmente proceder-se á apresentação oficial do novo equipamento da A.C.D.B. que irá têr lugar no nosso Campo da Cerca no dia 05/02/2006 pelas 15h00 horas e o opositor será mais uma vez S.Gemil.
Como nós Beijosenses somos diferentes de todos os outros a convocatória irá sair via Beijós XXI.

Ora aí vai,
Guarda-Redes: Sapão / Taças / Xaneco

Defesas: Caparro / Coveiro / Xuão / Ajúlio / Lambretas / Savimbi

Meio-Campo: Chups novo / Mosca / Marcão / Cabaças / Muletas / Borrego / Pilas / Lérias

Avançados: Pénis / Gavião / Padre Júlio

Treinador: Ché

Capitães: Savimbi / Gavião

Compareçam para assistir a um dérbie emocionante.

Grande Senhor de Mérito do Beijós XXI - 1

O espólio do Beijós XXI, representa já um marco importante na divulgação da cultura e história da nossa zona. Deixo aqui expresso o meu profundo respeito por José Pais dos Santos. O contributo legado por este Beijosense é de facto notável. Pais dos Santos escreve em 1917, revelando uma sensibilidade e uma grandeza de carácter universalista verdadeiramente invulgares. Parecia adivinhar que um dia, seus escritos seriam disponibilizados aos olhos do mundo. Tiro o chapéu a José Pais dos Santos,
permitam-me nomea-lo:
- José Pais dos Santos -
* Grande Senhor do Mérito do Beijós XXI *

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Poesia - 1, José Pais dos Santos

Poesia - 1
José Pais dos Santos

Despedida de Portugal para França em 1917...



A caminho do campo fatal,
Iria sem que me custasse.
Se acaso me não lembrasse,
Desse carinho divinal.
Causador de todo o mal,
Que na minha mente está.
Por isso lhe digo já,
É, me cara a sua ternura.
Pois na maior desventura,
Vou para a Guerra, parto já.


Juro que não pouparei
Papel para lhe escrever,
Embora, que não possa ser
Mas o maior cuidado terei
Que nunca me esquecerei
De quem tanto mimo me deu,
Mais feliz seria eu
Se lhe tivesse menor feição
Não ia com tanta paixão
A cumprir o dever meu.


Disse adeus a minha terra,
Ao lar onde fui criado
Parti triste e apaixonado
A caminho da dura Guerra.
A grande paixão que me aterra
Nesta custosa despedida
Se escapar com minha vida
Terei muito que contar
Não ande por cá a chorar
Adeus minha mãe querida.


Adeus pai a quem quero tanto
Adeus manos do coração
Sinto a vossa paixão
Que cai em enorme pranto
Meu coração cheio de encanto
Parece que tudo morreu,
Ai, de mim, que farei eu
No vigor da minha vida
Adeus minha mãe querida
Abençoe este filho seu


Ao despedir-me, fui assustado
Em dúvida de não tornar a ver
É da gente enlouquecer
Em tão deplorável estado
No coração amargurado
Semeei amargura um ponto está
Por não saber se mais verá
De quem também era tratado
Muito triste apaixonado
Vou para a guerra e parto já.


Vou cumprir um dever meu,
A caminho do campo fatal.
Adeus lindo Portugal
Quem sabe se te tornarei a ver
Se eu em França não morrer
Quando me vier embora
O mesmo que hoje chora
Alegre se háde tornar.
Mas hoje a soluçar
Vou para a guerra sem demora.


Adeus minha terra natal
Adeus minha mãe querida
Se eu findar com minha vida
Fora do lindo Portugal
Peço a todos em geral
E por especial favor
Peçam a nosso senhor
Que me leve a sua companhia
Adeus símbolo da alegria
Que adeus te digo com dor.


Adeus parentes e amigos
Adeus pai tão extremoso
Adeus lar delicioso
Adeus manos tão queridos
No meio de ais e gemidos
De vós me vou sem demora
Adeus moças vou-me embora
Por vós sinto grande paixão,
Adeus mãe do coração
Que minha alma sempre chora


Pela Guerra arrebatada
Em campanha vou entrar
Ali vou experimentar
Um viver angustiado
Pela morte ameaçado
Passo dias desventurados
Assassinando desgraçados
Que escravos como eu são
Acompanhado o canhão
Sofrendo desgostos dobrados.

10º
Recorda o pai adorado
A mãe que chorando por ele está,
Os manos que não mais verá
Em tudo se vê atormentado
Recordando o seu bem amado
Chega às vezes a soluçar.
(cont.)

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


A pedido de alguns leitores do Beijós XXI, aqui fica transcrito a poesia de José Pais dos Santos.
Poesia conforme leitura do texto original publicado no Beijós XXI:
Diário de Guerra - Poesia - 1.

Fotos Antigas de Beijós e Suas Gentes - 12


Fotos enviadas por Nuno - 7