Está a ler o arquivo 2005-2009 do Beijós XXI. A partir de 2010, o blogue passou a ser publicado no endereço http://beijozxxi.blogspot.com

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

EDITAL – LIMPEZA E DESOBSTRUÇÃO DE PARCELAS DE LEITOS E MARGENS DE LINHAS DE ÁGUA - Serviço Público - 4

A Câmara Municipal de Carregal do Sal através do seu site, Carregal-Digital, públicou a 14-02-2006, um Edital do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, de Janeiro de 2005.
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro informa que, de acordo com o Decreto-lei n.º 46/94 de 22 de Fevereiro, todos os Proprietários ou possuidores de parcelas de leitos e margens que não integrem o domínio público são obrigados a mantê-los em bom estado de conservação, devendo proceder à sua regularização, limpeza e desobstrução.

Para melhor esclarecimento, consulte o respectivo Edital.

Links sobre a CONFERÊNCIA "Da Nascente até à Foz"

Munícipio de Santa Comba Dão - Causas e Efeitos da Qualidade da Água na Região Centro. 4 de Março de 2006, na Casa da Cultura de Santa Comba Dão.

Palestra - "A Água, da nascente até à foz" no Blog "Ecocoisas" - Decorreu no dia 29 de Abril de 2005 numa escola de Sesimbra.

A Poesia na defesa do ambiente - "RIO", e "ÁGUA", de Hermínia -Maio de 2005.

Plataforma para o desenvolvimento e o ambiente - Da Nascente até á Foz - Causas e efeitos da qualidade da água - Santa Comba Dão - Auditório da Casa da Cultura4 de Março de 2006

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Serviço Público 1 / 2 / 3 /

Poesia de Guerra - 3, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 3
Guerra das Trincheiras em França - 1917...


(cont.)
Para esquecera pátria amada
E não temer as granadas
Trago a cabeça zoada
Com os estrondos dos canhões.

21º
Eu penso na minha vida
Para melhor passar o tempo
Meus senhores em que momento
Foi em que me vi assentar praça
Quando pela ideia me passa
Eu, ponho-me a imaginar
Por em França me encontrar
Em combates decisivos
Vejo homens enterrados vivos,
Olhem que isto faz cismar.

22º
Ai! Portugal! Portugal!!
Mandas os homens para a guerra
A nossa aliança de Inglaterra
E tudo bem e nada mal
Estamos no campo fatal
Mostramos o nosso valor
A vida perdemos, o amor
Na situação em que estamos
Já que assim nos encontramos
Nada nos mete terror.

23º
A guerra é com a Alemanha
Estamos ao lado da Inglaterra
Os portugueses vêm para a guerra
E quem está neutra é a Espanha
Os espanhóis só têm manha
Quem sabe o que farão
Querem talvez ferrar o cão
Mas acham-se enganados
Podem perder as cidades
Pensam nisso, mas em vão.

24º
Estamos aqui a combater
Talvez para deixar a vida.
Não consideramos em que vida
Aonde nos viemos meter
Todos sujeitos a morrer
Ao lado dos Ingleses
Ponho-me a cismar às vezes
Como a triste sorte avança
O que eu mais vejo em França
É, cemitérios portugueses.

25º
Com as muitas posições
De morteiros e artilharia
Já ninguém se destinguia
Com o troar dos canhões
No teatro de operações
Vejo ossos e caveiras
Ali dentro das trincheiras
Estamos a combater
Não, como pode haver
Tantas metralhadoras ligeiras

26º
Vejo campos abandonados
Que sustentavam muita gente
E por toda aquela frente
Tudo pela guerra causado
Em todo campo entrincheirado
Só vejo arvores queimadas
Pelo fogo das granadas
Assim o posso dizer
O que nós estamos a ver
E as vilas e fábricas esmagadas

27º
Os campos abandonados
Que fruto já não dão
É da forma que não há pão
Vejo combates encarniçados
Os campos estão escavados
Isto em estranhos impérios
Os combates são casos sérios
E escrito por mim só
São casos que metem dó
Pois só vejo cemitérios.

28º
Só vejo o arame farpado
Qualquer um pode dizer
Encontro-me a combater
Nas trincheiras enjaulado
Estou muito enfadado
Durmo com as costas no chão
Quero comer, não tenho pão
Falo verdade não minto...
Dão só um pão para cinco
Queixo-me, tenho razão...

29º
Ao abrigo das trincheiras
Espero escapar da morte
Peço a Deus a boa sorte
Assim estou desta maneira
À espera de que Deus Queira
Olhem que isto faz abanar
As granadas arrebentam
Do maldito alemão
Aqui anda um cidadão
Que vem a morte, procurar.

Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.


Poesia (original) - 3 * 13FEV2006
Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Valentinus

Existem 3 Santos de nome Valentim! Aquele que hoje nos interessa foi um mártir romano -- conta a lenda que este padre continuou a celebrar casamentos após a proibição decretada por Cláudio II (que achava que os casados davam maus soldados), o que lhe valeu a decapitação.

Conta ainda a lenda que foi executado a 14 de Fevereiro, o dia de Juno, deusa do casamento (há cada coincidência, lol).

Por interferência de deusas ou de santos, o que elas querem é casar! A história segue dentro de momentos, na quinta-feira das comadres...

É muita fruta!


Há quem goste, eu não aprecio muito, mas ficam bem na fotografia.

Vamos lá ver quem sabe onde mora(va) este diospiro...



segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Jogo de Futebol - 2

Após a apresentação oficial do equipamento da A.C.D.B., aí está o segundo jogo de futebol que desta vez irá opôr Beijós contra Beijós, ou seja vai ser a oportunidade para toda a gente e de todas as idades poder jogar.
Quem quiser jogar poderá aparecer na Associação Domingo 19 de Fevereiro de 2006 ás 14h00 horas ou então depois no campo da Cerca, divulguem esta informação por toda a gente interessada mesmo que ainda tenham 12 ou 13 anos.

P.S. Já agora é uma boa ocasião para o Treinador Ché descobrir novos talentos para a sua equipa.

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª grande guerra mundial, POESIA - 3



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Poesia (transcrição) - 2 * 08FEV2006
Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª Grande Guerra Mundial - 6




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Links:
Diário de Guerra - 5 07FEV2006
Diário de Guerra - 4 30JAN2006
Diário de Guerra - 3 23JAN2006
Diário de Guerra - 2 16JAN2006
Diário de Guerra - 1 09JAN2006

Em 26 de MAio de 1917, José Pais dos Santos e seus camaradas de armas, dos quais, Capitão Brandão e os Alferes: Martins; Cruz e Cabral, tudo bons oficiais, após terriveis e mortiferos combates, na frente de guerra, contra os "boches" alemães, foram descansar na destruida Vila de Locon.

Locon, France

Estamos em crer que o Capitão Brandão, comandante da Bateria dos Portugueses, onde seguia o nosso conterrâneo José Pais dos Santos, seja o Capitão Afonso Brandão da história de uma grande paixão em tempo de guerra do livro "A Filha do Capitão" de José Rodrigues dos Santos.
O romance "A Filha do Capitão", do jornalista José Rodrigues dos Santos, vai ser objecto de uma viagem literária organizada pelo Centro Nacional de Cultura e pela Liga de Combatentes, informou a editora Gradiva.

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Escola Secundária de Carregal Sobe no Ranking Nacional

PARABÉNS aos alunos e aos professores da Escola Secundária de Carregal do Sal que melhorou o seu posicionamento geral para 252º lugar em 2005, entre as 552 escolas secundárias a nível nacional, segundo o Jornal Expresso.

A nossa escola estava apenas em 348º lugar em 2003 e 282º lugar em 2004. Na disciplina importante da Matematica, conseguiu o 180ºlugar .

Portugal fica ainda muito atrás dos outros países europeus na proporção da nossa população que tem o ensino secundário completo (12ºano), por isso precisamos de apostar cada vez mais no bom aproveitamento escolar.

Bom sucesso a todos !

Fotos antigas de Beijós e suas Gentes - 14


Fotos enviadas por Nuno - 8

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Práticas Agro-pecuárias - 4

Creio que juntas destas já não há em Beijós... ou estarei enganado?












Redução de efectivos animais:







Links para suínos, ovinos e burras.

Fotos antigas de Beijós e suas Gentes - 13


Foto enviada por Emigrante - 6


Quem sabe dizer o local?
Quem reconhece o rapaz da boina?

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2006

Fotos de Beijós e suas Gentes - 24


Foto enviada por Emigrante - 5

CMCS - Pelouros

Presidente da Câmara, Sr Atilio Nunes
Serviços Municipais; Modernização e Formação Profissional;
Habitação e Urbanismo; Obras Públicas, Transportes e Comunicações; Protecção Civil e Ambiente; Florestas, Recursos Naturais e Turismo; Desenvolvimento Económico e Fomento Industrial; Qualificação Urbana e Património; e Desenvolvimento Rural.
(Também Administrador da Fundação Aristides de Sousa Mendes)

Vice-Presidente da Câmara, Dr. Vasco Jorge de Almeida
Substitui o Presidente com o exercício de todas as competências próprias e as delegadas pela Câmara Municipal, salvo as que tenham sido objecto de delegação expressa noutro Vereador. Areas da áreas da Saúde; Trânsito, Segurança e Vias de Comunicação; Acessibilidades e Mobilidade; e as Obras Particulares.

Dr. António Óscar Paiva
Educação, Conhecimento e Cultura; Solidariedade e Acção Social; Juventude e Associativismo; Desporto e Tempos Livres; Saneamento e Salubridade; e Mercados e Feiras.

Fotos de Nukunonu e suas Gentes - 1

Tirei esta foto no dia de São Três Mil (a câmara registou 9:24 do dia 30, menos 11 horas em Portugal). O rapaz chama-se Zacarias (Sakaria em nukunonês).

Quem adivinha por que razão está ele a trepar o coqueiro?

Resposta:
«beijokense escreveu...
puxa, + vale o Reggae, tão a passar 1 música "fora d'horas" feita de propósito para o Centro FM, é simplesmente horrível, os Tokelaus atiraram-se todos ao mar!
29 Janeiro, 2006 22:23 »

O Sakaria não se atirou ao mar -- trepou pelo coqueiro a toda a velocidade... e nem imaginam como foi dificil convencê-lo a voltar à terra!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Fotos de Beijós e suas Gentes - 23



Foto de Pintarolas - 4

DOENÇA SÚBITA

Após oito dias de internamento, foi hoje operado ao crâneo no Hostital de S. Teotónio em Viseu, o nosso conterrâneo Sr. Albertino Santos, mais conhecido por Albertino do tigelas.
O Beijós XXI faz votos que tudo tenha corrido bem e deseja-lhe um óptimo restablecimento.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2006

Poesia - 2, José Pais dos Santos

Poesia de Guerra – 2
Despedida de Portugal para França em 1917...


(Cont.)
(...)
Constantemente a penar,
Assim está noite e dia
Sofre a maior agonia
Por em guerra se encontrar.

11ª
Quando de Viseu saí
No comboio fui embarcar
Sem nada me demorar
Para Lisboa me encaminhei
Até que ali cheguei
Não podemos embarcar
Para Braço de Prata fomos acampar
3 semanas ali passei
A 15 de Março embarquei
Fomos tomar novo ar.

12ª
Em cima de água me encontrei
A 15 de Março justamente
Em 19 do mesmo, mal contente
Terra francesa pisei
E sem demora tomei
O comboio em que segui!
Cinquenta e tal horas passei ali,
A caminho de noite e dia
Foi quando estremeci

13ª
A 24 de Março, marcha segui,
Depois do comboio apear
A Thérouane fomos acantonar
Com o custado no chão dormi
Frio como eu passei ali,
Nunca na vida passei
Sem mantas eu pernoitei
Deitado no duro chão
Vime na maior solidão
Logo que a França cheguei.

14ª
Por me não darem de comer
Nem haver onde comprar
Tive aquela noite de suportar
Fome e frio a valer
No dia seguinte amanhecer
Não havia se não lamentos
Meu senhor em que momento
Um café eu fui tomar
Tudo andava a tiritar
Passámos grandes tormentos.

15ª
Mas a desgraça era tal
Que se eu queria comer
Tinha eu que o fazer
Assim como todos em geral
Desde que sai de Portugal
Fome e mais fome, passei
Pois em quanto não me avezei
Aos comeres que havia,
Passei cruel agonia
Eu nunca mais duvidei

16ª
Tudo adverso se me foi tornar
Logo que Portugal deixei
O trato logo estranhei
Por muito assim me custar
Comer carne cavalar
Que sempre me repugnou
Só a fome me obrigou
A tais refeições entrar
Logo que Portugal me fizeram deixar
A triste sorte me cercou

17ª
A 10 de Maio justamente
Nas trincheiras dei entrada
O canhão me acompanhava
De repente eu, o carreguei
Mas eu é que não sosseguei
Sem as trincheiras inimigas ver
Comecei então a entender
O que a guerra custava
Foi quando eu me preparava
Que comecei a combater.

18ª
Vejo campos desbaratados
Vilas, cidades sem rigor
Tudo isto me mete dor
Por em campanha me encontrar
Terei muito que contar.
Se escapar com minha vida
Da entrada até à saída
Só ouço o troar dos canhões
Aqui os que são pimpões
Andam de orelha caída.

19ª
Hoje encontro-me a combater
A caminho do campo fatal
Lembra-me Portugal
Que nunca me háde esquecer
Estou sujeito a morrer
Eu sofro grande paixão
Entrego-me à escravidão
A caminho da dura guerra
A grande paixão que me aterra
Eu vivo na solidão.

20ª
Pela guerra me encontrar
Mesmo dentro das trincheiras
Meto as mãos nas algibeiras
No meio do campo fatal
Lembra-me Portugal
Eu fumo a cigarrada...
(Cont.)
Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Poesia (original) - 2 * 07FEV2006
Poesia (transcrição) - 1 * 01FEV2006
Poesia (original) - 1 * 30JAN2006
António Monteiro de Oliveira nasceu em 1883, em Carnide.
Em 1913 entra para o exército, como Alferes-Médico.
Em 1917 preparava-se a intervenção militar na Flandres ao lado dos Aliados. Nos dois anos seguintes o Capitão António Monteiro de Oliveira integrou o CEP (Corpo Expedicionário Português).
As forças portuguesas ficariam subordinadas à BEF (British Expeditionary Force). E em Fevereiro desse ano, depois de vários meses de preparativos e treinos militares, o primeiro contingente português do CEP (em que o meu avô estava integrado) desembarcou no porto de Brest e dirigiu-se para a zona de Thérouane, na Flandres francesa.Só regressaria definitivamente a Portugal em 1919.
Julgamos que o médico António Monteiro de Oliveira terá participado na 1ª Guerra Mundial, ao lado do nosso conterrâneo José Pais dos Santos.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª grande guerra mundial, POESIA - 2



Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Poesia (transcrição) - 1
Poesia (original) - 1

Diário de um Soldado Beijosense na 1ª Grande Guerra Mundial - 5



Autor: José Pais dos Santos




Reservados todos os direitos, proibida qualquer utilização comercial sem autorização do proprietário.

Links:
Diário de Guerra - 4 30JAN2006
Diário de Guerra - 3 23JAN2006
Diário de Guerra - 2 16JAN2006
Diário de Guerra - 1 09JAN2006

Excepcionalmente, esta postagem saiu à Terça-Feira, por dificuldades técnicas, pelo que apresentamos as nossas humildes desculpas.
Obrigado.


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Documentos Antigos de Beijós - 1


Documento enviado por Raquel Baptista.