
Nas Carvalhas há ...
Sombra;
Festa;
Música;


"O Carvalho - A mais Magnífica das Árvores "
"...Estimam-se que existam entre 250 a 600 espécies de carvalhos. Encontram-se essencialmete nas zonas temperadas do hemisfério norte e algumas espécies conseguem mesmo sobreviver até às zonas tropicais.
Depois da faia, o carvalho - roble e o Quercus petraea são as folhosas mais frequentes e de maior interesse económico da Europa.
Ao longo dos séculos, o carvalho foi a árvore florestal mais importante da Europa, protegida e cultivada sempre que possível. Os carvalhos produzem uma madeira muito mais valiosa que todas as outras e forma uma floresta, do ponto vista ecológico, preferível.
Os carvalhos são árvores admiráveis que podem atingir, muito facilmente, os 400, 500 anos e, por vezes, os 800 anos de idade.
Os japoneses têm um provérbio que diz que o "carvalho leva 300 anos a crescer, 300 anos a manter-se adulto e 300 anos a morrer". São, sem dúvida, uma espécie única, um ser vivo de uma magnificência ímpar que poucos conseguem igualar. Pena que o homem, disso, se esqueça tantas vezes..."
texto de: André Abrantes Amaral
Fonte: O Observador de 17JAN2004
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"5 ideias falsas sobre as "podas" radicais ou rolagens."
"A propósito das "podas" radicais, ou "rolagens" praticadas em locais públicos e privados por pessoas sem formação (e muitas vezes por "biscateiros" como muito bem se chama a atenção no Fórum da SPA- Sociedade Portuguesa de Arboricultura)."
"De facto, é inacreditável como certos preconceitos sobre a poda de árvores ornamentais estão arreigados nos responsáveis pela sua gestão e manutenção. É frequente ouvirmos dizer, como justificação, que as "podas" radicais, ou "rolagens", rejuvenescem e fortalecem as árvores, ou que são a única forma económica de controlar a sua altura e perigosidade... quando, na verdade, devia dizer-se de uma poda o mesmo que de um árbitro: - tanto melhor quanto menos se der por ela! (...).
1. A poda drástica rejuvenesce a árvore?- NÃO! (...) O facto de, após uma operação traumática, as árvores apresentarem uma rebentação intensa- como tentativa "desesperada" de repor a copa inicial - não significa rejuvenescimento, mas sim um "canto-de-cisne", à custa da delapidação das suas reservas energéticas.(...).
2. Fortalece-a? - NÃO, a poda radical é um acto traumatizante e debilitante, uma porta aberta às enfermidades. (...).
3. Torna-a menos perigosa? -NÃO, estas "podas" induzem a formação, nos bordos das zonas de corte, de rebentos de grande fragilidade mecânica, pois têm uma inserção anormal e superficial no tronco. (...).
4. É a única forma de a controlar em altura? - NÃO, a quebra da hierarquia -que estava estabelecida entre os ramos naturalmente formados - permite o desenvolvimento de novos ramos de forte crescimento vertical, mas agora de uma forma desorganizada e muito mais densa! (...).
5. É mais barata? - NÃO, se a gestão do património arbóreo for pensada a médio e longo prazo! (...)»*Francisco Coimbra, Vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Arboricultura(SPA), Consultor em Arboricultura Ornamental ( ver: "árvores & pessoas - gestão da árvore no espaço urbano, Lda."), «A propósito das "podas" da Avenida Dr. Manuel Lousada... SE AS ÁRVORES FALASSEM!!!", Artigo publicado no Jornal da Mealhada de 27.03.2002 ".
Fonte: Dias com Arvores
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